O topo 21 anos depois ou a hegemonia pela Duodécima: Juventus e Real fazem final da UCL
  • Juventus e Real Madrid decidem neste sábado (3), em Cardiff, no País de Gales, o título mais desejado pelos clubes europeus: a Uefa Champions League. Os italianos visam à conquista do título depois de 21 anos, ao passo que os merengues querem a Duodécima. As ruas da cidade, agitadas e abarrotadas de torcedores de ambos os finalistas, exalam ansiedade e expectativa para o pontapé inicial, que ocorre às 15h45.
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Os dois elencos fizeram nessa sexta-feira (2) suas primeiras atividades no gramado do Millenium Stadium, estádio que recebe a finalíssima. Para não arriscar lesões, ambos os times fizeram apenas treinamentos leves, visando principalmente o reconhecimento do gramado.

Três representantes de cada equipe participaram do último Media Day antes da decisão. Pelo lado da equipe italiana, falaram à imprensa Gianluigi Buffon, Daniel Alves e Massimiliano Allegri. Pelo lado espanhol, os escolhidos foram Sergio Ramos, Marcelo e Zinedine Zidane.

Entrevistas: Juventus

Dani Alves, Buffon e Allegri conversaram com imprensa (Foto: Handout/Uefa via Getty Images) 

Pelo lado bianconero, Allegri manteve o mistério, afirmando ainda não ter a escalação ideal definida. Sobre a partida, o Mister falou sobre a emoção de estar novamente em uma decisão europeia e afirmou que sua equipe precisará colocar "orgulho e coração" dentro de campo, assim que a bola rolar.

"É maravilhoso estar aqui, mas nós temos que acreditar que é possível levar para nossa casa este troféu. Será necessário muito equilíbrio e força mental. Trabalhamos durante a semana para consertar pequenas coisas, mas agora estamos prontos. No momento do apito inicial, precisaremos fazer tudo o que for possível para ganhar. Temos que colocar orgulho e coração em nossa performance", destacou Allegri, que perdeu a final da Champions 201415 para o Barcelona.

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Novamente questionado acerca da Bola de Ouro, Gianluigi Buffon reafirmou seu foco exclusivo na conquista da Champions League, mas comentou em "conto de fadas" caso o prêmio de melhor do mundo venha após erguer o troféu na decisão.

"Eu considero a Bola de Ouro gratificante, mas secundária, sinceramente. A única coisa que importa agora é vencer amanhã. Entretanto, se acontecer no futuro [vencer a Bola de Ouro], eu receberei de braços abertos. Seria um encerramento perfeito, e as pessoas amam um final feliz em um conto de fadas", bradou.

O último desafio para uma temporada épica

Juventinos querem título que não vem desde 1996 (Foto: Massimiliano Ferraro/Nurphoto via Getty Images)

Vecchia Signora chega à decisão embalada pela expectativa de fazer algo inédito em sua história: conquistar a Tríplice Coroa. Com os títulos da Copa Itália e da Serie A na temporada, a Juventus pode igualar o feito até então exclusivo da Internazionale de 2010, na Itália. Além disso, vencer a Champions League neste sábado encerraria o jejum de 21 anos sem conquistar o continente.

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A última vez que a Juve ergueu a taça mais importante da Europa foi na temporada 1995/96, quando bateu um forte Ajax na decisão. O curioso é que, nessa ocasião, a Vecchia Signora freou a possibilidade da equipe holandesa conquistar o bicampeonato da Champions, tendo em vista que o Ajax havia vencido a competição em 1994/95. E é exatamente essa a missão juventina em 2016/17: brecar novamente a possibilidade de um bicampeonato, desta vez merengue. 

O elenco juventino atual, montado e reforçado visando superar o doloroso vice em 2014/15, terá a responsabilidade de melhorar o retrospecto bianconero em decisões. Ao todo, são oito finais disputadas e apenas dois títulos ao longo da história. Cairá por terra o tabu de duas décadas?

Entrevistas: Real Madrid

Marcelo, Ramos e Zidane no Media Day (Foto: Handout/UEFA via Getty Images)

Pelo lado merengue, Zidane também optou por fazer mistério e não deu indícios se escalará Bale ou Isco. Ao longo da semana, Bale demonstrou resignação com a possibilidade de não sair jogando, ao afirmar que ainda não está em sua condição física ideal. O treinador francês falou sobre "igualdade de condições", ao analisar as chances de cada equipe na grande decisão.

"Nós estamos prontos e preparados. Trabalhamos duro para chegar até aqui e também para conquistar a Liga, então estamos em boa forma. Não há pressão. Em nossas vidas como atletas/treinadores, estamos acostumados com esse fator. Sempre falam que o Real Madrid é o favorito em qualquer decisão, mas este não é o caso. Ninguém é favorito aqui, as duas equipes possuem 50% de chance."

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Para Sergio Ramos, o que o Real Madrid construiu nas últimas temporadas não entrará em campo e não será decisivo contra a Juventus. Por isso, é essencial esquecer tudo que o elenco atual já conquistou e focar apenas no próximo troféu.

"Acredito que teremos amanhã um encontro com a história. Precisamos esquecer tudo que conquistamos até agora, uma vez que isto não faz diferença quando se está em campo. O próximo troféu é sempre o melhor e o mais especial", afirmou o zagueiro.

O sonho de seguir fazendo história

Torcida merengue quer o bicampeonato da Champions                         

O "Senhor das Copas", dono da maior e mais vencedora história na Champions League, quer aumentar ainda mais a sua sala de troféus. Será a 15ª vez que o Real Madrid tenta conquistar o continente, líder absoluto em participações na grande decisão. Além disso, o retrospecto merengue em finais é simplesmente avassalador: são 11 títulos e apenas três vice-campeonatos.

Considerando toda a história da Champions League, inclusive quando ainda se chamava Taça dos Campeões, o Real Madrid é a única equipe espanhola com um bicampeonato consecutivo. Erguendo o caneco neste sábado (3), a equipe madridista se transforma também na única equipe europeia a conquistar dois bicampeonatos na história da competição. 

Apesar desta vasta vivência no torneio, o Real terá pela frente um adversário que vem lhe incomodando nas últimas edições. Em 2014/15, a Juventus eliminou a equipe espanhola na semifinal. O poderoso ataque madridista, liderado por Cristiano Ronaldo, será capaz de furar a defesa que só tomou apenas um gol (!) nas últimas seis partidas pela competição?

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