Joachim Löw defende Federação Alemã após alegações de Özil: "Nunca houve racismo"
(Divulgação/DFB)

Joachim Löw defende Federação Alemã após alegações de Özil: "Nunca houve racismo"

Técnico comentou sobre nova convocação e minimizou críticas do meio-campista sobre a instituição

Caio__Vinicius
Caio Vinicius

Dois meses após a trágica eliminação na Copa do Mundo da Rússia, o técnico Joachim Löw ainda sofre com as críticas pelo futebol praticado pela Alemanha. Crise no elenco, fraco desempenho, soberba, e vários outros fatores foram bastante discutidos durante esse tempo.

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Nesta quarta-feira (29), o comandante anunciou a lista de convocados para o amistoso contra o Peru e o encontro com a França pela Liga das Nações. Em entrevista concedida aos jornalistas, ele analisou tudo que aconteceu durante o Mundial.

"Meu maior erro foi pensar que poderíamos ir longe com a estratégia de posse de bola. Era muito arriscado e também arrogante. Temos que encontrar novas possibilidades, para sermos mais flexíveis no nosso jogo", disse.

"Nos faltou mais entusiasmo e paixão. A mentalidade da equipe não foi a melhor e isso é um fracasso meu", concluiu.

O treinador, mesmo admitindo o fracasso na Rússia, realizou poucas mudanças no elenco alemão. Entre os convocados, o zagueiro Kehrer, o lateral esquerdo Schulz e o meio Kei Harvetz são as caras novas na equipe. Outros nomes, que foram chamados anteriormente, mas não foram ao Mundial, também estiveram presentes na lista, como Tah, Nils Petersen e Leroy Sané.

"Temos tarefas importantes à nossa frente na Liga das Nações. Com a boa mistura entre a experiência e a juventude, vamos começar este ciclo trazendo a esperança de volta", afirmou.

Uma das ausências sentidas entre os 23 listados foi Khedira. Presente na última Copa, o jogador foi bastante lembrado na coletiva e o técnico explicou a decisão de deixá-lo fora. "Eu disse a Khedira que queria dar espaço para os jogadores mais jovens e ele falou para mim que eu iria continuar lutando e fazer todo o possível para voltar", revelou.

Outro nome bastante questionado foi de Mesut Ozil. Considerado um dos principais responsáveis pelo vexame em junho, o meia entrou em colisão com Federação Alemã nos últimos tempos. Recentemente, Ozil anunciou sua aposentadoria da Seleção e criticou a instituição de futebol, alegando racismo e xenofobia por parte dos dirigentes com relação a sua origem turca.

Löw falou sobre toda a polêmica e minimizou as falas do jogador. De acordo com o comandante, as alegações foram exageradas e também revelou que até o momento, o meia não telefonou para explicar sua decisão de se afastar da equipe nacional.

"Nunca houve racismo aqui. Em vários anos presentes nos vestiários e demais lugares na Federação, nunca presenciei essas atitudes. Mas ele escolheu esse caminho, e nós devemos aceitar", declarou.

"O agente dele foi quem me notificou da renúncia, ele não me ligou, eu queria falar com ele, mas não consegui, acho que subestimamos a situação, vivemos nove excelentes anos juntos com a Mesut. Sua aposentadoria prejudica a todos nós. Subestimamos a magnitude e seu impacto", finalizou.

Todo o caso envolvendo Ozil se iniciou após uma foto em que ele e seu agora ex-companheiro de Seleção Alemã, Ikay Gundogan, apareceram juntos ao presidente da Turquia, Recep Erdogan. Assim como Mesut, o volante do Manchester City também possui ascendência turca e virou alvo de críticas na Alemanha. No entanto, ele foi convocado por Löw para os próximos jogos. 

''Os dois sempre se identificaram com os valores da seleção alemã. E quando todo o caso ocorreu, imaginei que eles iriam esquecer isso e se concentrar completamente na Copa, mas o tema acabou ganhando enormes proporções'', reiterou.

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