Irã perde para a Bósnia e está eliminado da Copa do Mundo
Foto: Divulgação/Fifa)

A Seleção do Irã não conseguiu a inédita classificação para as oitavas de final da Copa do Mundo. Depois de empatar com a Nigéria e vender caro uma derrota para a Argentina, a equipe asiática dependia de uma vitória sobre a já eliminada Bósnia e Herzegóvina aliada a uma derrota dos nigerianos para os argentinos para avançar. O revés para a equipe europeia por 3 a 1, porém, tirou qualquer chance dos iranianos.

Sem qualquer chance de avançar para as oitavas de final, a Bósnia, única estreante deste Mundial, buscava a sua primeira vitória na história do torneio depois de ser derrotada por Argentina e Nigéria nas duas primeiras rodadas. Para tanto, se mostrou superior desde o início da partida. Apostando em sua dupla de ataque formada por Dzeko e Ibsievic, os bósnios encontraram um Irã recuado e que não conseguiu evitar o primeiro gol dos europeus ainda na primeira etapa. Mesmo atrás no placar, a seleção asiática pouco ameaçou a meta de Begovic.

Mesmo com chances remotas de classificação na segunda etapa, o Irã jogava para não se despedir do Brasil como a única equipe a não marcar gols. Os 45 minutos finais foram mais abertos, apesar da Bósnia conseguir manter o controle do jogo. Os iranianos investiram em lançamentos longos para tentar chegar ao empate. O Irã ainda sofreu o segundo gol em um lance irregular, mas conseguiu marcar o seu gol de honra minutos antes de sofrer o terceiro e derradeiro tento.

Com o resultado, o Irã se despediu da Copa com a última colocação do Grupo F, somando apenas um ponto. Já a Bósnia, depois de duas derrotas, chegou ao seu primeiro triunfo e vai embora com a terceira colocação na chave na bagagem, somando três pontos. Argentina com nove e Nigéria com quatro pontos, classificaram-se para as oitavas de final do Mundial.

Superior, Bósnia controla o primeiro tempo e vai para o intervalo em vantagem

Apesar de ser o único em campo a ter alguma esperança de se classificar, o Irã era bem inferior ao adversário e parecia saber disso. Tal como nas outras partidas, o técnico português Carlos Queiroz optou por armar a equipe de maneira mais defensiva, para primeiro não sofrer gols e depois se preocupar em surpreender nos contra-ataques.

Sem qualquer compromisso, a Bósnia fez valer sua superioridade técnica e se lançou ao ataque desde o início. Buscando sempre trabalhar com a dupla de ataque Dzeko e Ibisevic, a equipe européia criou boas jogadas, mas encontrava dificuldades para furar o forte bloqueio iraniano.

Nos 15 primeiros minutos, os bósnios concluíram a gol em apenas duas oportunidades: em chute de Dzeko que foi por cima da meta e em cobrança de falta que parou na barreira. De resto, mesmo praticamente monopolizando a posse de bola e trocando bons passes, a Bósnia praticamente não ameaçou o Irã.

Aos 18 minutos, a Bósnia tinha a impressionante marca de 83% de posse de bola. E justamente quando o Irã optou por adiantar a marcação e pressionar o adversário, veio o gol dos europeus. A nova estratégia abriu alguns buracos na zaga e Dzeko, aos 22 minutos, aproveitou para avançar com liberdade e chutar da entrada da área para o fundo das redes e abrir o placar.

A bola na trave de Shojaei dois minutos depois poderia sugerir que o Irã iria com tudo em busca do empate, mas não foi bem assim. Nos dez minutos seguintes, os iranianos até tentaram se lançar ao ataque, mas encontraram uma forte marcação bósnia que, além de ceder poucos espaços, fazia linhas de impedimento bastante eficientes, deixando sempre um adversário em posição irregular e tornando inviável a principal jogada dos asiáticos: os lançamentos longos.

Além do mais, a própria limitação técnica era um grande empecilho para o Irã. Sem muitos recursos e sem sucesso nas bolas longas, restou aos iranianos ter um pouco mais de posse de bola - o primeiro tempo terminou com 70% de posse para os bósnios - e afastar o adversário de seu campo de defesa.

Foto: Divulgação/Fifa

No segundo tempo, Bósnia define primeira vitória na história das Copas; Irã marca seu gol de honra no Mundial

Quando a bola rolou para o segundo tempo em Salvador, o outro jogo do grupo, que também estava nos movimentos iniciais da segunda etapa, tinha uma vitória da Argentina sobre a Nigéria por 2 a 1 que, em poucos minutos, virou um 3 a 2 a favor dos sul-americanos. O resultado obrigava o Irã a marcar três gols na Bósnia o que, dado todo o contexto, era bastante improvável.

No entanto, o Irã ainda tinha uma missão. Mais do que evitar uma derrota na despedida, os asiáticos buscavam um gol, afinal de contas eram os únicos dentre todas as 32 seleções que ainda não haviam marcado. A estratégia, porém, continuava a mesma: lançamentos longos para os dois atacantes tentarem concluir a gol. Mesma estratégia, mesmos resultados; a Bósnia continuava marcando bem e fazendo suas linhas de impedimento de maneira eficiente, neutralizando rapidamente o ímpeto inicial do adversário.

Quando começou a responder e a pressionar, a Bósnia se mostrou bem mais eficiente e levou perigo a meta adversária. Poucos minutos depois de voltar ao campo de ataque, aos 13 minutos, Pjanic, em posição irregular, recebeu bom passe e marcou o segundo gol.

Com a vitória praticamente garantida, a Bósnia voltou a controlar a posse de bola e a arriscar pouco. Como o Irã também não tinha condições de criar boas jogadas, o ritmo do jogo caiu e a torcida presente na Arena da Fonte Nova começou a se mostrar impaciente.

A pouco menos de 10 minutos do fim de sua participação no Mundial, o Irã enfim marcou seu primeiro gol na Copa. Em uma bobeada dos bósnios, Teymourian apareceu bem pela direita e cruzou para Reza Ghoochannejhad, que, com o gol livre, tocou para o fundo das redes. Antes que os iranianos festejassem muito, no entanto, Vrsajevic disparou pela direita logo após a saída de bola, invadiu a área e marcou o terceiro, para definir de vez o jogo.

O Irã ainda tentou apertar a Bósnia para marcar mais um gol na Copa do Mundo, mas ficou mesmo no solitário tento de Ghoochannejhad, que evitou que a equipe que entrou na última rodada sonhando com uma classificação, se despedisse como a única a não fazer gols no Mundial.

Foto: Divulgação/Fifa
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