Alemanha bate a anfitriã Suécia e chega às finais da Euro feminina pela sexta vez seguida

Alemanha bate a anfitriã Suécia e chega às finais da Euro feminina pela sexta vez seguida

Em duelo digno de final, as alemãs souberam aproveitar os erros suecos e se defenderam bem nos momentos de pressão (Foto: Reprodução/Getty Images)

thiago-ienco
Thiago Ienco
SuéciaK. Hammarström; Samuelsson (Dahlkvist, min. 82), Fischer, Rohlin, Thunebro; Öqvist (Jakobsson, min. 74), Seger, M. Hammarström, Göransson (Sjögran, min. 65); Schelin e Asllani
AlemanhaAngerer; Maier, Krahn, Bartusiak, Cramer; Lotzen (Leupolz, min. 78), Kessler, Goessling, Laudehr; Marozsán (Schimidt, min. 89) e Mittag
Placar0-1, min. 33, Marozsán.
ÁRBITROEsther Staubli (Suíça) - Advertidas: Fischer (min. 5) e Laudehr (min. 43)
INCIDENCIASEurocopa Feminina - Suécia 2013 - 16.608 espectadores - Gotemburgo

A cidade de Gotemburgo teve a honra de sediar nesta quarta-feira (24) um dos maiores momentos na história do futebol feminino. Em duelo recheado de grandes estrelas, drama, chances e uma atmosfera fantástica, o confronto entre Alemanha e Suécia poderia muito bem ser a final da Eurocopa feminina, mas foi o encontro que definiu as alemãs, com a vitória por 1 a 0 sobre as anfitriãs, como finalistas do torneio pela sexta vez seguida na história. Estas, por sinal, nunca perderem uma final de Euro: em sete partidas, sete vitórias - as últimas cinco em sequência. A adversária será definida na quinta-feira (25) em Dinamarca x Noruega, marcado para às 15h30 (horário de Brasília) em Norrköping.

Nas entrevistas que antecederam o confronto, a técnica da Alemanha, Silvia Neid, procurou jogar o favoritismo pra cima da Suécia - por jogar em casa e ter se destacado com maior brilho durante a competição. Historicamente, as alemãs são conhecidas pelo jogo pragmático, organização defensiva e ofensiva muito consolidadas. A equipe é vertical quando está com a bola, faz o simples correndo o menor risco possível. Apesar da média de idade baixa - 23.5 anos -, a equipe de Neid soube suportar os momentos de maior pressão quando não atuou bem.

A partida de hoje foi um desses casos em que a Alemanha não atuou bem, mas soube superar as adversidades com qualidade. Desfalcada de sua principal atacante, Célia Okoyino da Mbabi, Neid precisou trocar inclusive o sistema - saiu do 4-2-3-1 para o 4-4-2, com Anja Mittag e Dzsenifer Marozsán como atacantes. Além de igualar o sistema sueco, o esquema permitiu a pressão alemã logo na saída de bola, deixando as  zagueiras suecas sem opções de passe, o que forçou a ligação direta através de chutões.

Após dez minutos bem estudados, a Alemanha criou a primeira grande chance com Marozsán, em cabeçada que passou à direita do gol em cruzamento de Mittag. Cinco minutos depois, a lateral-esquerda Sarah Thunebro afastou a bola bem próxima da linha do gol em chute da zagueira Annike Krahn. A resposta sueca chegou logo na sequência, em contra-ataque com Lotta Schelin, artilheira do torneio, com cinco gols. O jogo estava tão aberto que Mittag respondeu na mesma moeda, colocando Kristin Hammarström para trabalhar em contra-golpe.

Apertada na saída de bola, a Suécia começou a erra passes em uma posição perigosa para a recomposição defensiva. Bastou a primeira brecha para a Alemanha marcar o gol que decidiu a partida aos 33 minutos. A bola foi recuperada no meio-campo e Simone Laudehr lançou Mittag na esquerda. Percebendo a movimentação de Marozsán, a camisa 11 apenas ajeitou a bola e camisa 10 só teve o trabalho de bater no canto esquerdo de Hammarström. Já próximo dos acréscimos, Hammarström evitou o segundo tento alemão ao defender a cabeçada de Lena Lotzen no cantinho.

Com a vantagem, a Alemanha procurou ficar mais atenta ao setor defensivo na segunda etapa, já que a necessidade da Suécia buscar o ataque certamente proporcionaria espaços para o contra-ataque. Neste momento, brilharam as zagueiras Krahn e Saskia Bartusiak, que afastaram boa parte do que a Suécia tentava criar para atacantes Schelin e Kosovare Asllani.

Aos 15, Mittag quase ampliou em novo erro sueco na saída de bola. Hammarström novamente defendeu bem. O susto foi aliviado por alguns segundos pouco depois. Marie Hammarström - irmã gêmea da goleira - deu lindo passe para Schelin, que escapou da marcação de Krahn e bateu colocado no ângulo esquerdo de Nadine Angerer. O estádio de Gotemburgo explodiu em êxtase pelo tão esperado gol de empate, mas a arbitragem liderada por Esther Staubli anulou o lance por conta de um impedimento - duvidoso - de Schelin.

O gol anulado não abalou o time sueco, que seguiu pressionando. A qualidade do último passe, no entanto, fico devendo. Em momentos que o passe era necessário, as jogadoras optaram por chutar, e vice versa. Com o tempo, isso foi minando as chances do empate chegar, sendo o cruzamento de Josefine Öqvist que acertou a trave o último grande momento das donas da casa antes da eliminação  - a terceira nas últimas cinco semi-finais em Euros - ser decretada pelo apito final.

VAVEL Logo