Yeltsin Tejeda reconhece que Grécia era o adversário "menos esperado" pela Costa Rica
Tejeda, volante da Costa Rica, acredita num jogo bastante equilibrado com os europeus (Foto: Ronaldo Schemidt/AFP)

No próximo domingo (29), às 17h, a Arena Pernambuco será palco do duelo mais alternativo das oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2014: a Costa Rica, líder do Grupo D (o popular "Grupo da Morte", que também contava com Uruguai, Itália e Inglaterra), defrontará a Grécia, vice-líder do Grupo C (nele, fez companhia à Colômbia, à Costa do Marfim e ao Japão). O jogo de despedida da capital pernambucana do Mundial será histórico, tendo em vista que as duas seleções jamais alcançaram as quartas-de-final da competição e a vencedora protagonizará um feito inédito.

Sobre o próximo adversário no principal torneio de futebol do planeta, o volante costarriquenho Yeltsin Tejeda admitiu nesta quarta-feira (25), em entrevista coletiva na concentração da Sele em Santos, litoral de São Paulo, que não esperava ter os gregos como oponentes no mata-mata. "Estávamos pensando mais na Colômbia ou na Costa do Marfim e, no final, entrou o time que menos esperávamos [a Grécia]", declarou o jovem de 22 anos.

Na primeira fase, a Costa Rica venceu o Uruguai por 3 a 1 e a Itália por 1 a 0 e empatou sem gols com a Inglaterra. Classificou-se às oitavas de forma antecipada. Já a Grécia começou a Copa muito mal, ao ser goleada por 3 a 0 para a Colômbia na estreia. O empate sem gols com o Japão - os helênicos jogaram com um homem a menos desde os 30 minutos do primeiro tempo - serviu de estímulo para a última jornada, na qual derrotaram a Costa do Marfim por 2 a 1 com um gol de pênalti nos acréscimos da segunda etapa; o suficiente para passar de fase.

Mesmo com o desempenho melhor de sua seleção na reta inicial do certame, Tejeda alertou para as dificuldades que podem surgir no mata-mata e afirmou que seus companheiros não podem relaxar.

"Primeiramente, eles estão no Mundial e venceram uma excelente equipe, a Costa do Marfim. Se estão lá [nas oitavas], é porque são melhores que eles [os marfinenses]. O que fizemos foi muito bom, mas temos que deixar tudo para trás. Será uma partida muito diferente", opinou o jogador do Deportivo Saprissa.

Para Yeltsin, o compromisso será mais difícil do que os jogos contra os campeões mundiais do "Grupo da Morte", pois a Grécia deve se fechar em seu campo de defesa e apostar nos contragolpes. O atleta afastou um possível favoritismo dos costarriquenhos no embate com os europeus. "Queremos ir passo a passo. É o que nos convém: pensar somente no adversário e não em sermos favoritos", concluiu.

Caso eliminem os gregos, os Ticos superarão a campanha do Mundial de 1990, jogado na Itália - o primeiro com a participação dos centro-americanos. Àquela oportunidade, também atingiram a fase de oitavas-de-final, tendo sido eliminados pela extinta Tchecoslováquia ao sofrer um revés de 4 a 1. Por sua vez, os Piratiko são novatos no mata-mata e querem chegar ainda mais longe.

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