11 contra 11: comparativo entre os titulares de Argentina e Suíça

Uma das principais seleções da Copa do Mundo até aqui, a Argentina vai ter um grande desafio nas oitavas-de-final da competição nessa terça-feira (01), onde enfrentará a Suíça. Será o duelo da campeã do Grupo F, liderada por um dos maiores jogadores da atualidade, contra a 2ª colocada do Grupo E, repleta de jovens valores.

Os argentinos seguem em busca do tricampeonato, logo no território de seu arquirrival, e para seguir adiante, as principais esperanças estão depositadas sobre Lionel Messi, vencedor de 4 dos últimos 5 prêmios de melhor jogador do mundo, e que vem levando a Argentina nas costas, sendo um dos artilheiros da Copa, com 4 gols. Já os suíços, comandados pelo experiente treinador Ottmar Hitzfeld, tem como maior valor dentro de campo o meia Xherdan Shaqiri, destaque da seleção e que anotou um hat-trick contra Honduras, que garantiu seu país na segunda fase do Mundial.

Confira um comparativo entre os onze titulares das duas equipes que se enfrentam nessa terça-feira, na Arena Corinthians, em São Paulo, às 13h (horário de Brasília).

Sergio Romero x Diego Benaglio

Romero: o goleiro de 27 anos vive um momento de superação em sua segunda Copa do Mundo. Foi um dos homens de confiança de Diego Maradona na África do Sul, em 2010, e manteve o posto de titular no gol albiceleste nas eras Sergio Batista e Alejandro Sabella.

Pela sua condição de reserva no atual clube, o Monaco, e por ter sido rebaixado com a Sampdoria na temporada 2011/2012, Romero sempre foi muito contestado pelos argentinos. No entanto, neste Mundial, vem respondendo com ótimas atuações, sobretudo contra o Irã, quando evitou um resultado desastroso no Mineirão com excelentes defesas. Nos jogos contra Bósnia e Nigéria, Romero não comprometeu e liderou bem a defesa argentina, utilizando toda sua experiência de mais de 50 jogos com a camisa albiceleste.

Benaglio: aos 30 anos, Diego Benaglio adquiriu sua maturidade após duas Copas do Mundo e uma disputa de Olimpíadas. Após ser o terceiro goleiro na Alemanha, em 2006, o jogador do Wolfsburg foi bem na África do Sul, onde levou apenas um gol, na derrota contra o Chile.

Neste Mundial, Benaglio já sofreu 6 gols, 5 deles contra a França, onde mesmo assim defendeu um pênalti cobrado por Karim Benzema. No duelo contra o Equador foi discreto, mas contra Honduras foi um dos nomes do jogo, fazendo ao menos 3 excelentes defesas, evitando maiores transtornos para a seleção helvética.

Pablo Zabaleta x Stephan Lichtsteiner

Zabaleta: um dos pontos fracos da seleção argentina nesta Copa do Mundo. Mesmo bastante experiente, o lateral-direito do Manchester City tem deixado muito a desejar, a exemplo do que acontecera ao longo da temporada passada, onde conviveu com críticas, tanto na Inglaterra, quanto na Argentina.

O gol da Bósnia no jogo de estreia, marcado por Ibisevic, aconteceu às suas costas, e ao longo das três partidas da Argentina no Mundial, o lateral se mostrou muito vulnerável. Às vésperas do jogo contra a Suíça, Zabaleta afirmou que pelo estilo de jogo do time ele acaba ficando muito exposto, precisando cumprir muito mais com obrigações defensivas do que ofensivas - nestas últimas, nas quais ele não vem aparecendo com qualidade.

Lichtsteiner: um dos nomes mais conhecidos do time suíço, o lateral-direito da Juventus vem tendo atuações apenas regulares nesta Copa do Mundo. Também com boa experiência, após passagens pelo Lille, da França, e pela Lazio, o jogador de 30 anos foi titular na Vecchia Signora ao longo de toda a temporada, que culminou com a conquista do Scudetto pela equipe de Turim.

Pela seleção, o lateral participou da Eurocopa 2008 e da Copa do Mundo de 2010, em ambas as competições como titular. É uma das lideranças da equipe, e terá papel fundamental para a retranca que Ottmar Hitzfeld irá armar contra a Argentina. Vem sendo muito mais importante na marcação do que propriamente no apoio, que é sua maior virtude.

Ezequiel Garay x Johan Djourou

Garay: o zagueiro recém negociado com o Zenit St. Petersburgo teve uma temporada muito regular jogando pelo Benfica, e chegou ao Mundial contando com a confiança plena do técnico Alejandro Sabella. Dentro do possível esta confiança vem sendo justificada, pois Garay, a exemplo dos demais defensores, sofre muito com o estilo extremamente ofensivo adotado por Sabella.

O defensor de 1,92m se viu muitas vezes em maus lençois quando exigido pelo chão, um de seus déficits técnicos. Na vitória contra a Nigéria foi muito incomodado pelo veloz Emenike, sendo vencido em muitas oportunidades. Apesar disto, Garay é uma arma fortíssima no jogo aéreo, tanto ofensivo, quanto defensivo, que será fundamental contra uma equipe alta e que aposta muito nas bolas altas, como é a Suíça.

Djourou: o grandalhão e rodado defensor de 1,92m, nascido na Costa do Marfim, é um dos jogadores mais antigos da seleção, mesmo sem ser um dos mais velhos, tendo 27 anos. Atualmente defende o Hamburg, depois de pertencer ao Arsenal por 10 temporadas - em duas e meia delas ele esteve emprestado ao Birmingham City, Hannover 96 e ao próprio Hamburg.

Neste Mundial, Djourou jogou todos os 3 jogos, tendo atuação fraca contra a França, não sendo muito exigido contra o Equador, e participando de forma discreta contra Honduras. Quer dizer, nem tão discreta assim. Contra os hondurenhos, Djourou participou de um lance polêmico, quando derrubou Jerry Palacios na área, mas o árbitro argentino Nestor Pitana nada marcou. Àquela altura o jogo já estava 2 a 0 para os helvéticos, no entanto foi um momento de instabilidade do experiente defensor.

Federico Fernández x Fabian Schär

Fernández: mais um dos "homens de Sabella", Fede Fernández conviveu com algumas dificuldades no período pré-Copa, sem conseguir regularidade nos clubes onde passou, apenas conseguindo alcançar este status na última temporada, defendendo o Napoli.

Outro grandalhão na defesa argentina, o zagueiro de 25 anos e 1,90m vem sofrendo com as mesmas dificuldades que Garay, seu parceiro de zaga. A exemplo do camisa 2, Fernández sofreu com Musa, autor dos dois gols nigerianos na vitória argentina por 3 a 2, em Porto Alegre. Contra equipes que tem velocidade no contra-ataque, a dupla de zaga acaba expondo toda sua fragilidade, por serem jogadores lentos e pesados. Além disto, Fernández não aparenta ser o zagueiro mais seguro do mundo com a bola nos pés, provocando calafrios no torcedor argentino quando sai para o jogo.

Schär: o jovem zagueiro de 22 anos é uma das maiores revelações do futebol suíço. Mesmo convivendo com lesões, teve atuações destacadas na última temporada, defendendo o FC Basel, semi-finalista da UEFA Europa League, e ficando na mira de clubes como o Barcelona. Além de ter participado das Olimpíadas de Londres, em 2012, onde foi titular nas três partidas da Suíça.

Schär ficou no banco de reservas nas duas primeiras partidas, e estreou na última rodada na fase de grupos contra Honduras, quando ajudou sua seleção a terminar com sua meta inviolada, tendo uma atuação segura, mostrando bom posicionamento. O defensor havia sido preterido por Senderos, quando Von Bergen se contundiu, mas agora assumiu de vez a titularidade no time helvético.

Marcos Rojo x Ricardo Rodríguez

Rojo: o atleta mais jovem do time titular argentino vem se mostrando uma grata surpresa nesta Copa do Mundo. Seguiu sendo convocado por Sabella, mesmo tendo sobre si a nuvem negra de ser considerado um dos responsáveis pelo fracasso na Copa América 2011, e mesmo assim vem mostrando personalidade e sendo o jogador mais regular da defesa argentina em gramados brasileiros.

O lateral-esquerdo de 24 anos, que atua no Sporting Lisboa, foi um referencial de segurança na defesa albiceleste nos três jogos disputados até aqui. Na estreia, contra a Bósnia, em pleno Maracanã, foi frio e corajoso o suficiente para tirar uma bola de letra em disputa perigosa contra Hajrovic, em frente à pequena área argentina.

Rojo também tem aparecido bem no ataque, não só com a bola rolando, quando tem contribuído com bons cruzamentos e chegadas à linha de fundo. Dos 6 gols da Argentina na fase de grupos, Messi fez 4 e Rojo participou dos dois restantes: desviou cruzamento que Kolasinac completou contra seu próprio gol contra a Bósnia, e marcou o gol da vitória contra a Nigéria.

Rodríguez: outro jovem valor no time suíço, Ricardo Rodríguez é um dos remanescentes do time campeão mundial sub-17 em 2009. Suas atuações pelo Zürich lhe renderam uma transferência para o Wolfsburg, onde é titular absoluto e um dos principais nomes do time - na última Bundesliga, foram 5 gols e 9 assistências.

As assistências foram seus cartões de visita em sua estreia, contra o Equador, quando cobrou escanteio que redundou no gol de empate, de Mehmedi, e deu o passe para o gol da virada marcado por Seferovic, no último lance do jogo. Teve atuações discretas contra França e Honduras, mesmo assim é um dos melhores laterais-esquerdos da competição até aqui.

Javier Mascherano x Valon Behrami

Mascherano: el Jefecito vem sendo um dos atletas mais eficientes do time argentino. O volante, que atua como zagueiro no Barcelona, é o responsável por limpar a frente da área e fazer com que os defensores não fiquem ainda mais expostos do que normalmente ficam. É o jogador mais experiente do grupo argentino e está em seu terceiro Mundial, tendo disputado mais de 100 partidas com a camisa albiceleste.

Fora cumprir à risca suas principais responsabilidades defensivas, Masche vem sendo um dos principais construtores de jogadas da equipe, uma vez que todos os adversários na fase de grupos apresentaram propostas mais defensivas, fazendo com que os volantes tivessem mais espaço para jogar. Com plena maturidade em seu jogo, deixou de ser um atleta de estilo agressivo, para se tornar um volante firme e eficiente, e uma grande liderança no time de Sabella.

Behrami: o volante de 29 anos é mais um jogador bastante experiente na seleção suíça. Com bastante rodagem dentro do futebol italiano, além de 3 anos defendendo o West Ham, o atual jogador do Napoli carrega consigo a experiência de ter disputado das Copas de 2006 e 2010.

Jogador outrora considerado violento, foi expulso em sua única participação na África do Sul, ao agredir o chileno Arturo Vidal. Em gramados brasileiros, é homem de confiança de Ottmar Hitzfeld, e foi titular nos três jogos até aqui. Mantém boa regularidade, sendo um dos principais ladrões de bola do time suíço e o maior guardião da frente da zaga.

Fernando Gago x Gökhan Inler

Gago: após aparecer para o futebol como uma grande promessa, sendo considerado o "novo Redondo", até por ser homônimo e ter um início de carreira muito semelhante ao do ex-volante do Real Madrid, Fernando não aconteceu. Aos 28 anos passou por três clubes europeus e voltou à Argentina, onde defende o Boca Juniors, clube que o revelou e do qual é torcedor declarado.

Bem como nas suas participações pela equipe xeneize, sua participação na Copa do Mundo começou extremamente discreta. Na estreia, contra a Bósnia, começou no banco de reservas, quando o time argentino utilizou um esquema diferente do comum, mas retomou a titularidade contra o Irã, na segunda partida. Contra a Nigéria, no encerramento da fase de grupos, em Porto Alegre, Gago foi um dos melhores em campo, se doando na marcação e sendo um dos motores do time, posicionando-se como um dos melhores passadores do Mundial.

Inler: é o termômetro do meio-campo helvético. É um dos jogadores mais regulares da seleção suíça, a exemplo do seu desempenho no Napoli. Disputou a última Copa do Mundo, sendo o capitão da equipe na estreia, contra a Espanha. Posteriormente seria nomeado capitão permanente, após a aposentadoria do atacante Frei.

O volante tem um dos melhores índices de passe do time, superior a 80% e deu uma assistência para o gol de Xhaka, na partida contra a França. É um dos condutores técnicos e psicológicos do time que tentará a façanha de derrubar a favorita Argentina, e conta com a confiança de todos os seus companheiros e do treinador Ottmar Hitzfeld.

Ángel Di María x Granit Xhaka

Di María: veloz e eficiente, Di María vem sendo um dos melhores jogadores da Argentina na Copa do Mundo. Aos 26 anos, indiscutivelmente está no auge da sua carreira. Fez uma temporada espetacular pelo Real Madrid, campeão europeu, e mantém o nível das atuações pela seleção. Joga seu segundo Mundial, e entre a contestação de 2010, e a redenção em 2014, muita coisa mudou.

Enfim Di María vem sendo utilizado onde rende mais, na extrema esquerda do meio-campo, podendo utilizar sua velocidade e capacidade de abastecer os homens de frente. Hoje o camisa 7 é a principal válvula de escape do time argentino, estando em evolução em relação a si próprio dentro da Copa.

Começou tendo uma estreia sem grande destaque contra a Bósnia, claramente prejudicado pelo esquema utilizado por Sabella, foi melhor contra o Irã, quando conseguiu encontrar mais espaços, mesmo enfrentando outra retranca, e foi um dos melhores em campo contra a Nigéria, participando diretamente do lance do primeiro gol, e aparecendo constantemente para combinar com Rojo no lado esquerdo do ataque, e colaborando na recomposição defensiva da equipe, se aproveitando de um fôlego privilegiado.

Xhaka: dono da camisa 10 do time helvético, o meia do Borussia Mönchengladbach é outro dos novos valores da Suíça, além de ser conhecido pelo seu altíssimo nível intelectual. Também participou da campanha vitoriosa no Mundial Sub-17, em 2009, e das Olimpíadas de Londres, em 2012.

Tem jogado um pouco avançado em comparação ao seu costumaz posicionamento no futebol alemão, tendo um estilo de jogo muito semelhante ao do teutônico Schweinsteiger. Mostrou seu valor ao passar por todas as seleções de base e na seleção principal da Suíça, e está comprovando nesta Copa do Mundo, sendo um dos jogadores mais participativos e criativos na equipe suíça. Marcou o segundo gol de honra na derrota para a França por 5 a 2, e é uma das esperanças ofensivas de sua equipe.

Ezequiel Lavezzi x Admir Mehmedi

Lavezzi: após um início de Mundial ruim de Agüero, e a posterior lesão do atacante do Manchester City, finalmente apareceu a grande chance da carreira de Lavezzi. Pela primeira vez será titular em uma partida de Copa do Mundo, aos 29 anos, depois de no mínimo 7 temporadas de muita regularidade, jogando por Napoli e Paris Saint-Germain, onde joga atualmente.

Conhecido pela velocidade, habilidade e determinação dentro de campo, a Copa do Mundo vem mostrando novas facetas do Pocho: o lado galã e maluco. Cheio de estilo, Lavezzi costuma se vestir de uma forma mais descolada, assim como mantém sua aparência, despertando a atenção das fãs. O atacante entrou nas partidas contra o Irã e Nigéria, mudando um pouco a cara do time, dando mais incisão e movimentação ao ataque argentino.

No último jogo, contra os nigerianos, protagonizou uma das cenas mais curiosas do Mundial, quando foi à beira do gramado se hidratar, e ao perceber a chegada de Alejandro Sabella, esguichou um pouco de água no rosto do treinador argentino. Insólito, insano, e uma das esperanças do torcedor da Argentina para o jogo contra a Suíça.

Mehmedi: o meia-atacante de origem macedônia atualmente defende o Freiburg, da Alemanha. Apesar de jovem, com 23 anos, participou apenas da campanha do vice-campeonato europeu sub-21, em 2011, quando a equipe suíça chegou à final sem sofrer gols, mas foi derrotada pela Espanha na decisão - na competição, Mehmedi foi o vice-artilheiro com 3 gols.

Na seleção principal, anotou seu primeiro gol em um jogo histórico, na vitória por 5 a 3 sobre a Alemanha, em maio de 2012, que marcou a quebra de um tabu que durava mais de 55 anos sem vitórias da Suíça sobre os germânicos. Em gramados brasileiros, novamente mostrou estrela ao entrar no intervalo na estreia contra o Equador, e marcar o gol de empate em seu primeiro toque na bola. Além de tudo, foi bastante participativo nas duas partidas seguintes, e adquiriu status de titular da equipe.

Lionel Messi x Xherdan Shaqiri

Messi: o melhor jogador do mundo de 4 das últimas 5 temporadas dispensa apresentações. A última temporada de Messi pelo Barcelona não foi das melhores, o craque conviveu com contusões e despertou muitas dúvidas sobre seu desempenho dentro de campo na Copa do Mundo. Fora o contexto atual, vem na mente dos torcedores argentinos o currículo de Messi na seleção principal, onde ele nunca conseguiu convencer.

Até este ano, seu único gol pela Argentina em Mundiais havia sido em sua estreia, no distante 2006, contra Sérvia e Montenegro, quando Messi ainda estava às vésperas de completar 19 anos. Em competições como a Copa América 2007 e as Olimpíadas de Pequim, em 2008, Messi até conseguiu ter certo destaque, além de grande atuações nas Eliminatórias para a Copa de 2010. Na África do Sul, Messi naufragou junto com todo o time comandado por Maradona. As atuações abaixo do esperado redundavam em críticas, que aumentaram após o fracasso retumbante na Copa América 2011, disputada na Argentina.

Com a chegada de Alejandro Sabella ao comando da seleção, foi designado como capitão da equipe, aumentando ainda mais sua responsabilidade. Coincidência ou não, a primeira partida onde Messi fez 3 gols com a camisa da Argentina foi contra o adversário dessa terça, a Suíça, em fevereiro de 2012.

Nesta Copa do Mundo, finalmente Messi respondeu às críticas com atuações, se não brilhantes, extremamente decisivas, fazendo 4 dos 6 gols da Albiceleste até aqui. Sob incessantes vaias nos dois primeiros jogos, Messi fez o segundo gol contra a Bósnia, na estreia, no Maracanã, e fez o gol da vitória sobre o Irã, no Mineirão, aos 46 minutos da etapa final. Em ambiente mais amistoso, em Porto Alegre, foi o grande nome do triunfo sobre a Nigéria, marcando dois gols, um deles um golaço de falta. Tudo o que se espera de um extra-classe, que ele realmente decida.

Shaqiri: este é, sem sombra de dúvida, o maior talento da atual geração suíça. Aos 22 anos, já adquiriu status de craque, fruto de suas grandes atuações pelas seleções, de base e principal da Suíça, pelo FC Basel e pelo Bayern Munich, seu atual clube. Com 18 anos, fora convocado para a Copa do Mundo na África do Sul, ainda que não tenha entrado em campo.

Neste Mundial, Shaqiri já tem dois troféus de Man of the Match, destinado aos craques de cada jogo do torneio. As conquistas foram na estreia, contra o Equador, pelo seu destaque ao organizar a equipe e seus grandes lances de habilidade, e após uma atuação apagada contra a França, novamente Shaqiri voltou a brilhar contra Honduras. Os hat-trick e a participação brilhante no jogo de Manaus o alçaram ao posto de melhor jogador da Suíça na competição.

Gonzalo Higuaín x Josip Drmic

Higuaín: convivendo com a falta de gols, o atacante do Napoli foi um dos principais nomes da Argentina na África do Sul, em 2010, marcando 4 gols, mas não se encontrou no Brasil. Nos três primeiros jogos, Pipita mal teve oportunidades para ir às redes, sendo mais importante ao abrir espaço para as chegadas dos demais homens de frente.

A temporada foi repleta de gols, em sua estreia na Itália, marcando 24 gols em 46 jogos, mas pela seleção os números não foram bons: apenas um gol em 6 jogos. Higuaín demonstra tranquilidade em suas entrevistas, ao dizer que não se incomoda com a falta de gols, mas a verdade é que a pressão para que o atacante nascido na França seja um goleador à altura de nomes como Batistuta e Crespo, para citar os mais recentes, é gigantesca.

Drmic: centroavante de posicionamento, o garoto de 21 anos é um dos atletas menos experimentados na seleção principal da Suíça, tendo apenas 10 aparições. Recém-negociado com o Bayer Leverkusen, Drmic marcou 17 gols em 33 jogos na última temporada, defendendo o Freiburg, onde era companheiro de Mehmedi.

No Brasil convive com altos e baixos. A estreia contra o Equador não foi boa, ficando muito isolado e errando a maior parte dos lances que tentou, sendo sacado ainda no intervalo do jogo. Ficou de fora do time titular na derrota para a França, mas voltou contra Honduras, e em grande estilo, dando assistências para dois dos três gols de Shaqiri na vitória que garantiu a vaga helvética nas oitavas-de-final da Copa.

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