Nos pênaltis, Noruega elimina a Dinamarca e enfrenta a Alemanha na final da Euro feminina

Nos pênaltis, Noruega elimina a Dinamarca e enfrenta a Alemanha na final da Euro feminina

A goleira Ingrid Hjelmseth se consagrou ao defender duas cobranças dinamarquesas, que haviam forçado prorrogação e pênaltis com gol no apagar das luzes (Foto: Reprodução/Sportsfile)

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Thiago Ienco
Noruega (4)Hjelmseth; Mjelde, Ronning, Christensen, Akerhaugen; Gulbrandsen, Stensland, Isaksen (Dekkerhus, min. 63); Hansen (Thorsnes, min. 58), Hegerberg (Haavi, min. 80) e Hegland
Dinamarca (2)S. Petersen; Nielsen, Orntoft (Madsen, min. 82), Roddik, Arnth (Nadim, min. 67); Sondergaard Pedersen, Brogaard; Rydahl (Rasmussen, min. 68), Knudsen, Veje; Harder
Placar1-0, min. 3, Christensen. 1-1, min. 87, Knudsen.
ÁRBITROKateryna Monzul (Ucrânia) - Advertidas: Stensland (min. 76) e Hjelmseth (min. 84)
INCIDENCIASEurocopa Feminina - Suécia 2013 - 9.260 espectadores - Norrköping

"Cascuda", a Noruega derrotou a Dinamarca por 4 a 2 nos pênaltis nesta quinta-feira (25) após o empate por 1 a 1 no tempo normal em Norkköping, pela semifinal da Eurocopa feminina na Suécia.

Com o resultado, as norueguesas enfrentarão pela quarta vez na história a Alemanha numa decisão de Euro. As germânicas têm sete conquistas - as últimas cinco em sequência - enquanto as escandinavas têm duas. Nos últimos três confrontos em finais (1989, 1991 e 2005), a Alemanha ganhou da Noruega em todas. A final da edição 2013 será no domingo (28), às 11h (Horário de Brasília), na Friends Arena - em Solna, próxima da capital Estocolmo. A expectativa de público é de cerca de 50 mil pessoas.

Com o mesmo time que passou pela Espanha sem dificuldades em Kalmar - onde a equipe disputou as últimas partidas -, o técnico Even Pellerud novamente apostou na combinação entre jogadores muito experientes no meio-campo e um trio de ataque cuja jogadora mais velha - Kristine Hegland - tem 20 anos. Assim como contra as espanholas, as norueguesas se postaram no contra-ataque, deixando as adversárias com a posse de bola, mas fechando os espaços com a proximidade de suas linhas de posicionamento.

No entanto, a estratégia ganhou um peso ainda maior com o placar aberto logo aos três minutos. A capitã Ingvild Stensland cobrou escanteio da esquerda e a goleira Stina Petersen saiu "caçando borboletas", deixando a bola passar. No susto, a zagueira Marit Christensen desviou a bola para as redes de peito. A vantagem possibilitou um recuo até desnecessário por parte da Noruega, que apostou na solidez de seu sistema defensivo para suportar os 87 minutos de partida que restavam.

Pecando no último terço de campo, a Dinamarca errava passes em demasia, não deixando a atacante Pernille Harder em condições de finalizar. Bem marcadas, as wingers Julie Rydahl Bukh e Katrine Veje não conseguiam tabelar ou articular as jogadas. Com toda essa dificuldade ofensiva, a Dinamarca sofreu nos contragolpes, com o trio ofensivo norueguês sempre preparado para sair em velocidade.

Após marcar um golaço de fora da área contra a Espanha, Ada Hegerberg, de apenas 18 anos, quase fez outro semelhante aos 32. Ela recebeu na intermediária, ajeitou a bola de letra para fintar a zagueira Christina Orntoft e bateu colocado. A bola acertou a junção do travessão com a trave direita da meta de Petersen.

Na segunda etapa, o panorama da partida seguiu o mesmo - mesmo ficando a bola, o último passe emperrava a reação dinamarquesa. A Noruega sabia que 1 a 0 ainda era perigoso, e saiu para matar o jogo na segunda etapa. Criou chances para isso, mas não as aproveitou. A primeira e mais clara delas surgiu logo aos 10, com Caroline Graham Hansen desperdiçando uma oportunidade cara-a-cara com Petersen. Aos 29, a Noruega assustou novamente com Elise Thorsnes que, livre de marcação, chutou à esquerda do gol um cruzamento de Hegland da direita.

O técnico Kenneth Heiner-Moller, que fez hoje seu último jogo no comando da seleção, alterou a equipe para o 4-4-2 losango com as entradas de Nadia Nadim, Johanna Rasmussen e Emma Madsen nos lugares de Rydahl e das defensoras Orntoft e Janni Arnth - ousadia mais do que necessária pelo momento. Mas a Noruega seguia assustando. Aos 36, Stensland quase marcou um belo gol em chute colocado da entrada da área.

Nos últimos cinco minutos, a Dinamarca cresceu por conta do recuo total norueguês - completamente desinteressado em contra-atacar e manter a Dinamarca longe de sua meta. A perigosa aposta começou a dar sinais de fraqueza com a goleira Ingrid Hjelmseth fazendo grande defesa em chute de Veje.

De tanto martelar, o empate da Dinamarca chegou pouco depois. Rasmussen cobrou falta do meio-campo e Maren Mjelde, na tentativa de afastar a bola, acabou ajeitando-a para o meio. Oportunista, Marienn Knudsen estava lá para cabecear para o fundo das redes e empatar a partida, levando-a para a prorrogação.

Considerada "sortuda" por ter avançado para o mata-mata por sorteio, a Dinamarca poderia chegar à final sem nenhuma vitória sequer no tempo normal das partidas. Em cinco partidas, foram quatro empates e uma derrota. No tempo extra, as dinamarquesas aparentavam estarem mais dispostas a resolver as coisas, embora já tivessem 120 minutos nas costas por conta da partida contra a França. Mas foi a Noruega que teve a bola para matar o jogo ainda no período. Em contra-ataque bem armado, a tentativa de Thorsnes parou nas mãos de Petersen.

Nas penalidades, todas as atenções estavam voltadas para as goleiras. Petersen demonstrou um bom aproveitamento no quesito penalidade durante o torneio, mas quem brilhou foi Hjelmseth. Ela defendeu as cobranças de Roddik e Nielsen, as duas primeiras a bater pela Dinamarca. Isso abalou a moral do time, que teve que correr atrás de uma reação improvável. Com Solveig Gulbrandsen, Cathrine Dekkerhus, Mjelde e Ronnig convertendo suas penalidades impecavelmente, o sonho dinamarquês de chegar a uma final aos trancos e barrancos ficou pelo caminho.

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