Reeditando a semifinal de 1986, Argentina e Bélgica decidem vaga

Na tarde desse sábado (5), Argentina Bélgica irão se enfrentar no Mané Garrincha, em Brasília, em duelo válido pelas quartas-de-final da Copa do Mundo. Com campanhas semelhantes até então, por terem conquistado os 100% de aproveitamento na fase de grupos e sofrido na prorrogação das oitavas-de-final, as seleções lutam por uma vaga na semifinal.

Enquanto a Albiceleste precisou de 117 minutos para furar o bloqueio da Suíça, graças ao gol de Di María, os Diabos Vermelhos esbarraram no goleiro americano Howard e precisaram ir além dos 90 para buscar a classificação, com atuação inspirada do atacante Lukaku, que havia entrado para resolver a situação nos 30 minutos decisivos.

Em toda a história, Argentina e Bélgica se enfrentaram por apenas quatro vezes, mas duas delas foram válidas pelo Mundial. O primeiro jogo foi nos longíquos Jogos Olímpicos de 1928, cujo torneio de futebol foi organizado pela Fifa e os sul-americanos saíram vencedores por 6 a 3.

Os confrontos por Copa do Mundo, no entanto, mostram equilíbrio. Na de 82, a única vitória belga - 1 a 0 - no histórico. Por outro lado, na de 1986, os argentinos foram à decisão - terminaram campeões - após vencer por 2 a 0, com os tentos marcados pelo capitão e camisa 10 Diego Maradona. A única partida em amistoso foi em 1984 e mais uma vitória dos "Hermanos".

O encarregado pelo apito será o italiano Nicola Rizzoli, sendo auxiliado pelos seus compatriotas Renato Faverani e Andrea Stefani. O quarto árbitro será Benjamin Williams, da Austrália. O árbitro de 42 anos, inclusive, já apitou outras duas vezes na competição, sendo um da mesma Argentina: Espanha 1x5 Holanda e Nigéria 2x3 Argentina.

Mesmo com modificações,  a Argentina confia na classificação

Para o embate, Alejandro Sabella precisará modificar a equipe titular. De início, o treinador sabe que não poderá contar com o lateral-esquerdo Rojo, que tomou o segundo amarelo contra a Suíça. Basanta, que entrou na prorrogação, foi o escolhido para substituí-lo.

O zagueiro Garay e o meio-campista Di María, no entanto, estão pendurados, mas não devem atrapalhar os planos. No banco de reservas, irá contar com uma novidade. O atacante Agüero, que correu risco de ser cortado da Copa, recebeu alta e está disponível. Na defesa, uma alteração será realizada por opção do comandante.

Insatisfeito com as atuações de Federico Fernández Lavezzi, existe a possibilidade de que Demichelis Biglia assumam a vaga, respectivamente. Mesmo com as mudanças e sem a confirmação dos onze iniciais, a tática não deverá ser alterada, de acordo com Sabella, que faz mistério.

"Fizemos trabalhos regenerativos nesses dois dias, mais do que as outras seleções que trabalharam mais forte. Não tenho os nomes certos, mas, de qualquer jeito, tenho de falar primeiro com os meninos. Ainda não chegamos no nivel que temos como intenção, mas jogos precisam ser jogados. Ganhamos os quatro jogos, mas nos cobramos uma qualidade que ainda não foi mostrada", assegurou.

A provável Argentina será: Romero; Zabaleta, Garay, Fernández (Demichelis) e Basanta; Mascherano, Gago e Di María; Lavezzi (Biglia), Higuaín e Messi.

Apesar do mistério, Wilmots não deve mudar postura da Bélgica

Com uma filosofia ofensiva implantada há dois anos e meio, Marc Wilmots espera manter o bom momento em que vive nos Diabos Vermelhos. Priorizando a marcação no meio-campo, uma das trocas deverá ser o retorno de Defour. Expulso diante da Coreia do Sul na última rodada na fase de grupos, o volante deve tomar o espaço ocupado por Fellaini contra os americanos.

Se a cabeça-de-área ficará forte na marcação, no setor ofensivo a velocidade pode ser um ponto forte, visando explorar as jogadas laterais com o meia Hazard em cima de Zabaleta, focando nas individualidades dos jogadores. De resto, a equipe não deverá ser diferente da última terça-feira.

"Nós vamos fazer o nosso jogo. Vamos atacar. Essa é a nossa filosofia e que vem dando certo nos últimos dois anos e meio. Vocês me conhecem. Sabem que não falo sobre escalação. Conversei com Hazard para tentar encontrar uma posição para que ele possa render ainda mais. Meu trabalho é colocar as individualidades a serviço da equipe", garantiu Wilmots.

Despistando qualquer tipo de marcação especial em cima de Messi, camisa 10 adversário, o selecionador dos europeus garante ter as armas suficientes para evitá-lo, mas sem menosprezar a força do craque.

"A Argentina tem Messi que é um excelente jogador, mas eu tenho 23 elementos na minha equipe que considero que podem fazer a diferença. Se me perguntarem se prefiro ter uma equipe forte ou um grupo que depende de uma estrela como Messi ou Neymar, eu prefiro a equipe forte", afirmou.

"Não somos favoritos frente à Argentina, mas falta algum equilíbrio à equipa deles. Vamos fazer tudo para realizar uma boa exibição frente a um adversário mais forte", completou.

Com isso, a Bélgica deverá ir com: Courtois; Alderweireld, Van Buyten, Kompany e Vertonghen; Witsel, Defour, Mertens, De Bruyne e Hazard; Origi. Dos prováveis titulares, estão pendurados: lateral-direito Alderweireld,  zagueiros Vertonghen Kompany, e o volante Witsel, além do atacante reserva Dembélé.

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