Com drama, River Plate vira clássico contra Boca Juniors e conquista tetra da Libertadores
Foto:Reprodução/River Plate 

Com drama, River Plate vira clássico contra Boca Juniors e conquista tetra da Libertadores

Expulsão, golaço e virada selam o título do River Plate no Santiago Bernabéu

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Ítalo Bruno

Na tarde deste domingo (9), Boca Juniors e River Plate enfim fizeram a decisão da Libertadores 2018. Com o Santiago Bernabéu lotado a 59ª edição do torneio, teve um jogaço, repelto de emoções, com direito a virada e o 4º título do River Plate na competição.
   
Com as duas equipes jogando no 4-2-3-1, a partida começou muito truncada e sem muitos espaços. Com a primeira chance acontendo aos 10 minutos, quando após cobrança de escanteio, Pérez bateu de voleio, mas finalizou em cima de Armani.

Com muitas dificuldades na saída de bola, o River começou a tentar bolas mais longas, o que também não dava certo e facilitava para o Boca. Los Millonaros até dominou mais, chegando a atingir 61% posse, mas era o time Azul y Oro que se portava melhor.

Aos 29 Benedetto cobrou falta na barreira, a bola sobrou mais uma vez nos pés de Pérez, que bateu cruzado, mas contou com o azar de um desvio que colocou a bola para escanteio. Dez minutos depois, Armani fez grande intervenção em cruzamento que chegaria limpo na cabeça de Benedetto.


E como já dizia Muricy Ramalho: "a bola pune!", e assim aconteceu  aos 43. Em mais um erro no último passe no ataque do River, Nández puxou o contra ataque e lançou Benedetto, que deixou Maidana na saudade com lindo corte e teve frieza para tocar no canto esquerdo de Armani. 1 a 0 Boca e fim da primeira etapa.

Precisando buscar o empate, o River saiu mais para o jogo na etapa final, e assustou o rival logo aos 3 minutos, quando Martínez e Pratto tabelaram e a jogada terminou com finalização perigosa do camisa 10, ao lado esquerdo da meta de Andrada.

Marcelo  Gallardo trocou Ponzio por Quintero, na tentativa de melhorar a qualidade do seu meio campo, enquanto o Boca chamava o adversário para o seu campo e esperava a chance de um contragolpe, mas não conseguia trocar muitos passes.

Aos 22, a premiação pela melhora. Após bela trama ofensiva, Fernandez recebeu pela direita e encontrou Lucas Pratto na área, o "urso" praticamente sem goleiro, igualou o marcador, 1 a 1. Recomeçava ali o jogo truncado, com contornos de nervosismo de ambos os lados.
          
A prorrogação já começou péssima para o Boca. Barrios deu pisão em Palacios com menos de 2 minutos e deixou o gramado mais cedo, já que recebeu o segundo amarelo e foi consequentemente expulso. O River obviamente ousaria um pouco mais,e passou a atuar numa espécie de 4-2-4, com Gallardo lançando o garoto Álvarez no lugar de Palacios e o rival segurando a pressão do jeito que dava.


Faltava um pouco de calma para os jogadores do River Plate, que mesmo vendo os jogadores adversários extenuados, se precipitavam na hora das conclusões. Mas o homem que havia entrado para dar qualidade ao meio do River, tratou de resolver o problema. Em jogada de pé em pé, Quintero acertou lindo chute no angulo de Andrada e virou a partida.

Era tudo ou nada dali em diante, com Schelotto tirando Buffarini e lançando Tévez. Era muito mais coração que qualquer coisa, com direito a Andrada se tornando uma espécie de goleiro linha. O Boca até teve bola na trave, em finalização de Jara. Mas em um contra ataque sem goleiro, já que Andrada havia ido tentar o empate na área adversária, Martínez com o gol vazio, selou a vitória e o título dos Millonaros.

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