Clube Náutico Capibaribe
Clube Náutico Capibaribe
Football Team
Soccer

Clube Náutico Capibaribe

1901 Recife, Pernambuco


O Clube Náutico Capibaribe, mais conhecido como Náutico, é uma agremiação esportiva fundada em 7 de abril de 1901, na cidade de Recife, capital do estado de Pernambuco. Com o vermelho e o branco como cores oficiais, o clube é um dos três maiores do estado, ao lado de Sport Club do Recife e Santa Cruz Futebol Clube. A equipe alvirrubra manda seus jogos no Estádio Eládio de Barros Carvalho, popularmente conhecido como Estádio dos Aflitos, que tem sua capacidade para 20.856 pessoas. Um dos maiores feitos do Náutico é justamente o hexacampeonato estadual, conquistado entre os anos de 1963 e 1968, sendo a única agremiação de Pernambuco a realizar tal feito. Outro enorme título da agremiação é a Série C do Campeonato Brasileiro, vencida no ano de 2019.

Origem e início

O Clube Náutico Capibaribe foi fundado em 7 de abril de 1901, entretanto a equipe já existia desde 1898, após dois grupos rivais de remadores recifenses concordaram com a união, formando uma nova sociedade. Sua estreia no futebol só aconteceu em 1905, modalidade que de fato, deu a fama e a tradição da equipe alvirrubra.
Foi um grupo de ingleses que deu início a caminhada do Clube Náutico Capibaribe nos gramados, após a formação de sua primeira equipe de futebol. Seus primeiros jogos foram realizados no campo do Santana e na campina do Derby, aos domingos. Porém, sua primeira partida oficial ocorreu apenas em 1909.

Seus primeiros anos no futebol, foram difíceis, ora por não ser o esporte ainda primário da equipe, ora pela falta de interesse por parte dos diretores de se filiar junto à Liga Recifense de Futebol. A filiação só aconteceu dois anos depois, na Liga Sportiva Pernambucana. Mas apesar de ingressa na liga, o amadorismo ainda era presente na equipe, onde só virou de fato profissional, na década de 1930, onde o Náutico iniciou a mostrar a força de sua camisa, e que futuramente, iria compor o seu hino, composto pelo compositor Tovino.

Em 1934, o Clube Náutico Capibaribe se sagrou pela primeira vez, campeão pernambucano, um fato que ainda se repetira por mais vinte e uma vezes. Na campanha vitoriosa, o Náutico colecionou resultados elásticos, como as vitórias por 8 x 1 no seu maior rival, Sport; além de 7 x 3 e 7 x 2, no Íris e no Torre, respectivamente, ambas equipes já extintas. Na grande final, venceu o Santa Cruz, outro grande rival estadual, por 2 a 1, gols de Fernando Carvalheira e Estevão. Carvalheira também foi o artilheiro da competição com 28 gols.

No mesmo ano, o Náutico ganhou o seu mascote, que até hoje dá apelido ao clube, o Timbu. A escolha pelo animal aconteceu após o jogo contra o América, no campo da Jaqueira. No intervalo do jogo, o técnico alvirrubro decidiu passar instruções aos seus jogadores no gramado, já que chovia muito e as condições dos vestiários era precária. Por causa do frio, um dirigente alvirrubro levou conhaque aos seus jogadores, que beberam para esquentar o corpo. A torcida rival então, começou a provocar o Náutico, xingando os jogadores pelo nome do animal, pelo motivo da bebida alcóolica ser apreciada pelo animal. O Náutico venceu por 3 a1, e ao final do jogo, os jogadores gritaram: “Timbu, 3 a 1!”, ironizando os torcedores americanos. 

Dois anos após o primeiro título, o Náutico enfim teria a sua casa, quando foi adquirido o terreno em que foi construído o Estádio Eládio de Barros Carvalho, ou tradicionalmente conhecido como Aflitos, por ser o bairro onde o estádio está localizado). O estádio foi inaugurado em 25 de junho de 1939, e seu nome é uma homenagem a um ex presidente do Náutico, de mesmo nome. Atualmente, o estádio tem capacidade para 16.948 pessoas e passou por uma recente reforma.

Em 1939, o Náutico voltou a ser campeão estadual, mais uma vez com a contribuição de Fernando Carvalheira, que até hoje, é o segundo maior goleador da história do clube, com 185 gols marcados. Desta vez, não precisou de final, pois o Náutico foi o vencedor dos dois turnos, conquistando de maneira direta, seu segundo título pernambucano.

Apenas em 1945, o Náutico voltaria a ser campeão estadual, mas com uma campanha de respeito e com um jogo que ficou na história. O Timbu venceu o Flamengo do Recife por 21 a 3, com direito a 9 gols de Tará.

Na década de 1950, conquistou um tricampeonato, entre 1950 a 1952, esta última, de forma invicta. Este ano, ainda foi campeão do Torneio dos Campeões do Norte Nordeste, vence por 5 a 1, a Tuna Luso, do Pará. Em Pernambuco, venceu também os estaduais de 1954 e 1960.

Mas nada se compara a década de ouro alvirrubra. A grande década de 1960. Foi nela em que, além da hegemonia estadual, as façanhas do Timbu se tornaram nacionais. Em 1960, o Timbu voltou a ser campeão pernambucano, mas foi em 1963, que foi dada a largada para algo que até hoje, nenhum time pernambucano conseguiu igualar. O hexacampeonato estadual.

Hegemonia alvirrubra de 1963 a 1978

De 1963 a 1978 não havia time que impedisse a hegemonia alvirrubra, o detalhe é que em todas as seis conquistas, o Sport foi o vice campeão, fortalecendo ainda mais a rivalidade. Até hoje, o feito é motivo de orgulho, mesmo para aqueles que nem sonhavam em estar vivos na época. 

Marinho Chagas (centro) foi um dos destaques entre 1970-1972. Em 1974, o
Marinho Chagas (ao centro) foi um dos destaques entre 1970 e 1972. Em 1974, o "Diabo Loiro" disputou a Copa do Mundo (Foto: domínio público)

Neste mesmo período, o Náutico conseguira voos ainda mais altos, nacionais e até mesmo internacionais. Na Taça Brasil, realizou grandes campanhas, a maior delas, o vice campeonato contra o Palmeiras, de Ademir da Guia, em 1967. As boas campanhas no nacional, deram direito ao Timbu ser o primeiro time pernambucano a participar da Copa Libertadores da América, em 1968. O Náutico ficou no grupo 5, junto com o Palmeiras, a equipe pernambucana ficou em terceiro no grupo, sendo eliminada ainda na primeira fase.

Maior artilheiro da história do Náutico, com 221 gols, Bita, foi um dos grandes responsáveis por essa grande fase alvirrubra. Junto com Gena, Nado, Ivan Brondi, Nado entre outros, o jogador virou até hoje um dos maiores, se não o maior, ídolo do Náutico.

Na década de 1970, o Timbu conquistou apenas um título pernambucano, entretanto foi nesse período que a equipe ficou invicta por 42 jogos, o que tornou o goleiro Neneca recordista mundial com 1.636 minutos sem tomar gols. Na década seguinte, o Timbu conquistou mais três títulos estaduais, o bicampeonato de 1984 e 1985, além do estadual de 1989. Bizu foi o artilheiro com 31 gols.

Década de 90

Os anos noventa foram complicados para os alvirrubros, com o rebaixamento para a Série B em 1994, e para a Série C em 1998. Em 2000, o Náutico ressurge forte e conquista mais um bicampeonato pernambucano nos anos 2001 e 2002. Foi em 2001 que Kuki chegou ao Náutico, e ninguém sonharia que aquele jogador baixinho se tornaria um dos maiores ídolos do hexacampeão pernambucano, ganhando mais um estadual com a camisa alvirrubra em 2004.

Já em 2005, a eterna Batalha dos Aflitos aconteceu. Jogando em casa, o Náutico teve de tudo para vencer o Grêmio e voltar a Série A do Campeonato Brasileiro. Entretanto, mesmo com 3 a mais do que o adversário, o Timbu desperdiçou dois pênaltis e viu o Grêmio fazer um gol no fim do jogo, eliminando a equipe alvirrubra. No ano seguinte, o Timbu terminou em 3º, conquistando a ascensão.

Após 40, o Náutico voltou a se classificar para um torneio internacional em 2012, quando acabou na 12ª posição do Brasileirão e ficou apto a disputar a Copa Sul-americana. Entretanto, os anos seguintes não foram bons para a equipe, que cultivou fracassos e rebaixamentos, chegando a disputar mais uma vez a Série C, em 2017.

Em 2018, o Náutico voltou a ser campeão pernambucano, mas na Série C caiu diante do Bragantino, no mata-mata, ficando mais um ano terceira divisão. Já em 2019, o Náutico havia voltado aos Aflitos, após jogar desde 2013 longe do estádio, mandando seus jogos na Arena Pernambuco. Voltando a contar com o poder massivo de sua torcida, o Náutico mostrou a força do Caldeirão dos Aflitos e foi campeão da Série C, após confrontos emocionantes contra Paysandu e Juventude, nos mata-matas. 
Principais títulos: 

- Campeonato Brasileiro – Série C 2019
- Campeonatos Pernambucanos – 22 Títulos (Único Hexacampeão 1963-1968)
- Copa dos Campeões do Norte – 1966
- Torneio dos Campeões Norte-Nordeste – 1952

Em breve, mais informações sobre o Náutico.