Conmebol aceita solicitação do Boca Juniors e adia final da Libertadores
Foto: Divulgação/Boca Juniors

Conmebol aceita solicitação do Boca Juniors e adia final da Libertadores

Partida entre rivais de Buenos Aires terá nova data, a ser definida, após pedido do clube xeneize, que teve seu ônibus atacado e jogadores feridos

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Carlos Borges

A partida entre River Plate e Boca Juniors, pela final da Copa Libertadores, foi adiada. O jogo aconteceria no último sábado (24), mas após agressões ao ônibus dos xeneizes, a partida foi remarcada para o domingo (25). Porém o Boca, em pedido formal à Conmebol, pediram que o jogo tivesse nova data, que ainda não foi anunciada.

O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, afirmou que o governo argentino pediu para que a final não seja essa esta semana por conta da Cúpula do G-20, reunião dos chefes de Estado e de Governo das 20 maiores economias mundiais, que será realizada em Buenos Aires nos dias 30 de novembro até primeiro de dezembro.

Em entrevista, Domínguez afirmou que a partida não foi suspensa, mas sim um adiantamento. “Esta não é uma suspensão, é um adiamento. Em conjunto com os presidentes, vamos remarcar a partida. Vamos buscar a data adequada, a partida será disputada”, disse o presidente da Conmebol.

Guilherme Schelotto, técnico do Boca, afirmou que sua equipe não tinha as mesmas condições esportivas que o River Plate. “Claramente estávamos em desvantagem esportiva ontem (sábado) e hoje (domingo). Não havia condições do Boca jogar, não estávamos nas mesmas condições do River”, ressaltou o treinador.

Na mesma entrevista, Daniel Angelici, presidente do Boca Juniors, mesmo ter assinado um termo na véspera junto com o presidente do River, remarcando a final para este domingo (25), sabia que só haveria jogo se sua equipe tivesse condições de disputar a final com igualdade.

“Assinamos um pacto de cavaleiros. Mas eu sei o que eu assinei, tínhamos que chegar à final em igualdade de condições, só assim se poderia jogar”, afirmou.

Rodolfo D'Onofrio, presidente do River Plate, também falou sobre o adiamento da decisão e manteve o discurso do presidente dos Xeneizes.​​​​​​​ “Generosamente, River aceitou não jogar para estar em igualdade de condições com o Boca Juniors”, concluiu.

Na próxima terça-feira (27) haverá uma reunião, no Paraguai, com os presidentes de ambas equipes para decidir dia, horário e local para a decisão da competição.

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