Após recorde e vitória, Mondragón comemora: "É uma honra"

A Colômbia vencia o Japão por 3 a 1, quando o técnico José Pekerman olhou para o banco de reservas e chamou Faryd Mondragón para a partida. A substituição entraria para a história da Copa do Mundo, aonde o arqueiro se tornaria o jogador mais velho a participar de um Mundial. Dentro de campo, ainda teria tempo para ver o quarto gol de sua equipe e realizar uma defesa.

Aos 43 anos, Mondragón revelou que sonhava com este momento, e agradeceu ao técnico José Pekerman pela oportunidade concedida.

"Creio que o mundo estava esperando por esse momento. Agradeço ao professor e a comissão técnica por este momento e por esta oportunidade. É uma honra para mim ser representante da história do futebol colombiano com esse recorde, mas o mais importante é que a Colômbia como equipe está fazendo o seu papel", disse.

Nítidamente emocionado, o goleiro ainda teve tempo de comentar sobre a sensação de quebrar o recorde naquele momento. Quando entrou em campo, foi reverenciado pelo titular Ospina, e aplaudido por toda a Arena Pantanal. "Ficar embaixo do gol, fazer uma boa defesa, bater o recorde, ganhar a partida. Tenho muitos sentimentos positivos juntos", comemorou, ao bater o recorde que pertencia ao atacante camaronês Roger Milla.

Mondragón iniciou sua passagem pela seleção nacional colombiano nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, ainda pela sub-23. Após boas passagens pelo futebol europeu entre 2001 e 2010 - passou por Metz, Galatasaray e Colônia - retornou ao seu país de origem para defender o Deportivo Cali, em 2012. Hoje, na Copa de 2014, superou Roger Milla que, com 42 anos, era o detentor do título.

Líder do Grupo C, com nove pontos ganhos em três partidas disputadas, a Colômbia já tem compromisso marcado para a próxima fase da Copa do Mundo. O adversário será o Uruguai, no próximo sábado (28), às 17h, no Maracanã.

VAVEL Logo