Timo Werner relembra pressão da mãe ao assinar contrato: "Insistiu para que terminasse estudos"

Atacante da Seleção da Alemanha, atual campeão da Copa das Confederações, um dos principais goleadores da última edição da Bundesliga com 21 gols marcados, atual vice-campeão nacional com o surpreendente RB Leipzig. Tudo com apenas 21 anos de idade. Embora tenha conseguido feitos impressionantes com uma curta carreira futebolística, o atacante Timo Werner mantém os pés no chão e traça ainda mais metas e conquistas a curto e longo prazo.

Em entrevista coletiva ao site oficial da Bundesliga, um dos promissores talentos do futebol germânico comentou sobre sua trajetória nas categorias de base, o alto nível do RB Leipzig e a disputa inédita do clube saxão na Uefa Champions League.

Ao comentar sobre a adaptação pessoal e dos Touros Vermelhos à elite nacional na temporada passada, Werner citou a confiança do grupo em disputar uma boa Bundesliga e que é possível ter orgulho dos recordes do clube, embora esteja ciente de que o sucesso não esteja disponível em todas as temporadas.

“Acho que poucas pessoas teriam feito colocar o clube na ponta da tabela ao fim da temporada. No entanto, sabíamos que tínhamos muita qualidade, um bom espírito de equipe e que conseguimos algo se mostramos isso no campo. Eu acho que conseguimos fazer isso durante toda a temporada. Nós certamente não devemos esperar sucesso em todas as temporadas. Eu nem sequer consideraria uma vaga na Uefa Europa League como um passo atrás nessa temporada. Estamos em três competições nesse ano (Bundesliga, Copa da Alemanha e Uefa Champions League) e queremos aproveitá-las. Ainda somos muito jovens e vamos crescer em equipe. Mas podemos nos orgulhar do que já conseguimos”, disse.

O atacante fez uma análise da fase de grupos da Uefa Champions League. O RB Leipzig está no grupo G da competição continental, ao lado de Monaco, Porto e Besiktas. Para o jogador, as atmosferas entre os estádios internacionais e nacionais não diferem muito e vê o clube com potencial para avançar e fazer ainda mais história na primeira participação.

“Por um lado, estamos felizes em não ter que enfrentar alguns dos favoritos para a competição logo agora. Por outro lado, jogar contra uma equipe como Barcelona ou Real Madrid no Camp Nou ou no Bernabéu, estar não apenas como turista, mas como jogador, seria um destaque absoluto. Istanbul é uma cidade muito boa, e a atmosfera no estádio é excelente. Ensurdecedor. O mesmo acontece com o Porto e seus torcedores, ou foi assim que me disseram. E o Monaco jogou brilhantemente na Uefa Champions League na temporada passada, além de ganharem a Ligue 1 sobre o Paris Saint-Germain. Portanto, estes não são jogos fáceis. Temos de nos concentrar nos nossos jogos em casa. Nós nos tornamos poderosos em casa, mesmo contra o Bayern de Munique. Podemos vencer grandes equipes em casa”, afirmou.

Foto: Ronny Hartmann|Bongarts|Getty Images

Timo Werner falou também sobre os recordes pessoais em tão pouco tempo. Com 21 anos de idade, Werner é o jogador mais novo a assinalar um tento na Bundesliga, primeiro jogador do Leipzig a ser convocado para a seleção, além de ter sido o artilheiro da Copa das Confederações. O atacante comentou sobre quem o ajuda a mantê-lo com os pés no chão e manter o foco para seguir com o desempenho de alto nível.

“Os recordes são coisas boas, mas nenhum defensor na Uefa Champions League vai dizer ‘ali está Timo Werner, que ganhou a Chuteira de Ouro’. Não é assim que funciona. Não é tão difícil manter meus pés no chão. Eu não sou um cara de me ensoberbecer apenas porque marquei alguns gols. Quando estou com minha família e com meus amigos, sou apenas o Timo, o filho, o amigo, apenas uma pessoa como todas as outras”, continuou.

O camisa 11 finalizou a entrevista e conversou sobre a pressão de sua mãe para terminar os estudos, o que teria feito se não se tornasse um jogador de futebol, além de citar suas expectativas para o Stuttgart, clube em que começou sua carreira e que retornou à elite nacional nessa temporada.

“Essa também foi uma luta difícil, mas eu passei. Eu assinei com o Stuttgart antes do fim do ensino médio, aos 17 anos. Eu poderia me concentrar apenas no futebol, mas minha mãe realmente queria que eu terminasse a escola. Nunca pensei em não fazer isso, para ser honesto. Isso não teria sido inteligente. Em retrospectiva, estou bastante orgulhoso por ter conseguido terminar a escola e começar com minha carreira no futebol profissional. Ao me tornar um profissional no Stuttgart tão cedo, rapidamente percebi que eu colocaria tudo em ser um jogador de futebol. Era importante terminar o ensino médio no caso de algo inesperado acontecer. Uma vez que eu me aposentar, eu gostaria de fazer algo não relacionado ao futebol, mas isso é um futuro distante. O Stuttgart hoje tem um grupo de jogadores ambiciosos e o clube, em virtude de sua academia juvenil, provavelmente está indo bem financeiramente. Estou convencido de que fará um bom torneio”, finalizou Werner.

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