Holanda enfrenta a Letônia em jogo que pode definir o futuro do técnico Guus Hiddink

Na tarde deste domingo (16), às 15h (horário de Brasília), a Holanda recebe a seleção da Letônia na Amsterdam Arena, em partida válida pela quarta rodada da fase de qualificação para a Euro 2016, na França.

A Oranje, comandada por Guus Hiddink, ocupa a incômoda terceira colocação no Grupo A, somando apenas três pontos em três jogos, ficando seis pontos atrás das seleções da Islândia e República Checa, líder e vice-líder, respectivamente. Hiddink terá desfalques no setor defensivo, o qual tem sido bastante criticado. Os zagueiros Martins Indi (doente) e Ron Vlaar, que lesionou a panturrilha no último amistoso diante do México estão vetados. Em contrapartida, o comandante holandês chamou Karim Rekkik, zagueiro do PSV, para suprir a ausência destes jogadores.

Holanda e Letônia enfrentaram-se apenas uma vez em toda a história. O confronto aconteceu na fase de grupos da Eurocopa de 2004, em Portugal. A Oranje venceu pelo placar de 3 a 0, no Estádio Municipal de Braga, com dois gols do atacante Ruud van Nistelrooy e outro gol do também atacante Roy Makaay no final da partida.

Partida crucial para a permanência de Guus Hiddink a frente do comando da Holanda

Desde que a seleção holandesa terminou em terceiro lugar na Copa do Mundo no Brasil, a equipe laranja venceu apenas uma vez em cinco jogos disputados, sob o comando de Guus Hiddink. A suada vitória foi contra seleção do Cazaquistão, com o placar de 3 a 1 em Amsterdam, no mês de outubro. 

Os outros quatro jogos foram apenas derrotas, a última delas foi no amistoso contra o México, pelo placar de 3 a 2 em Amsterdam, na última quarta-feira (12), com dois gols do atacante Carlos Vela, em seu retorno a seleção de seu país. 

Pressionado por resultados, durante a coletiva em que fez a convocação dos jogadores que enfrentariam o México, Hiddink disse que deixaria o cargo se perder a partida diante da Letônia: "Se nós perdermos esta partida, então vai fazer sentido que eu saia da seleção holandesa".

O principal jogador da seleção, meia-atacante Arjen Robben, reclamou bastante da defesa da equipe durante o último jogo e sugeriu não descartar o esquema tático utilizado pela Oranje durante a Copa do Mundo.

"Nós não devemos apontar o dedo um para o outro, mas temos de falar uns com os outros sobre os erros que fizemos. Não temos segurança ou estabilidade na defesa e sempre repetimos as mesmas coisas", disse Robben ao canal de televisão SBS6.

"Não descarto o sistema que usamos durante a Copa. Nós usamos esse sistema no Brasil e não passou nada por nós", afirmou Robben referindo-se ao esquema 5-3-2. "Quando jogamos contra seleções com mais qualidade, ficamos vúlneráveis com o nossos sistema clássico holandês. Temos de ser flexíveis. Temos de optar agora pelo 4-3-3, mas acho que não devemos abandonar o outro sistema. Depende do adversário", acrescentou o jogador.

Seleção da Letônia quer encerrar série negativa de 16 jogos fora de casa sem vitória

A seleção letã luta para da cabo de um nada agradável restrospecto. A equipe comandada pelo treinador Marians Pahars tem uma incômoda série de 16 jogos sem vencer fora de casa. Para o confronto diante dos holandeses, Pahars não poderá contar com o meio-campista Gints Freimanis, que foi expulso no empate por 1 a 1 contra a Turquia. O país ocupa a 4ª posição no Grupo A, somando dois pontos em três jogos, com dois empates e uma derrota. Pahars sabe que para ter alguma chance de qualificação para a Euro, terá de somar pontos fora de seus domínios.

Vitalijs Astafjevs, assistente técnico da seleção da letônia espera que a equipe possa supreender, devido a má fase da Oranje. O ex-volante Astafjevs com 167 partidas pela seleção letã, disse recordar bastante do único confronto entre os países e comparou o cenário atual com a época em que enfrentou a Holanda.

"Eu me lembro de quase tudo do jogo contra a Holanda em 2004. Para nós foi uma experiência fantástica. O estádio inteiro em Braga era laranja. Jogamos contra Van der Sar, Davids, Seedorf, Van Nistelrooy e outros grandes nomes. Em termos de pressão, a situação era a mesma de agora, na época, um mal resultado custaria a cabeça de Dick Advocaat e no atual momento pode custar a de Guus Hiddink", analisou o ex-jogador.

O zagueiro da seleção, Kaspars Dubra, sabe que mesmo com o adversário passando  por um mal momento, reconhece que ele e seus companheiros terão uma tarefa nada fácil, mas acreditam num resultado positivo.

"Arjen Robben, Robin van Persie, Wesley Sneijder e muitos outros, são jogadores de classe mundial. Eles estão em outro nível. Mas não podemos desistir, afinal são homens que jogam futebol e não seus nomes. Claro que há uma diferença de qualidade técnica, mas temos de entrar em campo e lutar desde o primeiro até o último minuto", concluiu Dubra.

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