Em jogo acirrado, Alemanha bate a Itália e enfrentará a Suécia nas semis da Euro feminina

Em jogo acirrado, Alemanha bate a Itália e enfrentará a Suécia nas semis da Euro feminina

Volante, Simone Laudehr foi uma heroína improvável ao marcar o gol da vitória e anular a ponta italiana Melania Gabbiadini (Foto: Reprodução/Getty Images)

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Thiago Ienco
ItáliaMarchitelli; Bartoli, Salvai (Di Criscio, min. 69), D'Adda, Manieri; Tuttino, Stracchi, Parisi (Mauro, min. 75); Gabbiadini, Panico e Camporese (Iannela, min. 46)
AlemanhaAngerer; Maier, Krahn, Bartusiak, Cramer; Kessler, Laudehr; Lotzen, Goessling, Mittag (Marozsán, min. 52); Okoyino da Mbabi (Däbritz, min. 68)
Placar0-1, min. 26, Laudehr.
ÁRBITROKatalin Kulcsár (Hungria) - Advertidas: Tuttino (min. 27), Panico (min. 39), Salvai (min. 63), Stracchi (min. 87) e Di Criscio (min. 90)
INCIDENCIASEuro Feminina - Suécia 2013 - Växjö

Assim como na Eurocopa da Finlândia, em 2009, Alemanha e Itália voltaram a se enfrentar na Euro da Suécia e como há quatro anos, as primeiras levaram a melhor e avançaram de fase. A vitória por 1 a 0 neste domingo (21) em Växjö assegurou o lugar alemão nas semi-finais da competição, onde o adversário será a anfitriã Suécia. Trata-se de uma reedição dos confrontos nas finais de 1995 e 2001. Nesta segunda-feira, a outra semi-final será definida a partir dos vencedores de Noruega x Espanha (Kalmar - 13h) e França x Dinamarca (Linköping - 15h45). 

Após descansar boa parte das titulares diante da Súecia e inclusive alterar o esquema para o 4-4-2, o técnico italiano Antonio Cabrini não inventou: voltou ao 4-3-3 e com o time principal, o que inclui a ponta Melania Gabbiadini e a atacante Patrizia Panico, as melhores jogadoras do time. Rápida, habilidosa e responsável pela criação da maioria das jogadas ofensivas italianas, Gabbiadini foi estudada detalhadamente pela comissão técnica alemã, liderada por Silvia Neid. E para conter o perigo pelo flanco esquerdo da defesa, além de contar com uma lateral concentrada e rígida na marcação como Jennifer Cramer, Neid opotou por reforçar a proteção no setor com a volante Simone Laudehr, que dobrava a marcação sempre que a camisa oito italiana recebia a bola.

Foi o ponto-chave para neutralizar, em parte, o perigo italiano, e assim, consolidar o estilo alemão: um jogo paciente, uma imposição "lenta, gradual e segura", como diria o chavão. E a tarefa ficou mais simples a partir do momento que Laudehr, aproveitando a sobra de confusão na área após chute de Célia Okoyino da Mbabi, balançou as redes aos 26 minutos do primeiro tempo.

Jogando isolada e com 38 anos, Panico trombava com as zagueiras alemãs em busca de espaço para finalizar. E foi assim, aos trancos e barrancos, que a Itália partiu para cima e criou boas chances para igualar o marcador. Com a marcação alemã concentrada pelo meio, o espaço pelo flaco foi surgindo, e assim, Elisa Camporese quase empatou de cabeça em cruzamento de Gabbiadini. De improviso, Panico obrigou a lateral-direita Leonie Maier afastar a bola em cima da linha. Pouco depois, Nadine Angerer trabalhou bem na tentativa de Daniela Stracchi.

Assim como na partida em 2009, a Itália voltou do intervalo disposta a fazer a Alemanha passar sufoco. E deu os primeiros sinais com Alice Parisi finalizando de voleio por cima do travessão. Mas mesmo na dificuldade, o jovem time alemão - média de 23.5 anos - soube resistir e Laudehr quase brilhou ainda mais, forçando Chiara Marchitelli a fazer um bloqueio corajoso após escorregão de Cecilia Salvai e colocando a bola nas cabeças de Da Mbabi e Lena Lotzen. E assim, afastando o Déjà vu de 2009, a Alemanha se garantiu no que deve ser um confronto histórico com a Suécia.

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