Guia VAVEL da Copa do Mundo Rússia 2018: Suécia
Foto: Editoria de Arte/VAVEL

Guia VAVEL da Copa do Mundo Rússia 2018: Suécia

Equipe apostou no fortalecimento da união do time após a aposentadoria de Ibrahimovic da seleção para levar Suécia à Copa do Mundo

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Brandon Vicente

A Suécia está de volta à Copa do Mundo. A equipe nórdica, que surpreendeu na repescagem das eliminatórias europeias ao eliminar a tradicional e tetracampeã Itália, estará no grupo F, junto à atual campeã Alemanha, México e Coreia do Sul. E a expectativa é de brigar por uma classificação às oitavas de final.

Classificação

Nas eliminatórias a equipe esteve no (difícil) grupo A, junto às favoritas França e Holanda, além de Bulgária, Luxemburgo e Belarus. No decorrer da campanha, acumulou uma vitória importante contra França por 2 a 1, jogando em Solna. Naquela partida, a Suécia saiu atrás do placar, mas conseguiu a virada já aos 48 minutos do segundo tempo, numa pintura de Toivonen.

Além disso, vale destacar as importantes vitórias elásticas diante de Belarus, fora de casa, por 4 a 0; e contra Luxemburgo por 8 a 0. Com os seis pontos somados e 12 gols feitos, a equipe enfrentou a Holanda na última rodada com três pontos de vantagem e podendo perder por até seis gols de diferença que se classificaria para a repescagem. Com a derrota por 2 a 0, a equipe terminou empatada com a seleção holandesa com 19 pontos, mas saldo de gols amplamente maior (17 a 9).

O sorteio da repescagem colocou uma pedreira à frente da Suécia. A seleção enfrentaria a favorita Itália, que ainda faria o jogo decisivo em seus domínios. Entretanto, quem saiu em vantagem foi a Suécia. No primeiro jogo, realizado em novamente em Solna, a equipe pressionou o jogo inteiro e consegui a vitória pelo placar mínimo: 1 a 0, gol de Johansson.

Na volta, disputada no lendário San Siro, em Milão, o time conseguiu segurar a tetracampeã e com o empate sem gols, carimbou a classificação para a Rússia. O resultado levou à loucura os jogadores e até jornalistas do país.

Expectativa

A equipe que vai para sua 12ª participação em Copas do Mundo estreia no dia 18 de junho diante da Coreia do Sul, às 9h (horário de Brasília) em Niznhy Novgorod. O jogo será de vital importância para o time sueco, já que o time asiático e o México parecem estar em igualdade de condições para conseguirem a 2ª colocação do grupo, já que a favorita Alemanha deve conseguir a liderança.

A segunda partida é diante dos Germânicos no dia 23 de junho, às 12h (horário de Brasília) em Sochi. A equipe treinada por Janne Andersson visa buscar, pelo menos, um empate. E para isso, conta com a familiaridade de alguns de seus jogadores com a liga alemã. São eles: O lateral-esquerdo Ludwig Augustinsson, titular do Werder Bremen; Albin Ekdal, volante do Hamburgo e Emil Forsberg, camisa 10 do RB Leipzig. Este último, aliás, é companheiro de clube do atacante titular da seleção alemã, Timo Werner.

A terceira partida é a que deve reservar as maiores emoções. A Suécia enfrenta o México em 27 de junho, às 11h (horário de Brasília), em Ecaterimburgo. Para classificar-se, uma vitória diante do tradicional México é vital. Para isso, entretanto, é necessário chegar à derradeira partida com, no mínimo, 2 pontos.

Convocados

A grande polêmica da convocação Sueca ficou por conta da ausência da grande estrela esportiva do país, Zlatan Ibrahimovic. O atacante, que atua no LA Galaxy (EUA), havia se aposentado da seleção após a participação na UEFA EURO 2016. Entretanto, vinha sinalizando em entrevistas recentes que tinha desejo de participar da Copa do Mundo.

Mesmo assim, Janne Andersson deu prioridade aos jogadores que participaram da campanha nas eliminatórias, e deixou Ibra de fora.

“Assim que o Zlatan anunciou a aposentadoria depois da Eurocopa, comecei a planejar a seleção sem ele. Comecei a pensar no time sem ele. É um jogador que respeito muito, mas quis priozirar a equipe que classificou a Suécia para a Copa”, disse o treinador sueco.

Com isso, a lista não teve grandes surpresas, e é composta pelos seguintes nomes:

Goleiros: Robin Olsen (Copenhague), Karl-Johan Johnsson (Guingamp) e Kristoffer Nordfeldt (Swansea);

Defensores: Mikael Lustig (Celtic), Emil Krafth (Bologna), Andreas Granqvist (Krasnodar), Victor Nilsson-Lindelöf (Manchester United), Pontus Jansson (Leeds United), Filip Helander (Bologna), Ludwig Augustinsson (Werder Bremen) e Martin Olsson (Swansea);

Meio-campistas: Emil Forsberg (RB Leipzig), Jimmy Durmaz (Toulouse), Sebastian Larsson (Hull City), Albin Ekdal (Hamburgo), Viktor Claesson (Krasnodar), Gustav Svensson (Seattle Sounders), Oscar Hiljemark (Genoa) e Marcus Rohdén (Crotone);

Atacantes: Marcus Berg (Al Ain), Ola Toivonen (Toulouse), John Guidetti (Alavés) e Isaac Kiese Thelin (Waasland-Beveren).

 

Destaque

Emil Forsberg é um jogador diferenciado. Aos 26 anos, o meia é o grande destaque do RB Leipzig e da Suécia. Trajando a camisa 10, o jogador vem surpreendendo com seus passes açucarados. Na temporada 2016-2017, quando o Leipzig terminou na segunda posição do Campeonato Alemão, Forsberg foi o líder de assistências com incríveis 22 assistências e participação direta em 43% dos gols da equipe. Essas marcas se tornaram recordes em toda a história do torneio.

Entretanto, a atual temporada não foi boa. Além de amargar a 6ª posição na Bundesliga com a sua equipe, viu seus números individuais caírem drasticamente. Foram apenas 2 gols e 2 assistências.

Já pela seleção, o jogador assumiu a bronca após a aposentadoria de Ibrahimovic. Além de herdar a camisa 10, o meia vem mostrando porque pode ser a esperança sueca na Rússia. Com a camisa amarela, já são 34 jogos e 6 gols marcados, sendo 4 nas Eliminatórias.

Na Copa, além de titular absoluto, terá o controle do meio-campo e deve fazer com que todas as jogadas passem pelos seus pés antes de chegarem em Toivonen e Berg, encarregados do ataque sueco.

Foto: Nils Petter Nilsson/Ombrello/Getty Images Europe
Foto: Nils Petter Nilsson/Ombrello/Getty Images Europe

 

Fique de olho

Victor Lindelöf pode não ter estreado como gostaria numa grande liga europeia, mas o promissor zagueiro de apenas 23 anos deve ser o grande destaque da defesa sueca.

O jogador chegou ao Manchester United na última temporada como principal reforço para o miolo de zaga da equipe treinada por José Mourinho após duas grandes temporadas no Benfica. E por nada mais, nada menos, que 35 milhões de euros (cerca de 128 milhões de reais à época). Entretanto, o camisa 2 decepcionou e foi titular em 25 jogos, sem fazer nenhum gol.

Pela seleção, já foram 19 jogos e 1 gol marcado. Ele deve formar a zaga titular ao lado de Granqvist, experiente zagueiro de 33 anos do Krasnodar (RUS), e que já fez mais de 70 jogos pela seleção. A experiência do companheiro deve ajudar Victor a melhorar o desempenho e mostrar porque foi convocado para sua primeira Copa.

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

 

Técnico

Janne Andersson, 55 anos, assumiu a seleção após a fraca campanha na UEFA EURO 2016. Apesar da desconfiança, o treinador foi importantíssimo na campanha que levou a Suécia até a Rússia. E você vai entender agora.

Andersson teve uma carreira de apenas 14 anos, tendo passado por equipes modestas da Suécia, como Alets IK, IS Halmia e Laholms FK. Como treinador, iniciou a trajetória logo após sua aposentadoria, no próprio Alets IK. Passou por outros clubes menores da Suécia até chegar ao IFK Norrköping, onde conquistou o Campeonato Sueco de 2015 (a equipe não vencia o torneio desde 1989).

Tais fatos o credenciaram a substituir Erik Hamrén no comando da Seleção. 

Porém, o fato de ter unido a seleção após a aposentadoria de Ibra fez com que a equipe ficasse ainda mais forte e menos dependente de valores individuais. Por isso, a unidade sueca promete fazer jogos duros da Rússia.

Foto: Getty Images Europe
Foto: Getty Images Europe

 

Time Base

Olsen; Lustig, Lindelöf, Granqvist, Augustinsson; Ekdal, Larsson, Claesson, Forsberg; Berg e Toivonen. Técnico: Janne Andersson.

Campanha na última Copa do Mundo

A Suécia não participa da Copa do Mundo desde a edição de 2006. Naquele torneio, a seleção esteve no grupo B, junto com Inglaterra, Paraguai e Trinidad e Tobago. O time contava com as estrelas de Larsson, Ljungberg e, à época, o jovem Zlatan Ibrahimovic, então com 24 anos.

Surpreendentemente, a equipe não saiu do zero com Trinidad e Tobago na primeira rodada. Em seguida, venceu o Paraguai por 1 a 0, com gol de Ljungberg aos 44 do segundo tempo. Na última rodada, foi buscar um empate heroico por 2 a 2, com Larsson balançando as redes já nos acréscimos da segunda etapa.  Na sequência, enfrentou os donos da casa em Munique, e foi derrotada por 2 a 0, com dois gols de Lukas Podolski.

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