Seleção VAVEL da Premier League 2016/17
Arte: Hugo Alves/Editoria de Arte

Como já é costume na VAVEL Brasil, ao fim de temporada europeia uma seleção dos melhores jogadores de cada campeonato nos principais países do Velho Continente é feita. E com a Inglaterra não é diferente. O torneio, que é caracterizado pelo seu entretenimento e diversas estrelas em todos os âmbitos de cada time, não teve suas características alteradas para a temporada de 2016/17, que contou com o Chelsea como o seu mais novo campeão, depois de uma época passada para esquecer.

A Seleção VAVEL da Premier League na temporada que chegou ao fim está recheada com jogadores dos dois primeiros colocados, tendo oito em conjunto, sendo quatro do Tottenham e quatro do Chelsea. Os Spurs tiveram um ano ainda melhor que o do passado, terminando com a melhor defesa e o melhor ataque do certame. Foi a primeira vez que um clube terminou com tais estatísticas e não levou o caneco, porém. Os Blues, do novato Antonio Conte, brilharam com consistência depois da primeira metade do ano.

Goleiro: Hugo Lloris, do Tottenham

Arqueiro que menos tomou gol na competição, o francês teve mais um sólido ano debaixo das traves dos Spurs. Lloris terminou o ano com 15 clean sheets ao todo, com médias de mais de uma defesa difícil por jogo. Quando a bola passava pela sólida defesa do Tottenham, o goleiro estava lá para afastar o perigo e fazer valer seu nome na seleção da VAVEL mesmo que ele tenha sofrido com duas lesões pequenas durante a temporada.

Menções honrosas: Thibaut Courtois (Chelsea) e Fraser Forster (Southampton)

Foto: Ian Kington / Getty Images
Foto: Ian Kington / Getty Images

Lateral-direito: Héctor Bellerín, do Arsenal

De volta na nomeação, o espanhol teve outro sólido ano - mesmo que tenha errado em determinados momentos - apesar do ano dos Gunners não ter sido o esperado no início da temporada. O poderio ofensivo do lateral é explosivo, tendo a velocidade como sua maior aliada não só no ataque, como na defesa também. Seus números podem não ser os mais chamativos, mas certamente sua presença em campo é sentida.

Menção honrosas: Antonio Valencia (Manchester United)

Foto: NurPhoto / Getty Images
Foto: NurPhoto / Getty Images

Zagueiro: Toby Alderweireld, do Tottenham

Outro representante da melhor defesa do campeonato, sem surpresas. Os anos de Alderweireld com o Tottenham são muito sólidos no aspecto defensivo e também no ofensivo. O zagueiro criou sete chances no ataque e marcou um gol na temporada, além de se apresentar perigoso em jogadas de bola parada. No âmbito de defesa, porém, elevou seu jogo em momentos decisivos da temporada e foi fundamental no vice-campeonato da sua equipe.

Foto: John Patrick Fletcher / Getty Images
Foto: John Patrick Fletcher / Getty Images

Zagueiro: César Azpilicueta, do Chelsea

O primeiro dos quatro jogadores que o campeão tem na seleção. Azpilicueta já era um jogador extremamente completo na defesa e, no esquema com três zagueiros de Conte, conseguiu se firmar de maneira que superou alguns zagueiros de ofício. Além de dar mais segurança atrás, no ataque conseguiu marcar seu único gol no ano no jogo de comemoração do título, fazendo valer todo o seu esforço ao longo da temporada.

Menções honrosas: Gary Cahill (Chelsea), David Luiz (Chelsea), Laurent Koscielny (Arsenal) e Virgil Van Dijk (Southampton)

Foto: Catherine Ivill / Getty Images
Foto: Catherine Ivill / Getty Images

Lateral-esquerdo: Marcos Alonso, do Chelsea

Uma contratação acertada em cheio pelo time londrino no começo da temporada. Proveniente da Fiorentina, o espanhol se destacou logo de cara jogando na ala do esquema de Antonio Conto, fazendo bem os trabalhos que um jogador da posição exige: marcar, desarmar e explorar seu flanco. O consistência que o jogador apresentou durante todo o ano lhe rendeu lugar na seleção, sendo mais um do campeão.

Menção honrosa: Danny Rose (Tottenham)

Foto: Catherine Ivill / Getty Images
Foto: Catherine Ivill / Getty Images

Volante: N’Golo Kanté, do Chelsea

Primeiro jogador a ser campeão dois anos seguidos em times diferentes na Premier League, Kanté provou que seu talento é maior que o esquema que pode favorecer o seu futebol. Sólido, seguro defensivamente e com aspectos de evolução no ataque, o francês se mostra cada vez como um dos principais volantes do mundo. Seu papel foi fundamental no esquema mais defensivo do seu comandante, sendo extremamente colaborativo para o título.

Menções honrosas: Eric Dier (Tottenham), Victor Wanyama (Tottenham)

Foto: Catherine Ivill / Getty Images
Foto: Catherine Ivill / Getty Images

Meio-campista: Ander Herrera, do Manchester United

É possível que o espanhol seja o jogador mais subestimado do campeonato. Seu poder de decisão sobre qual movimento fazer com o tempo é fundamental para que seu ataque consiga se apresentar de maneira consciente e eficiente. Ele também consegue completar a sua dupla do double-pivot (dois volantes alinhados) quando está envolvido na defesa, o que o faz ainda mais completo.

Menção honrosa: Dele Alli (Tottenham)

Foto: John Peters / Getty Images
Foto: John Peters / Getty Images

Meio-campista ofensivo: Alexis Sánchez, do Arsenal

O melhor jogador Gunner na temporada e o único que fez com que o time fosse capaz de conquistar algo mais para o final. Um dos artilheiros da competição, o chileno conseguiu obter 24 gols em 38 jogos, além de ter criado 78 chances de gol. Apesar de estar indo para seu último ano de contrato, o comandante Arsène Wenger já disse que o atleta permanecerá para o time na próxima temporada, assegurando possivelmente mais um ano na seleção do campeonato.

Foto: Clive Mason / Getty Images
Foto: Clive Mason / Getty Images

Meio-campista ofensivo: Christian Eriksen, do Tottenham

A evolução anual que o dinamarquês enfrenta é notável. A armação do melhor ataque da liga passa pelos pés do meia, que também arquiteta jogadas de bola parada, além de também conseguir marcar seus tentos na competição. Fundamental na tática de Pochettino e o time funciona perfeitamente com ele jogando no centro do campo. 

Menção honrosa: Kevin De Bruyne (Manchester City)

Foto: Power Sport Images / Getty Images
Foto: Power Sport Images / Getty Images

Meio-campista ofensivo e melhor jogador: Eden Hazard, do Chelsea

O último representante do time que levantou o caneco no ano, mas o melhor sempre fica para o fim. Mais uma temporada magistral do belga que desponta como um dos melhores jogadores do mundo. Toda a campanha do Chelsea não teria dado tão certo sem a importância que o meia passa em campo. Velocidade, drible, inteligência, passe, finalização, compostura e frieza são algumas das qualidades do completo jogador.

Seus números falam por si só, diga-se. Foram 16 gols e mais de 80 chances criadas no ataque de Antonio Conte. Teve 84% dos passes completados e 55% de precisão do chute. Isso, aliado com as qualidades supracitadas o tornam uma arma letal para o ataque de qualquer time. 

Foto: Michael Regan / Getty Images
Foto: Michael Regan / Getty Images

Atacante: Harry Kane, do Tottenham

Esta foi a terceira temporada em que o inglês se destacou pelo seu time na temporada, sendo um dos principais nomes para que o melhor ataque da liga funcionasse. Se a bola sempre passava pelos pés de Eriksen, era Kane o último a tocar. E sua última semana na competição apenas provou o talento e coroou a temporada do camisa 10 dos Spurs: foram oito gols nos últimos três jogos. Ao todo, foram 26 gols e a artilharia de brinde. 

Foto: Laurence Griffiths / Getty Images
Foto: Laurence Griffiths / Getty Images

Melhor técnico: Antonio Conte, do Chelsea.

Outra contratação extremamente acertada do clube da capital. Apesar do início devagar, a derrota para o rival Arsenal na primeira parte do campeonato por 3 a 0 fez com que o time conseguisse se renovar, fazer algumas alterações prudentes e seguir com o trabalho consistente a partir desse momento. Título antecipado merecido e prêmio de técnico do ano na Seleção VAVEL da Premier League. 

Foto: Chris Brunskill Ltd / Getty Images
Foto: Chris Brunskill Ltd / Getty Images

Revelação: Gabriel Jesus, do Manchester City.

Esteve na Inglaterra por apenas seis meses, dos quais parte desse tempo esteve presente no departamento médico, é verdade. Mas a estrela do brasileiro brilhou em muitos momentos desse período, tendo participação em 11 gols em apenas oito partidas como titulares e duas como reserva. Isso é uma média de mais de uma participação em tento por jogo (gol ou assistência), números altos para um recém-contratado que pulou o período de adaptação na terra da rainha. O brilho do ex-palmeirense ainda vai ser muito mais forte.

Menção honrosa: Tom Davies (Everton)

Foto: Ian Walton / Getty Images
Foto: Ian Walton / Getty Images
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