No apagar das luzes, Saint-Étienne empata o clássico contra o Marseille

O clássico dos maiores campeões franceses - o Saint-Étienne tem dez taças e o Olympique de Marseille é dono de nove canecos - teve mais um capítulo escrito neste domingo (16). E o que não faltou nessa nova página foi emoção. O ASSE perdia para o OM, que tinha saído na frente com N'Koulou, até os 47 minutos do 2º tempo, quando Brandão balançou as redes e fez o empate ser o resultado final.

Na próxima rodada, a 26ª da Ligue 1, o Sainté viajará à Ilha de Córsega para enfrentar o Bastia no Armand Césari, enquanto o Olympique receberá o Lorient no Vélodrome. Ambas as partidas serão no próximo sábado (22).

Pressão do Saint-Étienne não resulta em gols

Os primeiros minutos de jogo se resumiram a um amplo domínio dos Verts. Logo aos nove minutos, Cohade mandou a bola para a área e Zouma, que deixará o clube ao final da temporada - acertou com o Chelsea -, testou de cabeça e a pelota foi por cima. Tabanou e Cohade também desperdiçaram boas chances de gol para o Sainté, sempre partindo em velocidade rumo ao ataque. A defesa alviazul teve de redobrar a atenção.

Acuado, o Marseille pouco chegava ao ataque. A oportunidade mais perigosa veio dos pés de Gignac, que mandou por cima. Em contrapartida, o Sainté continuava sem aproveitar chances, agora com Lemoine e Clément, sem falar das bolas paradas.

O ferrolho dos visitantes deu certo nos 45 minutos iniciais e as equipes foram aos vestiários com o placar zerado.

Emoção até o final

Na segunda etapa, o OM conseguiu equilibrar as ações da partida e parecia "gostar" mais do jogo. O Saint-Étienne não tinha mais a mesma eficiência e rapidez do primeiro tempo e pagou caro por isto. Quando o relógio marcava 18 minutos, Payet cobrou falta e o lateral N'Koulou apareceu no segundo pau para deixar os marselheses em vantagem.

O gol animou bastante a peleja. O ASSE resolveu partir para o tudo ou nada e reclamou de um pênalti não marcado de N'Koulou sobre Bayal Sall. Os adversários se seguravam como podiam e apostavam nos contra-ataques. Faltando dez minutos para o final, Gignac ficou cara a cara com Ruffier e o goleiro efetuou grande defesa, impedindo que o Olympique "matasse" o jogo.

O lance acabou fazendo muita falta ao Marseille e a lei do "Quem não faz, leva" entrou em cena. Já nos acréscimos, aos 47 minutos, o juiz Fredy Fautrel marcou falta para o Saint-Étienne. O capitão Loïc Perrin cobrou e o atacante brasileiro Brandão apareceu para deixar tudo igual e fazer as arquibancadas do Geoffroy-Guichard balançarem. Depois, não houve tempo para mais nada dentro das quatro linhas.

Para os mandantes, dos males o menor. Para os visitantes, um empate com sabor de derrota. Estas foram as sensações que ficaram.

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