Recordar é viver: França bateu Bélgica na prorrogação e ficou com o terceiro lugar da Copa de 1986

Recordar é viver: França bateu Bélgica na prorrogação e ficou com o terceiro lugar da Copa de 1986

Após perderem seus jogos nas semifinais, os europeus protagonizaram um duelo equilibradíssimo na disputa pelo terceiro lugar

CaioCarvalho97
Caio Carvalho

França e Bélgica entram em campo nesta terça-feira (10), em São Petersburgo, às 15 (de Brasília), disputando uma vaga na grande final da Copa do Mundo. Será o duelo de duas das melhores gerações que ambas as seleções já tiveram. 

As seleções europeias tem 70 confrontos registrados na história, com os belgas tendo uma pequena superioridade. São 29 vitórias da Bélgica, 17 empates e 24 vitórias da França. Entretanto, apenas dois desses jogos foram em Copas do Mundo, com os franceses levando a melhor em ambos. 

Em 1986, no Mundial disputado no México, os belgas conseguiram sua melhor campanha em uma Copa, até então. Após vencerem a União Soviética nas quartas e a Espanha nas quartas, a Bélgica enfrentou a Argentina - campeã daquele ano - nas semis. A grande campanha foi interrompida por Maradona e seus companheiros, mas a seleção foi para disputa do terceiro lugar ciente de que já havia feito história. A França chegou para o jogo que valia um lugar no pódio com a cabeça erguida. Assim como os belgas, os franceses fizeram uma campanha histórica. Eliminaram a Itália nas oitavas, o Brasil nas quartas, em um jogo histórico, e foram derrotados na semifinal pela Alemanha Ocidental. 

Bélgica e França jogaram no Estádio de Cuauhtemoc, em Puebla, para um público de 21.000 pessoas.

Os franceses entraram em campo com a seguinte escalação: Albert Rust; Manuel Amoros, Patrick Battiston, Michel Bibard,Yvon Le Roux; Jean-Marc Ferreri, Bernard Genghini, Jean Tigana, Philippe Vercruysse; Bruno Bellone,  Jean-Pierre Papin. O treinador era Henri Michel. 

Já a escalação belga era: Jean-Marie Pfaff; Eric Gerets, Michel Renquin, Vincenzo Scifo, Jan Ceulemans, Georges Grun; Nico Claesen, Raymond Mommens, Daniel Veyt; Stephane Demol, Patrick Vervoort. Guy This era o técnico. 

O jogo começou pegando fogo. Logo aos 11 minutos a Bélgica abriu o placar com Ceulemans. Após uma bela jogada armada pelo meio de campo, ele apareceu entre os zagueiros franceses e bateu na saída do goleiro Rust. Aos 27, depois de um bate rebate dentro da área, a bola sobrou para o meia francês Ferreri, que estufou a rede belga e empatou a partida. A virada francesa veio com uma veloz triangulação. Aos 42 minutos,  Papin recebeu dentro da área e bateu no contrapé do goleiro. A primeira etapa terminou 2 a 1 para a França.

O segundo tempo apresentou um maior equilíbrio, com os franceses tirando proveito do resultado e os belgas partindo pra cima. Aos 28, Claesen recebeu passe, após um bonito giro de seu companheiro, e bateu no canto, empatando a partida. A decisão foi para prorrogação, e nos últimos momentos do primeiro tempo Genghini aproveitou a sobra de um cruzamento e colocou a França novamente em vantagem. A Bélgica não teve alternativa e lançou-se para o ataque novamente. Porém, aos 6 minutos da etapa final da prorrogação, os franceses tiveram um pênalti a seu favor. Manuel Amoros cobrou com maestria deslocando o goleiro Pfaff e deu números finais a partida. Vitória por 4 a 2 da França e terceiro lugar na Copa do Mundo garantido. 

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