Com bombas atiradas no gramado, partida entre Colón e Vélez é suspensa
Reprodução: José Almeida/Clarín Deportes

A violência atrapalhou o espetáculo mais uma vez na Argentina. Neste sábado (07), Colón e Vélez jogaram apenas 22 minutos, até que o árbitro Andrés Merlos decidiu suspender a partida por “falta de segurança”, a partir do momento em que três bombas explodiram na área defendida por César Rigamonti.

Dezoito minutos. Esse foi o intervalo de tempo entre os três projéteis. O primeiro, logo aos 4 minutos de jogo, mas o árbitro deixou o jogo seguir. Aos 13’, o segundo, que foi mais certeiro: caiu rente ao goleiro do Vélez, que, mesmo atordoado, continuou jogando.

Merlos, portanto, demonstrou comando e avisou: mais uma bomba e o jogo seria suspenso. Enquanto isso, o restante dos torcedores gritavam forte, em repúdio à lamentável atitude dos barras.

Mas os vândalos decidiram interromper o jogo. E assim, de forma triste, a partida foi paralisada aos 22 minutos, após a terceira explosão na área de Rigamonti.

Ao que parece, tudo isso foi premeditado. Os barras bravas do Sabalero atiraram tais bombas no gramado em protesto contra os dirigentes do clube, que recentemente negaram-se a arcar com os custos da viagem desses torcedores para a Rússia - queriam acompanhar a Copa do Mundo às custas da diretoria.

Agora, a partida deve ser reprogramada pela Associação do Futebol Argentino (AFA), para que sejam disputados os 68 minutos restantes. E, seguramente, com portões fechados. Além disso, o Colón deve ser sancionado.

 

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