Ídolo do Arsenal, Lehmann questiona caráter de Sánchez e Özil: "Não adianta saber driblar"

Jens Lehmann chegou ao Arsenal em julho de 2003 sob a situação de substituir David Seaman, ídolo e titular absoluto do clube nos 13 anos antes de sua contratação. Mentalidade forte, porém, não é o que falta ao alemão. Tendo tamanho caráter, porém, o fez questionar ao The Sun sobre as condições que Alexis Sánchez, Mesut Özil e Shokdran Mustafi se encontram no clube londrino, acreditando que o chileno, por exemplo, anda tendo seu futebol prejudicado pelo seu mau-humor.

Desde que chegou ao Arsenal depois da Copa do Mundo de 2014, Sánchez logo tomou o posto de principal jogador do time de Arsène Wenger. Nesta temporada, por parâmetro, o chileno é o jogador que mais participou de gols pela Premier League, sendo 18 gols e nove assistências - totalizando 27, em 27 partidas.

Nos últimos jogos, porém, atitudes do camisa 7 dentro e fora de campo têm sido questionadas pela imprensa, mesmo com Wenger desmentindo tudo. Lehmann também participou dessa onda de críticas. "Eles falam sobre o Sánchez ser um ótimo jogador, mas se você está de mau-humor, você não pode ter tal posto. Você precisa ser bom mentalmente também, não adianta saber apenas driblar", frisou o alemão.

Quando se trata de saber o melhor jogador do Arsenal no papel e em campo, Özil sempre vem a mente junto a Alexis. Mas nos últimos anos, o camisa 11 vem apresentando sinais fortes de frustração com a situação do clube, chegando a dizer em janeiro que só conversaria sobre renovação quando Wenger se decidisse sobre sua saída do comando técnico do clube. O meia, no entanto, também não fugiu das palavras do compatriota, que também falou de Mustafi.

"Também existe um questionamento sobre o Özil: quanto ele pode contribuir quando a situação aperta?", indagou. "Mustafi [por outro lado] não tem culpa se pagaram £ 35 milhões por ele. Se alguém me comprar por esse preço, no próximo dia não sou um bom jogador. Eu sei que ele está dando o máximo de si, mas às vezes o time toma cinco gols e ele precisa se perguntar se é suficiente", completou.

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