Argentina tem enorme vantagem sobre Chile em confrontos pela Copa América
Argentina tem enorme vantagem sobre Chile em confrontos pela Copa América

Freguesia. É assim que se pode resumir os confrontos entre Argentina e Chile pela Copa América. Nas 44 edições da competição, as seleções se enfrentaram 25 vezes. São extraordinárias 19 vitórias para Argentina e seis empates. Isso mesmo, NENHUMA vitória do Chile, desde a primeira edição em 1916. No entanto, em 2015, o empate no tempo regulamentar e a vitória nos pênaltis deu o título para a albiroja. Na final de domingo (26), os ex-anfitriões tentarão repetir o feito.

Logo no primeiro confronto uma goleada histórica

E logo na primeira edição da Copa América, na época ainda chamada de Campeonato Sul-americano de Seleções, realizada na Argentina, como parte das comemorações do centenário da independência, a equipe da casa goleou os chilenos por seis a um. A alvi celeste saiu na frente logo aos dois minutos de jogo, mas faltando menos de um minuto para o intervalo a la roja empatou. Na segunda etapa, a Argentina conseguiu dois penais em dois minutos e abriu vantagem. Depois os outros gols foram saindo naturalmente e o placar veio. Destaque também para o árbitro brasileiro Sidney Pullen que comandou.

A revanche poderia ter vindo quatro anos mais tarde na Copa América de 1920, realizada em terras chilenas. Apesar de estar em seus domínios o Chile ficou no empate com a Argentina por um a um na cidade de Viña del Mar. E para completar esse empate lhe rendeu o único ponto que conquistou na competição, terminando em último lugar.

Os anos foram passando e sempre os resultados positivos a favor da Argentina. Como na primeira Copa América realizada no Brasil no ano de 1922. Jogando nas Laranjeiras, as duas equipes ficaram nas duas últimas colocações do torneio, o que não impediu dos hermanos golearem por quatro a zero. E parecia que somente jogando em casa o Chile conseguia pelo menos não perder. Em 1926 um novo empate em um a um, desta vez disputado na cidade de Santiago.

Novos confrontos no Chile ocorreram em 1941, 1945 e 1955, e nas três ocasiões a Argentina foi campeã. Em 41 é levantou a taça vencendo todas as partidas, incluindo uma vitória sobre o Chile por um a zero. Em 45, o Chile foi o único time que tirou pontos da campeã, conquistando um empate em um a um. E em 55, a Argentina vinha de uma goleada de seis a um sobre o Uruguai, e o vitorioso do confronto contra o Chile seria campeão. A partida foi complicada, mas a tradição argentina acabou prevalecendo, vencendo por um a zero e ficando com o título.

Sofrimente chileno no final dos anos 50

Duas goleadas impiedosas da Argentina sobre o Chile no final dos anos 50 foram marcantes. A primeira foi em 1957 na Copa América disputada no Peru. A Argentina vinha de uma goleada de oito a dois contra a Colômbia e um quatro a zero contra o Uruguai. Os chilenos foram até valentes, ficaram atrás do marcador por duas vezes e conseguiram o empate na primeira etapa. Mas na segunda etapa os argentinos deslancharam e marcaram mais quatro gols, fechando o placar em seis a dois. Esta Argentina que enfrentou o Brasil logo depois, venceu por três a zero e foi campeã daquela edição.

Dois anos depois, uma nova edição da competição aconteceu na Argentina. E logo na partida de abertura do torneio, Argentina e Chile. Com estádio Monumental de Núñez lotado, os argentinos já foram para o intervalo vencendo de quatro a um. E no segundo para dá um show para a torcida fizeram mais dois tentos finalizando o placar em seis a um. Essa Argentina que depois seria campeã desta edição, desbancando o Brasil que vinha do título da Copa do Mundo de 1958.

Após mudanças na competição os confrontos diminuiram, mas a freguesia continuou

As mudanças no torneio começaram em 1975, quando deixou de se chamar Campeonato Sul-americano de Seleções para virar Copa América. Após isso foram apenas cinco confrontos com mais quatro vitórias da Argentina e um empate. Na Copa América de 1995, aconteceu a última goleada. Com show de Batistuta, os argentinos ganharam por quatro a zero.

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