Donnarumma brilha nos pênaltis, Milan bate Juventus e fatura Supercopa Italiana

Com vitória nos pênaltis por 4 a 3, o Milan bateu a Juventus nesta sexta-feira (23), em Doha, no Catar, e faturou a Supercopa Italiana 2016. Considerado o sucessor de Gianluigi Buffon na seleção da Itália, o jovem Gianluigi Donnarumma, de apenas 17 anos, pegou a cobrança de Paulo Dybala, enquanto Mario Pasalic foi o responsável por marcar o gol do título.

No tempo normal, a Juventus saiu na frente com Giorgio Chiellini. O zagueiro aproveitou cobrança de escanteio de Miralem Pjanic para abrir o placar. Já o Milan empatou no final do primeiro tempo, com Giacomo Bonaventura. Um dos destaques do time milanista no jogo, Suso cruzou na área e o meia testou no canto direito de Buffon.

O Milan conquista seu sétimo título de Supercopa Italiana, igualando o recorde da própria Juventus, que até então era a maior vencedora da competição. A taça do torneio também pode ser o último título da gestão Silvio Berlusconi, que deve deixar a presidência do clube em março de 2017. O grupo chinês Sino-Europe Sports está finalizando o processo de aquisição da agremiação. Desde 2011 o time rossonero não conquistava um título de expressão.

Juve começa melhor e abre o placar, mas Milan reage com gol de Bonaventura

Dúvidas para antes do jogo, o lateral-direito Lichtsteiner e o meia Pjanic reforçaram a Juventus, que foi a campo num 4-3-1-2. Já o Milan teve uma alteração em relação à última partida, contra a Atalanta: o ítalo-peruano Lapadula deu lugar ao colombiano Bacca na referência do ataque. Time rossonero armado no tradicional 4-3-3.

Como já era de se esperar, a Juventus propôs jogo nos primeiros minutos do duelo, e Mandzukic logo experimentou o goleiro Donnarumma. O atacante recebeu ótimo lançamento de Rugani, ajeitou a bola e soltou um foguete, que queimou nas luvas do jovem arqueiro.

A Juve continuou reduzindo os espaços do Milan, que por sua vez sofria para fazer a transição da defesa ao ataque. A bola custava a passar pelo meio-campo rossonero. Aproveitando a fragilidade do rival, os bianconeri chegaram pela segunda vez; agora, com Sturaro: recebeu de Higuaín e finalizou de canhota, para a defesa de Donnarumma. Porém, no lance seguinte saiu o gol.

Após cobrança de escanteio de Pjanic, Chiellini chutou a bola junto com Mandzukic e estufou a rede do rival. Contudo, o clube de Turim “tirou o pé” após abrir o placar, e o Milan, ainda que sem consistência no meio-campo, empatou o duelo antes do intervalo. Suso levantou bola na área, Bonaventura antecipou à marcação de Lichtsteiner e testou no canto de Buffon.

Milan melhora, Juve iguala ritmo, e partida à prorrogação

O Milan voltou melhor para o segundo tempo. Prova disso era o volume de jogo dos rossoneri, que conseguiram pressionar a Juventus por cerca de dez minutos. Em meio à pressão, o time de Vincenzo Montella carimbou o travessão de Buffon: Suso cobrou na área e Romagnoli testou, atingindo o poste superior.

A Juve, por sua vez, adotou uma postura mais cautelosa. Aproveitando as descidas frequentes dos milanistas ao ataque, a equipe de Massimiliano Allegri passou a explorar os contra-ataques. E um deles quase resultou num belo gol de Khedira, não fosse Donnarumma para espalmar com a mão direita.

Para dar mais poder de fogo à Juve, Allegri tirou o meia Pjanic para colocar o atacante Dybala. A alteração surtiu efeito, e a sensação argentina exigiu duas boas defesas de Donnarumma em arremates de longa distância. Já o técnico do Milan, Montella, respondeu à substituição da Juventus ao trocar o apagado Locatelli pelo croata Pasalic.

A partida caminhava à prorrogação, mas não era por falta de esforço. Embora o ritmo estivesse cadenciado, as duas equipes não abdicavam do ataque, o que deixava o confronto totalmente aberto. Espetado no flanco direito do setor ofensivo, Suso era o atleta que mais bagunçava a defesa juventina. Em sua jogada clássica – encara e dribla o defensor, abre espaço com sua canhota e cruza na área –, ele colocou a bola na cabeça de Bacca, que cabeceou para baixo e exigiu intervenção espetacular de Buffon.

Prorrogação

A primeira etapa da prorrogação teve apenas uma grande chance de gol. Logo nos minutos iniciais, o Milan avançou em bloco, abafando a Juve. Bonaventura pegou a bola dentro da área e finalizou forte, mas Buffon defendeu; o rebote ficou com Bacca, que deixou a redonda escapar e não conseguiu marcar.

Já o segundo tempo foi completamente dominado pela Juventus. A equipe bianconera teve pelo menos três boas chances de anotar o segundo tempo e faturar a Supercopa Italiana. Evra chegou a estufar a rede de Donnarumma, mas estava impedido. Depois, Dybala teve a bola do jogo, mas pegou muito embaixo dela e isolou.

Pênaltis

Juve: Marchisio marcou

Milan: Lapadula parou no Buffon

Juve: Mandzukic cobrou no travessão

Milan: Bonaventura marcou

Juve: Higuaín marcou

Milan: Kucka marcou

Juve: Khedira marcou

Milan: Suso marcou

Juve: Dybala parou em Donnarumma

Milan: Pasalic marcou e deu o título ao Milan

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