Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense
Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense
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Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

1903 Porto Alegre, Rio Grande do Sul


O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense é um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro. Apelidado de "copeiro", tem suas maiores conquistas em copas disputadas em mata-mata. A cor preta, azul e branca, fazem sua torcida se pintar de tricolor nas arquibancadas. Torcida essa que apelida bravamente a agremiação de "Imortal", justamente pela frequência do clube decisões em copas em todas as décadas modernas.

Fundação

A ideia de fundar um clube de futebol partiu do paulista Cândido Dias da Silva, inspirado por uma apresentação de futebol realizada pelo Sport Club Rio Grande realizada no dia 7 de setembro de 1903. No evento, Cândido reuniu as informações necessárias para a fundação de um clube e então no dia 15 de setembro, no centro da capital gaúcha, 32 rapazes deram origem ao Grêmio Foot-ball Porto Alegrense.

A história dos primeiros jogos do Grêmio Foot-ball Porto Alegrense coincide com a sua primeira conquista. No dia 06 de março de 1904, a equipe gaúcha entrou em campo pela primeira vez contra o Fuss-ball Club Porto Alegre. Na época, eram os únicos clubes existentes na cidade de Porto Alegre, o jogo foi realizado em dois tempos de 30 minutos com um intervalo de 40. O confronto acabou 1 a 0 para o Grêmio que com a vitória levou a taça Wanderpreis, sendo esse seu primeiro título.

Três anos depois, o primeiro GreNal acontecia. A superioridade tricolor era tanta no começo da história que o clássico terminou com um vergonhoso 10 a 0 para o Grêmio, que humilhou o time que no futuro viraria seu rival.

Em 1919 o Campeonato Gaúcho teve seu início, onde o Brasil de Pelotas veio a ser campeão. Em 1921, o Grêmio se sagrou pela primeira vez campeão do estadual, iniciando uma hegemonia do clube no estado durante essa década, onde conquistou mais dois gaúchos (1922 e 1926), além de quatro campeonatos metropolitanos (1920-23), hegemonia essa que já vinha da década anterior, que somava cinco títulos do Campeonato Citadino de Porto Alegre (1911 a 1915) e o Campeonato Metropolitano de 1919.

Anos 30

Os anos 30 tem como principal destaque o Gre-Nal Farroupilha na história do tricolor. O clássico era válido pela final do Campeonato Farroupilha, nome dado ao Citadino de 1935. O nome Farroupiha foi uma homenagem ao centenário da Revolução Farroupilha. O Tricolor venceu a partida por 2 a 0, consagrando-se o campeão do Campeonato Farroupilha e vencendo um dos grenais mais importantes da história do clássico. O clássico também foi importante por ser o último jogo da carreira de Eurico Lara, que jogou no clube entre 1920 e 1935 pelo tricolor. O goleiro, já diagnosticado com uma tuberculose, decidiu fazer seu último jogo com a camisa gremista, jogo esse o Gre-Nal Farroupilha.

Nos anos 30 o futebol sul-americano migrava para o profissionalismo, e o futebol do Rio Grande do Sul não ficaria atrás. Em 1937, foi criada no estado a Especializada, um departamento profissional filiado à Federação Brasileira de Futebol. Com esse campeonato metropolitano sendo realizado pela Especializada, o Grêmio se sagrou campeão três vezes, mas não jogava o Campeonato Gaúcho, organizado pela Federação Rio-Grandense de Desportos (que se tornou a Federação Gaúcha de Futebol), que era filiada à Confederação Brasileira de Desportos (futura CBF). Em 1940, com a criação do Conselho Nacional de Desportos, o profissionalismo foi adotado dentro do tricolor.

De 50 adiante

Em 1954, o Grêmio dava início ao seu maior projeto e orgulho: o Estádio Olímpico. Em sua primeira inauguração, o estádio tinha apenas o anel inferior e capacidade para 38 mil pessoas. No jogo de estreia, a vitória: 2 a 0 sobre o Nacional, de Montevidéu.

Entre 1956 e 1968, o Grêmio venceu 12 de 13. Apenas o título de 1961 não foi conquistado pelo tricolor. Além disso o Grêmio participou da Taça Brasil, que reunia os campeões estaduais para um torneio equivalente ao Brasileirão (hoje considerado como Brasileirão na contagem da CBF), sendo semifinalista em 1959, 1963 e 1967.

Após esse momento de destaque nacional, o tricolor teve uma década de vacas magras, onde venceu apenas o estadual de 1977. Mas esse título pode ser a abertura para os anos 80, de muito destaque para o tricolor, seja no Rio Grande do Sul, no Brasil, na América ou até no Mundo.

Ah, os anos 80...

Os anos 80 começaram muito bem para o tricolor. Logo de cara, o Campeonato Gaúcho de 1980 foi conquistado pelo tricolor. Mas o grande fato do ano era a reinauguração do Olímpico, agora chamado de Olímpico Monumental. Com essa reforma, o estádio do Grêmio passou a ter um anel superior e ser inteiramente coberto. O jogo de abertura foi frente ao Vasco da Gama, onde o Grêmio venceu por 1 a 0.

Em 1981 o Grêmio venceu seu primeiro título nacional, batendo o São Paulo na grande final do Brasileirão daquele ano, com um gol de Baltazar, dando a vitória por 1 a 0 no Morumbi. Mas a década ainda guardava conquistas maiores para o tricolor.

1983 foi o grande ano para a torcida gremista. A América era, pela primeira vez, tricolor. A campanha gremista foi de grande destaque. Na primeira fase, um grupo difícil, com Flamengo, Bolívar e Blooming, onde apenas um se classificaria. O Grêmio liderou com 11 pontos ganhos e seis jogos, vencendo cinco vezes e empatando uma (cada vitória valia dois pontos). As semifinais eram também em grupos, com três em cada um. No grupo A, o Grêmio passou para a final, com cinco pontos, em um grupo mais difícil ainda, que contava com Estudiantes e América de Cali. O Peñarol foi o classificado no outro grupo, com sete pontos, em um grupo que tinha Nacional e San Cristóbal.

Na grande final, o primeiro jogo foi no Uruguai, onde o tricolor empatou em 1 a 1, abrindo o placar com Tita, mas sofrendo o empate de Morena. Na volta, no Estádio Olímpico, a vitória e consagração: 2 a 1, com gol de Caio abrindo o placar. Morena voltou a marcar, empatando o jogo, mas César estava lá para fazer o segundo do tricolor e dar a primeira Taça Libertadores para o Grêmio! A América era azul mas o mundo também seria.

Em Tóquio, o vencedor da Champions League aguardava o Imortal. O poderoso Hamburgo, base da seleção alemã era o adversário da vez. O mundial era decidido em apenas um jogo, onde o campeão de Libertadores enfrentava o Campeão da Champions League. Com um show de Renato Gaúcho, que viria a ser declarado o melhor em campo, o Grêmio abriu o placar com gol dele. Mas os alemães empataram com Schroeder. O jogo foi para a prorrogação, onde Renato mais uma vez marcou, logo aos três minutos e deu o título mundial ao tricolor.

No ano seguinte, o Grêmio acertou a trave na Libertadores. Chegando na final, foi derrotado em casa por 1 a 0 pelo Independiente e empatou fora em 0 a 0. Com seis campeonatos gaúchos seguidos (1985 a 1990), o clube fechou os anos 80 com muito destaque vencendo a Copa do Brasil de 1989, batendo o Sport na final.

Para baixo e acima

Como nem de glórias se fazem a história de um clube, deve ser lembrado aqui o ano de 1991 para o Grêmio. Ele tem dois fatos ruins, onde o tricolor é derrotado pelo Criciúma de Luiz Felipe Scolari na final da Copa do Brasil, além do primeiro rebaixamento do clube no brasileirão. Já de volta à elite e com Felipão no comando, o Grêmio conquista a Copa do Brasil de 1994, batendo o Ceará na final e assim se classificando para a Libertadores. Em 1995, o retorno glorioso do imortal aconteceu. Com Felipão, um elenco não tão estrelado, mas comandados por Jardel e Paulo Nunes no ataque e Danrlei, o Grêmio levou a Libertadores, com destaques para, além da final, o grande confronto contra o poderosíssimo Palmeiras de Müller, Cafu, Rivaldo e Roberto Carlos, onde o Tricolor venceu por 5 a 0 no Olímpico e perdeu por 5 a 1 em São Paulo.

Na final, com uma vitória por 3 a 1 na ida no Olímpico, com gols de Marulanda (contra), Jardel e Paulo Nunes, mas com Ángel descontando, o Grêmio tinha uma boa vantagem para o jogo de volta. No Atanasio Girardot, Aristizábal abriu o placar para os colombianos do Atletico Nacional, mas Dinho, de pênalti, empatou e deu o segundo título da América para o Grêmio!

No Mundial, um páreo dificílimo para o Imortal: o Ajax, da Holanda, de Van der Sar, Frank e Ronald de Boer, David, Kluivert e Overmars. O Grêmio resistiu e jogou bem contra os poderosos holandeses, sendo até melhor em campo, mas o 0 a 0 resistiu no placar. Nos pênaltis Dinho e Arce perderam, enquanto apenas Kluivert perdeu para o Ajax, dando assim o título mundial para os holandeses.

4

Fechando a década de 90, o Grêmio venceu mais uma Copa do Brasil, sua terceira, ao bater o Flamengo de Romário em pleno Maracanã. Em 2001, mais uma Copa do Brasil, agora empatando em 2 a 2 em casa e vencendo por 3 a 1 fora contra o Corinthians, se sagrando o primeiro clube tetracampeão da competição no Brasil.

Mas por conta da crise financeira que vivia, por más administrações e a falência da ISL, parceira do clube alguns anos antes, o Grêmio entrou em 2004 com um time “bom e barato” e pagou caro por isso. No Brasileirão daquele ano, o tricolor foi o lanterna e rebaixado pela segunda vez para a segundona.

Na Série B, o Grêmio chegou à grande final contra o Náutico, onde o jogo viria a ser conhecido como “A Batalha dos Aflitos”. Em Pernambuco, apenas a vitória interessava ao Náutico, um empate serviria para o Grêmio. O tricolor resistia à pressão, tendo já visto os donos da casa perderem um pênalti. Mas foi no segundo tempo, quando o juiz da partida deu o segundo pênalti para o Náutico, erroneamente marcado. A paralisação durou 25 minutos, com a confusão gerada pelo pênalti, e quatro expulsos do tricolor. Mas Galatto brilhou e defendeu o pênalti com os pés. O jogo ainda teria a emoção de Anderson fazendo o único gol da partida vencida pelo Imortal por 1 a 0, com mais de 60 minutos do segundo tempo!

Com boa campanha na Libertadores, com a final perdida para o Boca em 2007, o Grêmio teve os anos 2000 apagados após a volta da Série B, mas a segunda década do novo milênio reservava dois títulos e uma nova casa à torcida tricolor.

Em 2012, foi inaugurada a Arena do Grêmio, a nova casa do imortal, que dava esperanças do retorno do tricolor às conquistas. Com duas semis de Copa do Brasil (2013 e 2014) e vitórias importantes como o 5 a 0 sobre o Inter, a casa nova se consolidava como um caldeirão gremista, mas faltavam as taças. E em 2016 a primeira delas veio. Na Copa do Brasil, já com o comando do ídolo Renato Gaúcho, o Grêmio bateu o Atlético Mineiro por 3 a 1 fora de casa e empatou em 1 a 1 em casa, levando o quinto título da competição. Um ano depois, a Libertadores era tricolor mais uma vez.

Na grande final, o Grêmio enfrentou o Lanús. Na ida, 1 a 0 com gol de Cícero contra os estreantes em final de Libertadores davam a chance de título fora de casa para o tricolor. Na Argentina, o Grêmio abriu 2 a 0 logo no primeiro tempo, com Fernandinho e Luan. Sand até descontou, mas o Grêmio venceu a Libertadores daquele ano. No Mundial, o Imortal enfrentou o Real Madrid e foi derrotado por 1 a 0, com gol de Cristiano Ronaldo.

A casa gremista

No Moinhos de Vento, tradicional bairro de Porto Alegre, o Grêmio comprou o terreno e construiu o primeiro dos seus três estádios durante a sua história centenária. A Baixada, como era conhecido o estádio, foi o primeiro estádio do Rio Grande do Sul e teve sua inauguração realizada no dia 04 de agosto de 1904.

Estádio Olímpico Monumental

Por 50 anos a Baixada foi casa do Grêmio que em 19 de setembro de 1954 fundou aquele que seria palco de muitas das suas conquistas: o Estádio Olímpico. O jogo inaugural foi contra o Nacional do Uruguai, acabando 2x0 para o time mandante, ambos gols foram marcados pelo atacante Vitor.
Nos anos 80, o estádio passou por uma ampliação onde foi construído seu segundo anel, sendo então renomeado Estádio Olímpico Monumental no dia 21 de junho de 1980 em partida realizada contra o Vasco da Gama em amistoso vencido por 1x0 pelo Grêmio.

Arena do Grêmio

No dia 08 de dezembro de 2012, o Grêmio inaugurou sua terceira e atual casa, a Arena do Grêmio. Com primeiro gol do estádio marcado pelo atacante André Lima, o Tricolor Gaúcho venceu o Hamburgo da Alemanha por 2 x 1. A Arena é um dos estádios mais modernos estádios da América Latina e sua construção seguiu todos os padrões estabelecidos pela FIFA, assim como também teve consultoria da Amsterdam Arena Advisory (AAA).
 Foto de Ricardo Rímoli/LancePress! – Inauguração da Arena do Grêmio.

Jejum tricolor

Um dos momentos mais complicados da história gremista aconteceu de 2001 até o ano de 2016, nesse período a equipe tricolor não venceu nenhum título importante no âmbito nacional e internacional, conquistando apenas títulos estaduais nesse período. Ainda em 2001, a ISL declarou falência, a empresa parceira do Grêmio deixou o clube com contratos elevados e sem o auxílio financeiro que prestava. Assim o Grêmio não conseguiu arcar com as obrigações financeiras mergulhando em crise financeira e para agravar ainda mais a situação, a equipe foi rebaixada para a segunda divisão nacional no ano de 2004.

A repercussão do rombo financeiro nas contas do clube gaúcho se estendeu por anos, sendo criado o condomínio de credores, onde mensalmente o Grêmio abatia parte das dívidas realizadas até 2001. O condomínio de credores só acabou de ser pago no ano de 2012, sendo um fardo carregado pelo Grêmio durante mais de 10 anos.

Mesmo em sua maior crise, o Grêmio demonstrou o seu hábito com as façanhas e até mesmo chegou a disputar os maiores títulos do continente. Em 2005, o time voltou para Série A como campeão da Série B de 2005. O título foi conquistado sobre o Náutico em uma das histórias mais impressionantes do futebol mundial. Enquanto ainda empatado, o Grêmio teve 4 jogadores expulsos e dois pênaltis marcados contra, contando com a sorte e a estrela de Galatto o jogo seguiu empatado. Então com apenas 7 jogadores em campo o que parecia impossível aconteceu, o jovem Anderson driblou a defesa e marcou o gol que deu o título para o Tricolor Gaúcho.

Em 2007, o Grêmio esteve bem perto da glória, comandado por Diego Souza, Tcheco e Carlos Eduardo o Grêmio chegou a Final da Libertadores do mesmo ano. Porém, não foi páreo para o Boca Juniors de Riquelme e Palermo, sendo então vice campeão da Libertadores. O fim do jejum veio apenas em 2016, já com Renato Portaluppi como técnico da equipe, o Grêmio superou o Atlético Mineiro e se sagrou campeão da Copa do Brasil de 2016.

Grêmio, o "Copeiro"

O Grêmio é um dos poucos clubes brasileiros que não apresenta uma alternância entre períodos de conquistas e de derrotas. Mesmo nos momentos mais difíceis a equipe tricolor chegou longe nas competições sempre com a marca de raça e entrega dentro de campo. Isso fez o time ser intitulado como "copero" pelos seus rivais. Corrobora o fato do Grêmio ser o maior campeão brasileiro da Libertadores da América, junto com Santos e São Paulo são os únicos brasileiros tricampeões. Na Copa do Brasil, o Grêmio é o segundo maior vencedor, sendo pentacampeão da competição. Desde os anos 80, o Grêmio conquistou a Copa do Brasil em todas as décadas, assim como na Libertadores chegou na Final em todas as décadas. Essa constância em disputar títulos fizeram o Grêmio Foot-ball Porto Alegrense se tornar um dos maiores clubes da América do Sul e consequentemente do Mundo.

Maior ídolo

Renato Portaluppi é o maior ídolo da história gremista, sendo ele o único ídolo com uma estátua em sua homenagem. O gaúcho de Guaporé, Renato iniciou sua carreira no Esportivo, clube de Bento Gonçalves (RS), cidade onde ele passou maior parte da sua infância. Após o técnico Valdir Espinosa ser contratado do Esportivo para o Grêmio em 1981, Renato Portaluppi também foi contratado por pedido do comandante.

O ponta teve rápida ascensão, sendo protagonista do título Mundial do Grêmio no ano de 1983, marcando dois gols na final contra o Hamburgo-ALE. Além do Mundial, Renato Portaluppi foi destaque da conquista da Libertadores da América do mesmo ano, conquistada sobre o Peñarol do Uruguai. Tais títulos fizeram o Grêmio ser o primeiro clube do estado a ser campeão da Libertadores da América e do Mundo.

Após sua carreira como atleta, Renato Portaluppi e Grêmio Foot-ball Porto Alegrense voltaram a fazer história em 2017. A conquista da Libertadores da América sobre o Lanús da Argentina, fizeram Renato entrar para história como uma das poucas pessoas que conquistaram o maior troféu do continente como atleta e treinador.

Hino

O atual hino gremista foi composto por Lupicínio Rodrigues, um dos torcedores mais ilustres da equipe gremista. O hino foi composto em 1953 e se tornou um símbolo para a torcida tricolor, que viu no hino referências aos momentos difíceis e gloriosos da equipe, também exaltando Eurico Lara, o "Craque Imortal" e o amor da torcida. O marcante  refrão: "Até a pé nós iremos, Para o que der e vier, Mas o certo é que nós estaremos, Com o Grêmio onde o Grêmio estiver!" é marca registrada da torcida em todos os momentos.

Títulos do Grêmio

Mundial de 1983

Continentais: Libertadores de 1983, 1995 e 2017

Nacionais:

Campeonato Brasileiro: 1981 e 1996
Copa do Brasil: 1989, 1994, 1997, 2001 e 2016
Supercopa do Brasil: 1990
Campeonato Brasileiro - Série B: 2005

Estaduais:

Campeonato Gaúcho: 1921, 1922, 1926, 1931, 1932, 1946, 1949, 1956, 1957, 1958, 1959, 1960, 1962, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1977, 1979, 1980, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990, 1993, 1995, 1996, 1999, 2001, 2006, 2007, 2010, 2018 e 2019
Campeonato Citadino de Porto Alegre: 1911, 1912, 1913, 1914, 1915, 1919, 1920, 1921, 1922, 1923, 1925, 1926, 1930, 1931, 1932, 1933, 1935, 1937, 1938, 1939, 1946, 1949, 1956, 1957, 1958, 1959, 1960, 1964 e 1965

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