Confiante, Deschamps avisa que não vai ao Maracanã como turista
Foto: Franck Fife/AFP

Nesta terça-feira (1), em Ribeirão Preto, o técnico da seleção Francesa, Didier Deschamps concedeu entrevista coletiva, a primeira após a vitória sobre a Nigéria por 2 a 0, que classificaram os Bleus para as quartas de final. O capitão campeão da Copa do Mundo de 1998 mantém os pés no chão e diz que está focado na partida contra a Alemanha na sexta-feira (4), no Maracanã.

Eu sou realista, o meu alvo e o de meus jogadores é a sexta-feira. A realidade agora é a Alemanha. Todo mundo pode sonhar, inclusive eu, mas sou pragmático e o jogo é a única coisa que conta”, disse determinado.

Deschamps rejeitou a ideia de que a França é a favorita contra a Alemanha, mas ao mesmo tempo deixou claro que seu time não está indo ao Maracanã “como turistas”: “Nós estamos indo lá para dar-lhe tudo o que temos, não estamos indo lá como turistas em sexta-feira.

Recentemente, o lateral Sagna e o meio-campista Morgan Schneiderlin falaram que o objetivo francês é a final e que iam em busca do título, a respeito disso, Didier falou: “Deve ter sido um momento de loucura, devemos ser ambiciosos, mas o necessário para que não se torne pretencioso. É inútil projetar ainda mais.

Indagado sobre a partida entre França e Alemanha de 1982 e se serviria para motivar os jogadores, Deschamps respondeu: “Eles não eram nascidos, eu vou falar o que para eles? Respeito os antigos pelo que aconteceu, mas não são os veteranos que irão jogar. Eu tinha apenas 14 anos e essas foram as minhas primeiras memórias do time francês.

O técnico ainda completou: “Foi há muito tempo, tempos cruéis, uma vez que ainda é lembrado. Não vou falar sobre vingança ou qualquer coisa do tipo, mas foi um grande momento, emocionante e triste. É por essas que o futebol é algo mágico. Marcou a história do futebol francês.

O jogo na qual foi relembrado aconteceu em 8 de julho de 1982, uma semifinal da Copa do Mundo da Espanha, a França vencia a Alemanha por 3 a 1 na prorrogação, gols de Platini, Trésor e Giresse, mas Rummenigge veio do banco e ajudou os alemães a empatar e levar a partida para os pênaltis. Na marca da cal, 5 a 4 para o Mannschaft.

Para completar a entrevista, o francês falou do confronto da sexta-feira: “Antes do início da Copa, eles eram colocados como favoritos ao título, o que não foi o nosso caso. Nas duas últimas competições [Copa de 2010 e Euro de 2012] eles foram semifinalistas. Se olharmos para os resultados alcançados ao longo dos últimos seis anos, não há comparação”, concluiu.

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