Há 35 anos, Mönchengladbach conhecia seu segundo título europeu
Potros passaram por Sturm Graz, Benfica, Śląsk Wrocław, Manchester City e Duisburg antes de derrotarem o Estrela Vermelha na decisão (Foto: Divulgação/Borussia Mönchengladbach)

Dia 23 de maio de 1979. Nesta data, Borussia Mönchengladbach e Estrela Vermelha protagonizavam um jogo deveras tenso no Rheinstadion, em Düsseldorf - o Gladbach mandava seus jogos no Bökelbergstadion, mas transferia partidas de maior porte para o estádio da capital da Renânia do Norte-Vestfália, buscando alcançar maior popularidade - para 45 mil pessoas. Era a segunda partida da decisão da Uefa Cup. A vitória pelo placar mínimo foi o suficiente para os Potros obterem sua segunda taça europeia, quatro anos depois da primeira.

O time do M'gladbach não era o mesmo que havia arrasado o Twente na decisão de 1975, mas era igualmente temido. Hennes Weisweiler havia se transferido para o Barcelona e os Borussen chamaram Udo Lattek, então técnico do rival Bayern de Munique, para o posto. O artilheiro Jupp Heynckes pendurou as chuteiras e tornou-se assistente técnico, enquanto Henning Jensen foi para o Real Madrid e Rainer Bonhof se mudou para o Valencia.

Em contrapartida, Allan Simonsen, vencedor do prêmio Ballon d'Or da renomada revista France Football em 1977, continuava no clube. E o gol que deu o título aos Potros foi de sua autoria, aos 15 minutos, cobrando pênalti. No jogo de ida, os alemães arrancaram um empate em 1 a 1 diante de 87 mil torcedores em Belgrado, capital da extinta Iugoslávia - Šestić abriu o placar para os donos da casa e Jurišić, contra a própria meta, empatou.

Os 75 minutos restantes de jogo representaram uma dura e tensa batalha. Precisando passar à frente no marcador para conquistar o inédito título continental, o Estrela Vermelha parou na sólida defesa alemã. Por sua vez, o Gladbach desperdiçava chances de "matar" o jogo e encaminhar o caneco. Esbarrava na forte marcação sérvia. A confirmação da conquista só veio após o apito final do árbitro italiano Alberto Michelotti.

Aquele seria o último título da geração vitoriosa do Borussia Mönchengladbach, um dos melhores times que a Alemanha já viu. No ano seguinte, chegou novamente à final da Copa da Uefa, mas foi derrotado pelo compatriota Eintracht Frankfurt devido à regra do gol fora de casa - vitória por 3 a 2 no primeiro jogo e derrota por 1 a 0 na segunda partida.

VfL Borussia Mönchengladbach 1 x 0 FK Crvena Zvezda Beograd

Foto: Divulgação

Borussia Mönchengladbach: Wolfgang Kneib; Berti Vogts, Wilfried Hannes, Frank Schäffer, Norbert Ringels; Winfried Schäfer, Christian Kulik (Horst Köppel), Rudi Gores, Horst Wohlers; Allan Simonsen e Ewald Lienen. Técnico: Udo Lattek

Crvena Zvezda: Aleksandar Stojanović; Nikola Jovanović, Dragan Miletović, Ivan Jurišić, Milan Jovin; Slavoljub Muslin, Vladimir Petrović, Cvijetin Blagojević, Đorđe Milovanović (Miloš Šestić); Dušan Savić e Nedeljko Milosavljević. Técnico: Branko Stanković

Gol: Simonsen (15' 1ºT, de pênalti)

Local: Rheinstadion, em Düsseldorf (Alemanha)

Público: 45.000 torcedores

Árbitro: Alberto Michelotti (Itália)

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