Verratti critica torcedores da Itália e diz não concordar com vaias após vitória sobre Israel

A Seleção Italiana venceu Israel nesta terça-feira e deu um passo importante para garantir, ao menos, vaga na repescagem das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. No entanto, o placar de 1 a 0 não convenceu os torcedores, que chegaram a vaiar a Azzurra em alguns momentos. Na saída do campo, o meia Marco Verratti criticou os protestos e fez questão de ressaltar que partidas internacionais nunca são fáceis.

Para tanto, o jogador do Paris Saint-Germain citou mesmo o "absurdo" empate entre França e Luxemburgo e apontou uma característica peculiar dos tifosi: "Não concordo com as vaias, nem com as críticas. Nunca é fácil jogar em nível internacional. Apenas olhem a França empatando contra Luxemburgo, ou a Suécia perdendo para a Bielorrússia. Os torcedores italianos são sempre pessimistas. Mas sabemos que as coisas mudam rápido aqui: basta uma boa atuação para ser um fenômeno, e uma ruim para não ser digno de vestir a camisa."

O meio-campista ainda afirmou que, contra a seleção israelense, a Itália dominou a partida e soube se impor, elogiando o elenco que Giampiero Ventura tem em suas mãos. Além disso, Verratti também deixou claras as dificuldades de se adaptar a um novo esquema tático tendo pouco tempo para treinar.

"Dominamos Israel em termos de posse de bola, tivemos chutes no gol e deveríamos ter vencido por uma vantagem maior, então precisamos ser mais eficientes. Vencemos todos os nossos jogos nas Eliminatórias, a não ser contra a Espanha, mas temos que admitir que eles são superiores a nós neste momento. Acho que temos uma boa mistura de juventude e experiência, mas é difícil ter trabalho tático ficando juntos por tão poucos dias. Vamos crescer ao longo do tempo", garantiu o atleta.

Contratado com a missão de fazer uma espécie de transição na Azzurra, Ventura vem implementando um sistema de jogo baseado no 4-2-4, utilizando Verratti como meia central, ao lado de Daniele De Rossi. No ataque, dois jogadores fazem as pontas, jogando mais abertos, para municiar Belotti e Immobile, centralizados.

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