Sampaoli enaltece elenco após derrota: "Eles seguraram com muita honra essa bandeira"
Mesmo com eliminação, Sampaoli elogia sua equipe (Foto: Juan Mabromata/AFP)

Após a eliminação do Chile nos pênaltis para o Brasil na tarde deste sábado (28), no Mineirão, o técnico Jorge Sampaoli participou da entrevista coletiva no estádio. Durante o jogo, após o empate em 1 a 1 no tempo normal, o treinador sentia-se satisfeito com a participação no Mundial depois de causar dificuldades à Seleção Brasileira. Porém, depois das cobranças de pênaltis que decidiu o jogo, o sentimento era de, ao mesmo tempo, tristeza e orgulho.

"Estamos tristes. Jogar contra o Brasil em casa, com esse esforço e perder da forma que perdemos é muito difícil, porque estávamos convencidos de que poderíamos avançar. Eu não me conformo em sair da Copa dessa forma", disse o treinador.

Sampaoli era o único integrante da seleção chilena em campo que não estava abraçado aos jogadores e comissão técnica na hora das cobranças de penalidades. Na altura da linha da área, estava inquieto. O treinador disse que sentiu o Chile muito próximo de vencer e de derrubar os donos da casa.

"Achamos que era o momento certo, que haveria um 'Mineirazo'", afirmou.

Confira a entrevista completa de Jorge Sampaoli:

Satisfeito com a luta do Chile? 
"Claro que não. Estamos tristes. Jogar contra o Brasil em casa, com esse esforço e perder da forma que perdemos é muito difícil, porque estávamos convencidos de que poderíamos avançar. Eu não me conformo em sair da Copa dessa forma."

Qual a sensação?
"A sensação é de orgulho, pelos jogadores que estou dirigindo, orgulho do povo chileno. Em um cenário adverso, eles foram bem. Uma análise que certamente será feita. O que vai ser valorizado foi o esforço para jogar de igual contra os favoritos."

Penalidades
"Os pênaltis você pode trabalhar ou não. São situações do campo de jogo. Nós pensamos que o jogo se resolveria de outra forma. Tínhamos a esperança de ganhar o jogo. A eliminação vai gerar avaliações de todos os tipos."

História
"Os jogadores que entram para a história do futebol chileno são os que representaram o país. Eles fizeram um esforço muito grande. Se não fosse o último chute, seria uma tarde em que merecíamos. Amanhã vai ganhar valor."

Brasil favorito?
"Se o Brasil é candidato ao título ou não, o tempo dirá. E quem tem que dizer é o técnico da Seleção Brasileira. É um time compacto, perigoso. Com o andamento do Mundial, vamos ver se ele vai se fortalecer para os próximos jogos."

"Achamos que era o momento certo para nós fazermos história, um Mineirazo" 

Mineirazo
"Achamos que era o momento certo para nós fazermos história, um Mineirazo. Teria marcado a história do povo chileno. O Brasil não desistiu, mas também não gerou situações de gol. No final quase terminamos ganhando esse jogo. Isso teria nos dado uma alegria muito grande. Nós sabemos o que nós jogamos contra um candidato ao título e que seria difícil. Foi jogado de igual para igual. Nós anulamos um jogador importante como Neymar. Prejudicamos o jogo dele."

Triunfo moral?
"Não existe triunfo moral. O Brasil está na Copa e nós voltamos para casa. Nós nos equiparamos de igual para igual. Jogamos contra potências. Fizemos jogos eletrizantes. Infelizmente não coroamos com uma vitória."

Igual para igual
"Eu tentei passar isso para os jogadores, que além das diferenças dos nomes, através do funcionamento podemos equiparar as potências. Viemos aqui para atacar, não para defender. Isso nos propôs a fazer jogos muito intensos. Para o futuro temos de potencializar essa ideia."

Mensagem aos chilenos
"O povo chileno tem que estar muito agradecido ao esforço de todos esses jogadores. Eles seguraram com muita honra essa bandeira."

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