Sindicato da Fiat entra em greve após anúncio de Cristiano Ronaldo na Juventus

Funcionários ficaram insatisfeitos após milhões gastos pela marca italiana na contratação do astro português

Sindicato da Fiat entra em greve após anúncio de Cristiano Ronaldo na Juventus
Foto: AFP/Isabella Bonotto/Getty

Na última terça-feira (10), a Juventus confirmou a contratação mais badalada dos últimos anosCristiano Ronaldo. O astro português chega a Vecchia Signora por uma quantia de 100 milhões de euros em uma das transferências mais caras do futebol. Mas se engana quem acha que o negócio agradou a todos.

Fiat, patrocinadora do clube, terá problemas para resolver durante os próximos dias. Isso porque seus trabalhadores se revoltaram pelo acerto do gajo com o clube italiano. O presidente da Juventus, Andrea Agnelli, é um dos executivos da empresa automobilística, que patrocina o clube. Em uma nota lançada nesta quarta-feira (11), o sindicato dos funcionários criticou a forma em que foram gastos o dinheiro da empresa.

"Não é aceitável que os trabalhadores continuem sendo sacrificados, enquanto a companhia gasta milhões de euros num jogador. Dizem às famílias para apertarem cada vez mais o cinto e então decidem investir tanto dinheiro num jogador. Acham isso justo? É normal uma pessoa ganhar milhões, enquanto milhares de famílias não tem direito nem a metade? Somos todos empregados como o dono e esta diferença de tratamento não pode continuar. Os trabalhadores da Fiat deram uma fortuna aos patrões nas últimas três gerações, mas em compensação foram compensados com uma vida de miséria. A Fiat deveria investir em novos modelos que garantem o futuro de milhares de pessoas, do que enriquecer apenas uma pessoa. Esse deveria ser o objetivo. A companhia deveria colocar os interesses dos seus empregados em primeiro lugar. Se isso não acontece, é porque eles preferem o mundo do futebol do que todo o resto", revelou o comunicado.

Devido a esse tratamento da FIat, os funcionários optaram por entrar em greve por três dias. "Pelas razões descritas acima, o Sindicato declarou uma greve na fábrica de Melfi entre as 22 horas de domingo de dia 15 de julho e as 18 horas de terça-feira dia 17 de julho", anunciaram.

Para entender melhor a polêmica, é preciso saber um pouco sobre o comando da Juventus. Andrea Agnelli, presidente juventino, detém cerca de 65% do clube. Já a marca italiana por sua vez é dona de uma porcentagem das operações da família Agnelli e do time bianconeri. Tal envolvimento na contratação gerou incomodação por parte dos trabalhadores.

Resta saber agora quais serão as medidas tomadas pela Fiat e se haverá alguma resposta para seus funcionários durante os próximos dias. É certo que boa parte dos funcionários não irão querer ver uma camisa de CR7 tão cedo na Itália.