Com arbitragem polêmica e muito drama, Sevilla bate Benfica nos pênaltis e conquista a UEL
Foto: BBC Sports

Com arbitragem polêmica e muito drama, Sevilla bate Benfica nos pênaltis e conquista a UEL

Clube espanhol conquistou a Uefa Europa League pela terceira vez em sua história e igualou Juventus, Internazionale e Liverpool na galeria de maiores campeões da competição continental

luisfranciscoprates
Luís Francisco Prates
Sevilla (4)Beto; Fazio, Carriço, Moreno, Pareja; Coke, Mbia, Rakitić, Vitolo (Diogo Figueiras, 5' 2ºTP); Bacca e Reyes (Marin, 33' 2ºT; Gameiro, 14' 1ºTP).
(2) BenficaOblak; Luisão, Pereira, Siqueira (Cardozo, 10' 1ºTP), Garay; Amorim, Sulejmani (André Almeida, 24' 1ºT), Gaitán (Ivan Cavaleiro, 13' 2ºTP), Gomes; Lima e Rodrigo.
ÁRBITROFelix Brych (ALE). Advertidos: Fazio (11' 1ºT), Moreno (12' 1ºT) e Siqueira (27' 1ºT).
INCIDENCIASFinal da Uefa Europa League 2013-2014. Local: Juventus Stadium, em Turim (Itália). Público: 33.120 torcedores.

Nesta quarta-feira (14), Sevilla e Benfica decidiram o título da edição 2013-2014 da Uefa Europa League no Juventus Stadium, praça esportiva localizada na cidade italiana de Turim. No duelo entre equipes da Península Ibérica, quem levou a melhor foi o clube espanhol.

Após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, a estrela do goleiro Beto brilhou na disputa de pênaltis. No final das contas, vitória do Sevilla por 4 a 2, resultado que garantiu a terceira taça europeia para o time da cidade homônima em 10 anos. Já os portugueses amargaram o segundo vice-campeonato consecutivo na UEL, o oitavo em todas as finais continentais.

Jogo lá e cá no primeiro tempo

Os primeiros 45 minutos mostraram uma partida completamente equilibrada. A primeira chance perigosa veio aos 10 minutos, quando Bacca saiu na cara de Oblak, mas se desequilibrou e não foi feliz na conclusão. A resposta benfiquista veio quatro minutos depois, quando Beto defendeu chute de Garay na pequena área.

Enquanto o Sevilla apostava nos contragolpes em velocidade, o Benfica era quem mais buscava o jogo. Todavia, os Encarnados esbarravam na forte marcação dos Rojiblancos. De longe, o meia Sulejmani foi o jogador mais caçado pelos espanhóis. Acabou saindo de campo precocemente, ainda no primeiro tempo, após sofrer dura entrada de Moreno. O árbitro alemão Felix Brych advertiu o jogador apenas com um cartão amarelo.

Com a entrada de André Almeida, este ficou no lado direito do campo de defesa, enquanto Maxi Pereira subiu para o meio-campo. A reta final da primeira etapa foi muito faltosa. As equipes tinham dificuldades para sair jogando e não esbanjavam criatividade alguma.

Moreno e Bacca eram os jogadores que mais se esforçavam no lado do Sevilla. Penetravam na área adversária com certa facilidade, mas pecavam na "hora H". Ora paravam na zaga, ora no goleiro Oblak. Já o Benfica priorizava as bolas alçadas na área. As ausências de Enzo Pérez, Salvio e Markovic diminuíam drasticamente o dinamismo do meio-campo da equipe portuguesa.

Quando o relógio já apontava mais de 40 minutos, o panorama apontava uma pressão do Benfica. A essa altura, o arqueiro Beto deu conta do recado. No último lance, os lisboetas reclamaram de uma possível penalidade sobre Gaitán, mas o juiz nada marcou. O marcador ao final da primeira etapa apontou um empate sem gols.

Mais 45 minutos sem gols

A pressão do Benfica continuou no início do segundo tempo. Após escanteio a favor dos Sevillistas, as Águias construíram um contra-ataque fulminante, que terminou numa incrível oportunidade desperdiçada pelo atacante Lima. Na sobra, a defesa espanhola afastou em duas oportunidades.

No lance seguinte, Reyes recebeu passe na medida de Rakitic e ficou cara a cara com Oblak, chutando à direita do arqueiro esloveno, para fora. O jogo parecia ser outro nos primeiros instantes da segunda etapa.

Em mais um ataque benfiquista, Lima foi derrubado dentro da área e os portugueses pediram pênalti novamente. Porém, o árbitro mandou seguir. Os Encarnados continuaram pressionando e reclamaram de mais uma penalidade ignorada por Brych. Dessa vez, Carriço havia cortado o chute de Rodrigo com o braço.

Noutro lance de perigo, Lima passou a bola para Rodrigo, mas Fazio se adiantou e quase marcou gol contra, assustando o goleiro Beto. Depois, hora do Sevilla partir para cima. Reyes e Rakitic continuavam dando trabalho à zaga rival e a Oblak, que chegou a colidir com o atacante espanhol e acabou por receber atendimento, sem deixar o gramado.

Os hispânicos rapidamente tomaram o controle da peleja. Em falta perigosa, Rakitic cobrou e Moreno cabeceou para fora. Contudo, os lusitanos ainda levavam perigo. Maxi Pereira recebeu bolão pela direita, avançou, entra na área e tocou para Lima, que errou a finalização.

Com o passar da etapa complementar, o confronto voltou a ficar truncado, o que obrigou os jogadores a arriscarem chutes de fora da área. O mais perigoso veio aos 39 minutos, quando Lima obrigou Beto a efetuar uma defesa monumental. Após o escanteio, Gaitán cabeceou por cima da baliza.

Nos instantes finais, o Benfica foi para o setor ofensivo do campo na base do abafa e o Sevilla "estacionou o ônibus" na defesa, conseguindo segurar a igualdade no marcador, resultado que obrigou a realização da prorrogação.

Empate sem gols persiste na prorrogação e jogo vai para os pênaltis

Como toda prorrogação que se preze, os jogadores começaram a sentir suas limitações físicas e a "se arrastar" em campo. Os Rojiblancos continuavam chamando os Encarnados para o jogo e sendo pressionados.

Numa saída em velocidade para o ataque, Bacca perdeu um gol feito outra vez. Nessa oportunidade, chutou com mais precisão em relação à chance desperdiçada na primeira etapa do tempo regulamentar, mas a pelota foi caprichosamente para fora. A torcida alvirrubra da Espanha não acreditava no que via.

Já no segundo tempo do prolongamento, quem tomou a iniciativa foi o Sevilla. Após invadir a área, Gameiro chutou à direita de Oblak e a bola balançou a rede pelo lado de fora. Aos seis minutos, Rakitic cobrou falta de muito longe e o arqueiro benfiquista se esticou para fazer boa defesa. No restante da prorrogação, os atletas sofreram bastante com as cãibras, o que acabou aumentando a crença de que o título seria decidido nos pênaltis. E a hipótese se concretizou.

Sevilla conquista a Europa nas penalidades máximas

Lima, do Benfica, iniciou as cobranças de penalidades máximas e converteu. Bacca começou pelo Sevilla e também pôs a bola no fundo do barbante. Depois, Cardozo bateu mal e parou no goleiro Beto, que se adiantou, mas não viu o árbitro mandar voltar a cobrança.

Mbia aproveitou o bom momento do Sevilla e fez 2 a 1. Posteriormente, Rodrigo cobrou e Beto fez nova defesa - mais uma vez adiantado e mais uma vez sem ver o juiz obrigar a repetição da cobrança. Foi a vez de Coke converter e instituir o 3 a 1. Luisão, já pressionado, diminuiu: 3 a 2. A bola do título sevillista ficou com Gameiro e o avançado não desperdiçou.

O Sevilla conquistou a Europa League pela terceira vez em sua história e confirmou a boa fase que o futebol espanhol vive nas competições europeias envolvendo clubes, tendo em vista que a decisão da Uefa Champions League será entre os dois clubes da capital da Espanha: Real Madrid e Atlético de Madrid. Ao Benfica restou amargar mais um vice continental e se conformar novamente com a maldição de Béla Guttmann.

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