Boca Juniors bate Tigre com gol no último lance e segue tranquilo na liderança da Superliga

Em La Bombonera, o Boca Juniors venceu o Tigre por 2 a 1 e ampliou a vantagem na ponta para oito pontos. Na quarta, enfrenta o River pela Supercopa

Boca Juniors bate Tigre com gol no último lance e segue tranquilo na liderança da Superliga
Ábila, ex-Cruzeiro, comemora o gol heroico de seu companheiro Leonardo Jara. (Reprodução: Daniel Jayo/Getty Images)
Boca Juniors
2 1
Tigre
Boca Juniors: Rossi; Jara, Goltz, Magallán, Fabra; Nández, Barrios, Pablo Pérez (Reynoso); Pavón, Tévez (Ábila) e Cardona.
Tigre: Chiarini; Pérez Acuña, Niz, Canuto, Garré; Menossi, Cardozo; Pérez Garcia; Morales (Bolaño), Janson (Luna); Stracqualursi (González).

Em partida válida pela 19ª rodada da Superliga Argentina 2017/18, o líder Boca Juniors bateu o Tigre por 2 a 1, neste sábado (10). Os três gols da partida saíram na segunda etapa. O camisa 10 do Boca, Cardona, cobrando pênalti, aos 29’, abriu o placar. Aos 44’, Pérez Acuña empatou, mas Jara, com um gol salvador no último lance, deu a vitória por 2 a 1 aos Xeneizes, que fez o clube manter a vantagem de oito pontos para o segundo colocado Talleres.

A equipe mandante começou dominando em La Bombonera. Aos 5 minutos, o capitão Pablo Pérez, com um genial toque de calcanhar, deixou Tévez em ótimas condições para abrir o placar, mas Carlitos esbarrou no goleiro Julio Chiarini

O Tigre esperava e tentava contra-atacar, através da velocidade de Lucas Menossi e da habilidade de Matías Pérez García. Mas não conseguiu assustar o goleiro Agustín Rossi. Aos 20’, a chance mais clara do Boca: Pavón escapou pela direita e encontrou o colombiano Edwin Cardona na área, que finalizou no travessão.

Na segunda etapa, o Boca seguiu pressionando em busca da vitória - que era tratada como obrigação, por estar enfrentando um adversário que estava 28 pontos abaixo na tabela, e para chegar com moral para o Superclásico válido pela Supercopa. E quem cresceu foi Cardona, que deixou o lado esquerdo e passou a atuar como armador, sem obrigações defensivas, para gerar jogo atuando próximo de Carlos Tévez. Com isso, o goleiro Chiarini foi exigido duas vezes: em um chute do próprio Cardona e em cabeçada de Magallán.

Os minutos se passavam e quem brilhava era Wilmar Barrios, que realizou oito interceptações e cinco desarmes durante a partida. No último terço da partida, ele recuperou e passou para o seu compatriota Cardona, que deu um passe de mais de 30 metros para Pavón. O jovem atacante chegou antes de Pérez Acuña na bola, sofrendo falta do lateral justo sobre a linha da área. Em uma decisão acertada, Germán Delfino assinalou o pênalti, e o colombiano Cardona deslocou o arqueiro Chiarini para abrir o placar: Boca 1 a 0.

Com o jogo próximo do fim, o Boca tinha mais três pontos na conta e controlava a partida sem problemas. Foi quando Christian Ledesma, treinador do Tigre, colocou o artilheiro Carlos “El Chino “ Luna e mandou sua equipe para frente. A alteração surtiu efeito, e aos 44’, Matías Pérez Acuña acertou lindo chute para empatar a partida e calar a Bombonera.

Silêncio, dúvidas, abatimento. Eram pontos perdidos antes de enfrentar o River Plate, além da vantagem sobre o Talleres diminuir. Delfino deu cinco minutos de acréscimos e o Boca foi com tudo para desempatar a partida. Aos 50’, Reynoso finalizou e Chiarini salvou os visitantes. Mas Barrios recuperou a bola e lançou Ramón "Wanchope" Ábila - acabara de entrar no lugar de Carlitos -, que tocou para Leonardo Jara, sozinho, marcar o 2 a 1 para o Boca Juniors e fazer a Bombonera explodir. 

E os bosteros já começam a fazer as contas para confirmarem seu 33º título do Campeonato Argentino: basta vencerem cinco dos oito jogos restantes. No próximo domingo, às 17h45, enfrentam o Decano, em Tucumán. Mas antes, entram em campo na próxima quarta-feira, para enfrentarem o River Plate, pela Supercopa Argentina.

Há quatro jogos sem vencer, o Tigre, 23º colocado com 15 pontos, recebe o Independiente no José Dellagiovanna, na segunda-feira (19), às 21h15.