Desde a final em 1986, Argentina não vence um europeu no tempo regulamentar na fase de mata-mata

Além do jejum de 28 anos sem título, a Argentina tem outra marca a se preocupar a bater. Depois da final em 1986 diante a Alemanha, a Albiceleste não venceu nenhuma seleção europeia no tempo regulamentar em fase de mata-mata. A conta, desde 1986 diante europeus, não é boa. De nove confrontos, quatro derotas, quatro empates (passando três vezes nos pênaltis) e uma vitória na prorrogação, diante a Suiça na última terça-feira (01).

Em 1990, a Argentina, no mata-mata, passou pelos europeus Iugoslávia e Itália nos pênaltis, após dois empates com direito a prorrogação. Goycochea foi heroi. Na final, derrota para a Alemanha. A quarta partida seguida sem vitórias diante europeus em fases finais foi nos Estados Unidos, em 1994. Nas oitavas de final, diante a Romênia, derrota por 3 a 2. A equipe não contava mais com Maradona, suspenso por conta de doping.

Quatro anos mais tarde, outra vitória nos pênaltis após empate em 2 a 2 nos 120 minutos. Nas oitavas, diante a Inglaterra, o goleiro argentino Carlos Roa se tornou ídolo. Nas quartas de final, a Holanda eliminou a Argentina com histórico gol de Bergkamp.

Depois de um fracasso em 2002, quando a Argentina não conseguiu superar a primeira fase, outra eliminação para um país europeu nas quartas de final quatro anos mais tarde. Em 2006, após eliminar o México nas oitavas, a Albiceleste voltou a encontrar a Alemanha, rival histórica em Copas do Mundo. E, nos pênaltis, foi eliminada, mesmo invicta, por Lehmann e companhia.

Na última Copa do Mundo, em 2010 na África do Sul, outra derrota dolorida para a Alemanha nas quartas de final. A equipe comandada por Maradona não teve chances e sofreu um impressionante 4 a 0.

Na última terça-feira (01), o gol de Di María, aos 13 minutos do segundo tempo da prorrogação, selou a classificação, mas não o fim dessa estatística. Diante a Bélgica, no próximo sábado (05), os comandados de Sabella querem a classificação à semifinal com mais tranquilidade e, para isso, terão que vencer um selecionado europeu no tempo normal.

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