Com um histórico recente em decisões, Sérgio Ramos define mais um clássico espanhol

Campeão de tudo, indicado à seleção da Fifa por diversas vezes e peça fundamental da linha defensiva do Real Madrid. Citando apenas estes três pontos, já sabemos de quem se trata, Sérgio Ramos, o zagueiro mais decisivo da história do Real Madrid e quiçá, do mundo. O herói do minuto 93.

A história de Sérgio é famosa, começou sua carreira no Sevilla, obteve destaque e logo chegou ao Real Madrid onde recebeu a camisa quatro do lendário Fernando Hierro. Aos poucos, experimentou a sensação de atuar pela lateral e até mesmo pelo meio, como volante defensivo da equipe.

As posições em que esteve em campo nunca interferiram em sua qualidade técnica e grande vigor físico que o levaram ao elenco merengue. No mais, um fator que não era esperado passou a ser utilizado por Ramos em benefício de toda a sua equipe. O oportunismo recente do zagueiro que decidiu desde clássicos espanhóis até finais de UEFA Champions League (sim, no plural). Vamos a eles.

O herói do minuto 93' - Uefa Champions League 2014

Foto: Getty Images

Uma final madrilenha de UEFA Champions League, por si só, já entraria na história, no mais, Ramos tratou de escrever seu nome nela. Ainda nas semis, Ramos foi às redes por duas vezes contra o Bayern de Munique, fato que levou o Real para a final. No entanto, escolheu Lisboa para tornar-se herói.

Godín, outra referência no jogo aéreo, já havia aberto o placar em prol dos colchoneros que apostavam em seu jogo defensivo para conquistar a inédita e tão sonhada taça. Mas, o Real também tinha suas motivações, ou você nunca ouviu falar da La Décima? Ramos não perdoou. Aos 93' minutos, subiu mais alto que toda a defesa rojiblanca e empatou levando a partida à prorrogação.

Abalados pelo empate sofrido nos acréscimos, o Atlético não pode conter os merengues que viraram a partida e sacramentaram a vitória por 4-1. Após encostarem as duas mãos na taça e verem o zagueiro roubá-la, os colchoneros tinham agora um novo algoz e os blancos, um novo herói.

O artilheiro do mundial! - Mundial de Clubes 2014

Foto: Getty Images

Já eternizado como herói da décima conquista de Uefa Campions League do Real Madrid, o camisa quatro seguia o que seria apenas o início de uma trajetória decisiva para a história recente do clube espanhol. Favorito ao título do mundial, o Real precisou da ajuda do zagueiro para levantar o troféu que o sacramentou como melhor equipe do mundo naquele ano.

Ramos fez o primeiro gol da equipe na competição quando abriu o placar frente ao Cruz Azul, em partida válida pelas semi-finais do torneio. Além disso, também foi pioneiro na final, quando abriu o placar contra o San Lorenzo. Gareth Bale completou a vitória merengue por 2-0 em cima do time do Papa.

A volta do algoz colchonero - Uefa Champions League 2016

Foto: Getty Images

Dois anos depois, a final do torneio de clubes mais importante da Europa voltava a ser disputado pelos dois principais clubes da capital espanhola. Desta vez, a expectativa era de um cenário diferente ante a um embalado Atlético de Madrid, comandado por Griezmann. No entanto, quis o destino que a Undécima fosse conquistada nos pênaltis.

Mas, há um longo caminho até chegarmos aos pênaltis. Ainda com a bola rolando, Ramos fez o caminho inverso e abriu o placar para o Real Madrid que, desta vez, saía na frente da decisão. A torcida rojiblanca viu passar em sua frente um filme em que Sérgio Ramos fora designado, novamente, ao papel de vilão. No entanto, Ferreira Carrasco tratou de empatar, dando esperanças ao Atléti.

A prorrogação trouxe apenas nervosismo e ansiedade à cidade de Madrid que, dividida, aguardava o balançar das redes para saber se ria, ou se chorava. Quis o destino que Ramos, desta vez, não fosse o principal culpado pela derrota colchonera, mas sim Juanfran, ícone de garra do clube. Mas, Sérgio tem seu valor atribuído ao primeiro gol e a boa partida realizada.

O retorno do herói! - Supercopa da Uefa 2016

Foto: Michel Steele/VAVEL.com

Ramos parece ter se especializado em decisões contra espanhóis, foi assim nas duas conquistas em cima do Atlético de Madrid e foi assim na conquista da Supercopa européia frente ao Sevilla, campeão da Uefa Europa League daquele ano. E quis o destino que Ramos fosse importante mais uma vez e novamente empatando uma partida dada como perdida por muitos de seus torcedores.

A partida que, à princípio, fora considerada fácil por alguns torcedores se desenhou de maneira extremamente contrária. O Sevilla, com seu esquema tático bem montado e um ataque potente, surpreendeu os merengues ao virar o jogo com Franco Vázquez e Konoplyanka, após Asensio abrir o placar para o Real.

O final da partida trouxe o nervosismo, mas Ramos sabia o que fazer e aos 93' minutos de jogo, os mesmos 93 minutos em que empatou a final da La Décima, se posicionou como um atacante, viu Lucas Vázquez cruzar e, sozinho, escorou para o fundo do gol para desespero do time do Sevilla que, com as duas mãos na taça (assim como o Atlético em 2014) viu Ramos tornar-se seu algoz e posteriormente, sofreu com o gol de Carvajal que deu o título pro Real.

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