Treinadora da Itália Sub-16 pede mais mulheres no futebol: "Espero que se torne natural"

Treinadora da Itália Sub-16 pede mais mulheres no futebol: "Espero que se torne natural"

Patrizia Panico acredita que seu exemplo possa abrir portas para mais técnicas à frente de times masculinos

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Charley Moreira

Nova treinadora da seleção italiana masculina sub-16, a ex-jogadora Patrizia Panico, de 42 anos, teve nessa quarta-feira (22) seu primeiro teste à frente dos azzurri. No estádio Bentegodi, em Verona, os italianos perderam para a seleção alemã da mesma categoria, por 4 a 1, em jogo amistoso. Foi a primeira vez que uma mulher treinou uma equipe de futebol masculino.

Panico ficará à frente da seleção italiana sub-16 enquanto Daniele Zoratto, antecessor dela, estiver comandando a categoria sub-19.

Eu estava bem, muito calma e muito serena”, admitiu a técnica, ao jornal Gazzetta dello Sport. “Eu me considero uma pessoa racional, não me deixo levar pelas emoções, sejam elas positivas ou negativas”, completou.

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Depois de fazer história, Panico quer, agora, servir como exemplo para as mulheres que visam quebrar a barreira do preconceito e terem mais visibilidade dentro do esporte. “Espero que tudo isso se torne natural o mais rápido possível, não porque as mulheres sejam melhores que os homens, mas porque é correto que todos tenham as mesmas oportunidades de treinamento e trabalho”, enfatizou.

Só espero que o meu exemplo possa se tornar normal, isso significaria que as mulheres alcançaram um nível significativo de emancipação no esporte. Espero que, com esse passo, apontemos o caminho”, concluiu.

Panico é a mulher que mais vezes vestiu a camisa da seleção italiana feminina, com 204 jogos; a ex-atacante também contabiliza 110 gols, recorde da categoria. Artilheira da Serie A (primeira divisão da liga italiana) por 12 vezes, ela entrou para o Hall da Fama do Futebol Italiano em 2015.

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