Independiente conquista vitória simples sobre Boca Juniors e acirra briga pelo título argentino

Independiente conquista vitória simples sobre Boca Juniors e acirra briga pelo título argentino

Com gol solitário de Benítez, 'Rojo' vence antes de enfrentar o Corinthians pela Libertadores; Boca vê Godoy Cruz se aproximar

leonardodomingues
Leonardo Domingues
IndependienteCampaña; Bustos (Sánchez Miño, min. 11), Franco, Figal, Silva; Gutiérrez (Gaibor, min. 45), Domingo; Verón, Benítez (Martínez, min. 82), Fernández; Gigliotti. Técnico: Ariel Holan.
Boca JuniorsRossi; Jara, Vergini, Magallán, Más; Almendra (Ábila, min. 66), Barrios (Reynoso, min. 27), Pérez; Nández, Bou e Pavón. Técnico: Guillermo Schelotto.
Placar1-0, min. 57, Benítez.
ÁRBITROAriel Penel (ARG) | Cartões amarelos: Vergini (min. 9), Silva (min. 38), Fernández (min. 51), Más (min. 80), Pérez (min. 82 e min. 91) e Nández (min. 93) | Cartão vermelho: Pérez (min. 91)
INCIDENCIASPartida válida pela 23ª rodada do Campeonato Argentino, disputada no Estádio Libertadores de América, em Avellaneda

O Boca Juniors sabia: se não quisesse se complicar na luta pelo título, teria que ganhar no Estádio Libertadores de América. Enquanto o Independiente sabia que para continuar aspirando uma vaga na Libertadores 2019, deveria se impor frente aos comandados de Guillermo Barros Schelotto. Ambos jogaram com muita intensidade, mas o prêmio dos três pontos ficou com o conjunto de Ariel Holan.

No primeiro tempo, sobrou raça e faltou futebol. O Boca desperdiçou grande chance após cobrança de falta para Cristian Pavón, que em boa posição, preferiu tocar para um companheiro ao invés de finalizar. Parecia que o ideal era chutar ao gol.

Minutos depois, Pavón se jogou para recuperar a bola e caiu com seu corpo sobre o tornozelo esquerdo de Fabricio Bustos, que assustou aos torcedores do Independiente e ao próprio Jorge Sampaoli, que foi ao estádio. O lateral-direito tentou seguir na partida, mas não pôde e saiu de campo chorando. Uma dor de cabeça a mais para a seleção argentina.

A primeira chance para o Rojo chegou em bola parada. Depois de cruzamento, Agustín Rossi saiu mal do gol e Nicolás Domingo finalizou por cima. Quase aos 14', chegou a chance mais clara até aquele momento. O centroavante Emanuel Gigliotti chegou pela direita, tocou para Gonzalo Verón, que arrancou e cruzou para a chegada de Juan Sánchez Miño. O ex-Boca cabeceou por cima, não abrindo o placar por pouco.

Aos 19 minutos, o garoto Agustín Almendra deu as cartas em uma grande jogada. Recuperou a bola em seu campo, driblou três marcadores, mas cara a cara com Martín Campaña, finalizou mal. Almendra é o sétimo canterano lançado pelo treinador Schelotto na elite argentina. 

E Wilmar Barrios se tornou outra dor de cabeça para o treinador, que vê o carma das lesões o perseguir justamente no momento chave do campeonato. A Paolo Goltz, Fernando Gago, Edwin Cardona, Carlos Tévez e Darío Benedetto se soma o colombiano, que teve que sair de campo com fortes dores na panturrilha esquerda, substituído por Emanuel Reynoso.

Ainda no primeiro tempo, aos 43', outra jogada para os visitantes. Como tem sido de praxe, Pavón era o jogador mais ousado do Boca, e após arrancada pela esquerda, cruzou para a área, mas a defesa afastou o perigo. Nesse lance, se lesionou Jonás Gutiérrez, que à essa altura estava atuando na lateral. Três jogadores lesionados no primeiro tempo, algo para se esquecer. 

Na segunda etapa, o Independiente saiu com mais determinação e, de maneira merecida, abriu vantagem. Após erro no meio-campo xeneize, Jorge Figal venceu disputa com Pavón, passou para Sanchez Miño, que cruzou rasante para a entrada de Martín Benítez. Sozinho, o camisa 7 definiu ante pouca resistência de Rossi, abrindo o placar em Avellaneda.

Com a vantagem, aconteceu o que era lógico: o Boca foi com tudo em busca do empate, enquanto o Independiente esperava um contra-ataque fatal. Foi assim que aos 23' desperdiçou o segundo gol, quando o Boca estava inteirinho no ataque. Leandro Fernández correu alguns metros e ligou Nico Domingo. O volante ex-River falhou o toque final para seu companheiro, que sairia cara a cara com Rossi.

Um minuto depois, o Boca teve a chance de igualar a parada com Wanchope Ábila, que após bola escorada por Walter Bou, apareceu para chutar no travessão.

O Boca aplicava um tremendo calor, mas não conseguia criar chances claras para encontrar o empate. E quando conseguiu, o goleiro Martín Campaña matou as esperanças dos visitantes. Aos 34', defendeu chute forte de Pavón, e na sequência Gigliotti quase amplia o placar. Aos 40', após cruzamento de Pavón para Wanchope, a muralha uruguaia estava lá para defender com os pés a cabeçada do ex-Cruzeiro. 

E no finalzinho, veio a grande polêmica da rodada. Os jogadores do Boca pediram mão de Verón dentro da área, após cabeçada de Nahitan Nández. Pelo protesto, o árbitro Ariel Penel expulsou Pablo Pérez, que já tinha amarelo. Um final quente para uma partida quente.

Com o triunfo, o Independiente chega aos 42 pontos e ocupa agora a terceira colocação. Pela próxima rodada, recebe o Defensa y Justicia, na segunda-feira (23), às 21h15. Antes disso, porém, recebe o Corinthians na quarta-feira (18), pela Copa Libertadores.

O Boca, que até pouco tempo fazia contas para confirmar o quanto antes o título argentino, agora vê o Godoy Cruz aproximar-se. Os bosteros têm 50 pontos, enquanto o time de Mendoza tem 46. No próximo domingo, o clube recebe o Newell's Old Boys em La Bombonera.

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