Mesmo dominado pelo Boca, Newell’s consegue segurar o empate e decide a vaga em casa

Em uma Bombonera completamente lotada, o Boca Juniors recebeu o Newell’s Old Boys na primeira partida das quartas de final da Copa Libertadores e, apesar de ter dominado a partida, não conseguiu alterar o placar. O resultado de 0 a 0 deixa o confronto aberto e a volta em Rosário, marcada para a próxima quarta-feira (29), promete muitas emoções. Qualquer empate com gols, classifica o Boca. Vitória dos Leprosos, classifica a equipe de Rosário. O empate sem gols leva a decisão para as penalidades.

Apesar de não ter muita técnica, a equipe xeneize se mostra impressionantemente bem montada taticamente, muito por conta da genialidade de seu técnico, Carlos Bianchi, o Senhor Libertadores. E foi essa disciplina tática que fez o Boca dominar o primeiro tempo, anular as ações dos Leprosos e quase chegar ao gol.

Marcando pressão, os donos da casa não deixavam o Newell’s sair jogando na base do toque a bola, a principal característica da equipe, e aproveitavam as falhas defensivas do lateral esquerdo Milton Casco para criar as oportunidades de gol. Logo aos quatro minutos, Riquelme fez lançamento primoroso para Martínez, ex-Corinthians, aparecer pela direita e deixar Erviti em boas condições dentro da grande área. Entretanto, Guzmán fez boa intervenção e evitou o gol da equipe da capital.

O Boca continou jogando em cima de Casco e criando suas oportunidades pela esquerda defensiva do Newell’s. Aos 22 minutos, Riquelme fez cruzamento rasteiro para Blandi, a bola percorreu toda a extensão da grande área, mas o atacante não conseguiu alcançar e desviar para o gol vazio, desperdiçando boa chance para os donos da casa.

A visão de jogo do experiente Riquelme também era um fator que o Boca Juniors tentava se aproveitar. Aos 31 minutos, o camisa 10 fez belíssima enfiada de bola para Blandi sair na cara do gol, porém a arbitragem anulou corretamente a jogada, alegando impedimento. Sem conseguir sair jogando devido a forte marcação exercida pelos xeneizes, o Newell’s sequer ameaçou a meta de Orión durante a primeira etapa e teve que se contentar em segurar o resultado até o intervalo.

Na volta do intervalo, nenhuma alteração nas escalações e, principalmente, no panorama da partida. O Boca continuava pressionando a saída de bola do Newell’s, que se complicava demais, principalmente quando era obrigado a utilizar o seu goleiro Guzmán para iniciar os ataques, e entregava a posse de bola com facilidade. Aos nove minutos, a primeira chance leprosa veio no contra-ataque, com três jogadores dos visitantes contra apenas dois defensores, mas o atacante Figueroa se precipitou e carimbou a zaga ao invés de deixar seu companheiro livre na cara do gol. Aos 19 minutos, o Boca voltou a assustar. Martínez recebeu na meia-lua da grande área, fintou o marcador e bateu rasteiro, no cantinho, mas Guzmán fez bonita intervenção.

Apesar de todo domínio do Boca Juniors, a grande chance da partida foi dos visitantes. Aos 23 minutos, o atacante Scocco, artilheiro do Newell’s Old Boys na temporada e que estava sumido na partida, quase anotou um gol memorável. Após cruzamento da direita, o camisa 21 emendou um maravilhoso voleio, a lá Zidane, e obrigou Orión a fazer uma das defesas mais bonitas da Copa Libertadores. Após o susto sofrido, o Boca se acertou na partida, continuou dominando a posse de bola e o território, mas não conseguiu criar mais nenhuma chance de gol e o 0 a 0 se arrastou até o apito final. 

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