Rússia e Nova Zelândia fazem o jogo de abertura da Copa das Confederações
Arte: VAVEL.com

No próximo sábado (17), Rússia e Nova Zelândia dão o pontapé inicial para a edição da Copa das Confederações, que será disputada na Rússia.

Jogando na Arena Zenit, o time da casa chega como um dos favoritos no Grupo A, que conta ainda com Portugal e México.

O time da casa busca a vitória na estreia para animar seu torcedor que já está acompanhando a equipe nessa preparação. Uma aproximação com seu torcedor é fundamental para o time comandado por Stanislav Cherchesov, os treinos no estádio do CSKA tinham bastante torcedores apoiando a equipe, principalmente o goleiro Igor Akinfeev, que atua pelo CSKA.

Numa prévia do que vai começar neste sábado (17), a seleção anfitriã fez seu último teste antes da Copa das Confederações diante do Chile – atual bicampeão da Copa América.

A torcida mostrou que vai apoiar a equipe da casa e compareceu em bom número no estádio do CSKA. E com esse apoio das arquibancadas que o time russo fez um jogo equilibrado diante dos chilenos e por pouco não saíram com a vitória - empate em 1 a 1, com gol do zagueiro Vasin.

Já a Nova Zelândia chega com certa desconfiança para a disputa, apesar de estar na fase final da Oceania nas Eliminatórias da Copa.

Enquanto os donos da casa chegam com moral após o empate diante do Chile, os neozelandeses chegam como “azarões” para a disputa. O time comandado por Anthony Hudson vem de duas derrotas seguidas, diante de Belarus e Irlanda do Norte, as duas por 1 a 0.

Apoiada pela torcida, Rússia disputa sua primeira Copa das Confederações

Depois de duas participações pouco animadoras na Copa do Mundo do Brasil e na Eurocopa da França – onde não venceu nenhuma partida nas duas competições – a equipe da casa ganhou um ânimo extra depois da chegada do treinador Stanislav Cherchesov.

Apesar de um começo com nenhuma vitória nos seis primeiros jogos (3 empates e 3 derrotas), o time conseguiu dois bons resultados: venceu a Hungria por 3 a 0 e empatou, em casa, com o Chile por 1 a 1.

Depois de fazer alguns testes nos amistosos, Cherchesov resolveu apostar num misto de jogadores veteranos e já consagrados com jovens que ainda busca despontar no cenário mundial.

Essa renovação vem dando resultado, fato é que um dos principais jogadores da seleção russa é Fyodor Smolov, 27 anos, artilheiro do Campeonato Russo atuando pelo Krasnodar e um dos destaques da equipe na disputa da Liga Europa.

Mas nem tudo são alegrias para o técnico russo, dois nomes que se destacaram nos últimos anos ficaram de fora: o meia Dzagoev e o atacante Dzyuba. Além deles, Zobnin, uma das revelações russas da temporada, teve uma lesão grave no joelho no amistoso diante da Hungria e foi cortado.

Na montagem do time, o destaque do meio campo da seleção anfitriã é Glushakov, um dos destaques do Spartak Moscou na conquista do título russo. O jogador responsável pela armação da equipe é Golovin, titular do CSKA, e visto como um dos principais jogadores da equipe.

Com laterais bastante ofensivos, o treinador aposta em Zhirkov e Samedov para apoiar a equipe nas subidas ao ataque. O brasileiro naturalizado Mário Fernandes poderia ser uma opção, mas está fora da competição por conta de uma contusão.

Debaixo das traves, a vaga continua sendo de Akinfeev, que está a mais de 10 anos defendendo a seleção. Na reserva, um brasileiro naturalizado, Guilherme, que foi revelado pelo Atlético Paranaense e que está no Lokomotiv Moscou desde 2007.

Desacreditada, Nova Zelândia chega para a sua quarta Copa das Confederações

Depois de ficar de fora da última edição, disputada no Brasil, quando viu o Taiti viajar para o solo brasileiro. A seleção da Nova Zelândia está de volta à competição.

A equipe tem um objetivo claro neste ano, conseguir a primeira vitória na competição, já que nunca venceu nas outras três edições que disputou – foram oito derrotas e um empate com o Iraque, em 2009. Outro ponto importante é que a equipe marcou apenas dois gols na história da Copa das Confederações e sofreu 24.

Apesar dos últimos maus resultados, a equipe já mostrou um crescimento no cenário do futebol mundial. Na Copa do Mundo de 2010, conseguiu três empates diante da Itália, Paraguai e Eslováquia.

A saída dos jogadores do país para disputar ligas mais fortes – na Europa e na Austrália - é um dos principais motivos para esse crescimento do futebol local.

Apesar de não ter nenhum nome em grandes clubes, o atacante Chris Wood é um dos destaques da seleção e foi artilheiro da segunda divisão inglesa pelo Leeds United com 27 gols. Outro destaque no ataque da seleção é Shane Smeltz, com 35 anos, é o maior artilheiro da seleção em atividade.

O treinador Anthony Hudson assumiu a seleção em 2014, depois de treinar o Bahrein. Grande fã de José Mourinho e Marcelo Bielsa, o treinador é filho de Alan Hudson, que passou pelo Chelsea. E o trabalho já rendeu o título de campeão da Oceania e a vaga na Copa das Confederações deste ano.

Apesar do título, o time passou por sufoco na competição continental. Depois de uma boa primeira fase com 100% de aproveitamento, nas semifinais, venceu a Nova Caledônia por 1 a 0. Na grande final, empatou com Papua Nova Guiné no tempo normal e conquistou o título nos pênaltis.

Na busca pela vaga na Copa do Mundo de 2018, a Nova Zelândia garantiu a vaga na final depois de ser líder do Grupo A das Eliminatórias da Oceania e disputa com as Ilhas Salomão a vaga na repescagem contra o quinto colocado da América do Sul, que hoje seria a Argentina.

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