Celta de Vigo 2017/18: busca por equilíbrio e aproveitamento de potencial
Foto: Editoria de Arte/VAVEL Brasil

Após uma temporada de contrastes, o Celta de Vigo tem a difícil missão de achar equilíbrio para a edição 2017/18. Se por um lado a equipe celeste esteve a um passo de jogar a final da Europa League, por outro deixou bastante a desejar no campeonato espanhol. Em 13º lugar na tabela, o time teve a pior colocação na La Liga desde a temporada 2012/13 — a primeira desde a volta à primeira divisão após cinco anos na segunda — quando ficou a apenas um ponto do rebaixamento. 

Com 19 pontos de distância para uma classificação na Europa League, o Celta não poderá contar agora com o impulso da recente boa campanha e precisará brigar por uma posição mais alta na liga, se quiser figurar entre os participantes em um futuro próximo. De técnico novo, embalo europeu, contando com a estrela Iago Aspas e a mítica de Balaídos, o time pode se dar o luxo de mirar mais alto do que a parte inferior da tabela, porém terá que traduzir os indicadores positivos em resultados concretos e não se permitir relaxar.  

Pré-temporada

O Celta já disputou seis amistosos em sua pré-temporada, e ainda possui um a jogar contra a Roma no domingo (13). Dentre esses, acumulou uma vitória contra o Sporting de Gijón, uma derrota contra o Brentford FC, da Inglaterra, e quatro empates — contra o Racing de Ferrol, o Burnley, o Bayer Leverkusen e a Udinese, para qual perdeu na disputa de pênaltis.

Mercado de transferências

Para a próxima temporada, o time celeste trouxe reforços pontuais para o setor de ataque e meio campo. O eslovaco Stanislav Lobotka, que chamou atenção na Euro sub-21, foi comprado do time dinamarquês Nordsjælland para compor o meio campo, assim como o espanhol Jozabed Sánchez, que estava no Celta por empréstimo e agora assinou por quatro temporadas. O atacante uruguaio Maxi Gómez também incorporou o elenco, assinando até 2022, e o atacante sérvio Dejan Drazic irá atuar tanto pelo Celta como pela filial do time, o Celta B. 

Estiveram de saída o meio-campista espanhol Josep Señé, cedido ao CyD Leonesa, o atacante italiano Giuseppe Rossi e o também meio-campista gabonês Levy Madinda, canterano do Celta que esteve emprestado ao Nástic pelas duas últimas temporadas. Os célticos ainda cederam quatro jogadores por empréstimos de um ano: o meio-campista espanhol Borja Fernandez para o Reus Deportiu, o atacante espanhol Borja Iglesias para o Real Zaragoza, o ponta esquerda belga Theo Bongonda para o time turco Trabzonspor e o ponta-direita espanhol Álvaro Lemos para o Racing Club de Lens. 

Treinador

O Celta encontrou no espanhol Juan Carlos Unzué seu novo comandante, anunciando no final de maio o ex-goleiro e antigo assistente de Luis Enrique de 50 anos como técnico do time principal. Unzué, que era cotado para substituir o treinador culé antes do anúncio de Ernesto Valverde, já havia passado pela equipe celeste enquanto assistente de Luis Enrique na temporada 2013/14, antes do treinador assumir o Barcelona. 

Ele assinou contrato por dois anos, sendo este seu segundo trabalho como treinador, após comandar o Numancia em 2010/11 e o Racing de Santander em 2011/12. Além de integrar a comissão técnica de Luis Enrique, Unzué também trabalhou no Barcelona com Frank Rijkaard, como treinador de goleiros, e permaneceu na posição após a chegada de Pep Guardiola.

Expectativas para a temporada 

Em sua estreia no campeonato espanhol, o Celta jogará em casa e irá enfrentar a Real Sociedad, antes de encarar o Real Betis no Benito Villamarín e retornar ao Balaídos para medir forças com o Alavés. A expectativa para a temporada é considerável, principalmente em relação ao campeonato espanhol, no qual o Celta precisa obter melhor classificação para não se deixar afundar, permanecer na primeira divisão, e manter viva a esperança de disputar um torneio continental. 

A equipe de Unzué precisa melhorar principalmente no trabalho ofensivo. Na temporada 2016/17 o Celta marcou 53 gols, sofreu 69 e ficou com um saldo negativo de -16, número alto considerando que é quase o dobro do Valencia, 12º colocado no campeonato. A principal arma do time celeste para ajudar a balancear o saldo tem nome e sobrenome: Iago Aspas. O atacante espanhol foi o quarto artilheiro da La Liga, com 19 gols, ficando atrás apenas de Messi, Luis Suarez e Cristiano Ronaldo, e traz um imenso poder de fogo para carregar sua equipe. 

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