Nos pênaltis, Dinamarca elimina a França e enfrenta a Noruega nas semis da Euro feminina

Nos pênaltis, Dinamarca elimina a França e enfrenta a Noruega nas semis da Euro feminina

Com Louisa Necib e Sabrina Delannoy desperdiçando suas penalidades, as francesas foram derrotadas por 4 a 2 nos penais (Foto: Reprodução/Getty Images)

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Thiago Ienco
FrançaBouhaddi; Franco, Georges (Delannoy, min. 57), Renard, Boulleau; Bussaglia, Soubeyrand (Thomis, min. 46); Le Sommer, Necib, Abily; Thiney
DinamarcaS. Petersen; Nielsen, Orntoft, Arnth, Roddik; Veje (Nadim, min. 67), Sond. Pedersen, Brogaard (Jensen, min. 74), Rasmussen (Rydahl Bokh, min. 61); Knudsen e Harder
Placar0-1, min. 28, Rasmussen. 1-1, min. 71, Necib (pênalti).
ÁRBITROCarina Vitulano (Itália) - Advertidas: Arnth (min. 47) e Renard (min. 117)
INCIDENCIASEurocopa Feminina - Suécia 2013 - Linköping

Surpreendentemente, a Dinarmarca eliminou a até então invicta França da Eurocopa feminina na Suécia com a vitória por 4 a 2 nos pênaltis nesta segunda-feira (22), em Linköping. No tempo normal e prorrogação, ambos empataram por 1 a 1. Na semi-final, a ser realizada na quinta-feira (26), a Dinamarca enfrentará a Noruega em Norrköping. Um dia antes, o primeiro finalista será definido no confronto entre Alemanha e Suécia em Gotemburgo.

Após passear sobre os adversários na fase de grupos, a França encontrou uma Dinamarca naturalmente bem atenta à marcação. O técnico Kenneth Heiner-Moller mudou inclusive o sistema da equipe para o 4-4-2, com as Katrine Veje e Johanna Rasmussen recuando para ajudar as laterais na marcação do trio de meias francesas. Mariann Gajhede Knudsen foi adiantada para acompanhar Pernille Harder no ataque, e assim, reforçar a pegada logo na saída de bola francesa.

Sem espaço para criar jogadas, a França teve dificuldades para infiltrar em velocidade, portanto, os chutes de longa distância logo se tornaram o caminho mais fácil para ameaçar a meta de Stina Petersen. Élise Bussaglia foi a primeira a arriscar, logo aos três minutos. Aos 20, Camille Abily chutou por cima do travessão.

Com todas as jogadoras atrás da linha da bola, restou à Dinamarca a opção do contra-golpe, sempre procuando Veje e Rasmussen, com Harder deslocando a marcação. E foi contra-atacando que as dinamarquesas surpreenderam ao abrir o placar aos 28. A meia e capitã Sondergaard Pedersen lançou Rasmussen nas costas das defensoras e a camisa 13 só teve o trabalho de deslocar a goleira Sarah Bouhaddi.

Pela primeira vez na Euro, a França precisou correr contra o prejuízo. E respondeu com as tentativas de Abily e Eugénie Le Sommer, bem defendidas por Petersen. Já próximo do intervalo, as francesas poderiam ter ficado com uma jogadora a menos se Gaëtane Thiney tivesse sido expulsa após entrada fortíssima em Mia Brogaard. A árbitra italiana Carina Vitulano deixou passar.

Para a segunda etapa, o técnico Bruno Bini tirou Carine Soubeyrand, uma de suas experientes volantes, para acrescentar incisividade pelos cantos com Élodie Thomis. Abily foi recuada para acompanhar Bussaglia como volante e Thiney voltou a jogar como ponta pela esquerda, com Le Sommer no ataque. A mudança de posicionamento oxigenou o ataque francês, com poucas ideias diante da forte marcação.

A Dinamarca seguiu no contra-ataque, e poderia ter balançado as redes com Harder, em chute de fora da área. Também de fora, Abily quase empatou. Petersen novamente trabalhou bem. Aos 25, porém, Line Roddik comprometeu todo o trabalho defensivo da equipe ao comenter um pênalti bobo em Abily. Louisa Necib converteu a cobrança, mas Petersen não conseguiu defender por pouco.

Mesmo com o empate, as francesas estavam dispostas a evitar mais cansaço com prorrogação e pênaltis. Após receber na esquerda, Le Sommer quase balançou as redes em chute rente à trave direita de Petersen. Sem correr riscos, ambos acabaram optando por decidir as coisas na prorrogação. A França dominou o tempo extra enquanto a Dinamarca teve dificuldades para sair do campo de defesa. Thiney e Abily - cobrando falta na trave - tiveram a chance de resolver as coisas no período, mas a decisão pelas penalidades acabou sendo inevitável.

Nas quartas-de-final da Euro na Finlândia, a França não teve sorte nas cobranças contra a Holanda e acabou eliminada. Com Necib tendo a sua penalidade defendida por Petersen - o que quase ocorreu no tempo normal -, o caminho para as péssimas lembranças de 2009 foi aberto. Sarah Bouhaddi aliviou as coisas ao defender a cobrança de Theresa Nielsen, mas a zagueira Sabrina Delannoy chutou no travessão e Janni Arnth só teve o trabalho de completar a festa dinamarquesa.

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