Spurs vencem Chelsea e garantem vantagem mínima para partida de volta da semifinal da EFL Cup
Divulgação: Tottenham/Twitter Oficial

Spurs vencem Chelsea e garantem vantagem mínima para partida de volta da semifinal da EFL Cup

Os inúmeros gols perdidos pelos dois times poderiam ter dado um placar mais largo à partida

gabriel_oandrea
Gabriel Andrea
tottenham-hotspur-fcGazzaniga, Trippier, Alderweireld, Sanchez, Rose, Winks, Sissoko, Eriksen, Dele, Son, Kane
chelsea-fcArrizabalaga, Azpilicueta, Christensen, Rudiger, Alonso, Jorginho, Kante, Barkley, Hudson-Odoi, Hazard, Willian
PlacarHarry Kane (26'/1ºT)
INCIDENCIASPartida válida pela semifinal da Copa da Liga Inglesa (1º jogo), em Wembley, Londres (ING)

A clássica rivalidade londrina entre Tottenham e Chelsea marcou a partida que protagonizou o dia de Copa da Liga Inglesa, a famosa EFL Cup. Em Wembley, as duas equipes fizeram o primeiro de dois jogos válidos pela semifinal do importante torneio nacional.

Na fase anterior, as quartas-de-final, o Tottenham bateu o Arsenal por 2 a 0 em pleno Emirates Stadium, enquanto o Chelsea venceu o Bournemouth dentro de casa em um 1 a 0 apertado.

O time da casa entrou em campo com tudo o que tinha de melhor. A única exceção estava no gol, já que o goleiro titular dos Spurs, Hugo Lloris, deu lugar ao espanhol Paulo Gazzaniga. O Chelsea também entrou com uma escalação bem similar àquelas que se vê do técnico M. Sarri pela Premier League, não fosse a escalação do garoto Callum Hudson-Odoi - que está praticamente negociado com o Bayern Munchen e deve deixar o clube inglês - no lugar do ponta Pedro Rodriguez.

 

PRIMEIRO TEMPO

Dado o apito inicial, o Tottenham fez jus ao mando de campo e já tentou controlar a partida e as decisões ofensivas na frente de seu torcedor. Já aos quatro minutos, Trippier viu Kane na pequena área e cruzou para o camisa nove dos Spurs tentar um belo voleio e levar perigo ao goleiro Gazzaniga.

Passado o susto, os Spurs seguiram pressionando a saída de bola dos Blues, não permitindo que os visitantes tomassem alguma ação ofensiva. Na metade do primeiro tempo, o Tottenham tinha mais de 65% de posse de bola.

O jogo corria de forma intensa até que, aos 24 minutos, Toby Alderweireld lançou Kane que, ao driblar o Kepa Arrizabalaga, o goleiro derrubou e cometeu o penalty no centro-avante inglês. O experiente juiz Michael Oliver, entretanto, pediu a ajuda do VAR (presente da EFL desde o início da temporada) para identificar se houve impedimento no lance. No momento em que o VAR acionou Oliver para negar o impedimento de Kane, o juiz assinalou a penalidade máxima, para o delírio do torcedor dos Spurs.

Depois de uma polêmica gigantesca, o penalty foi assinalado no minuto 26 em Wembley, com quase dois minutos de paralização. Harry Kane bateu firme na bola e chutou sem chance no canto direito do goleiro espanhol, marcando o primeiro do time do Tottenham no clássico londrino.

Com o placar a favor, o Tottenham deixou a bola nos pés do Chelsea, que finalmente pode sair para o campo de ataque e avançar suas linhas nos minutos finais da primeira etapa. O maior lance de perigo do Chelsea ocorreu aos 39 minutos de jogo, quando o volante francês Kante, após o bom cruzamento do lateral Marcos Alonso mandou a bola direto na trave, levando perigo ao gol do Tottenham.

No último minuto do primeiro tempo, entretanto, o Chelsea repetiu a dose e, após o cruzamento de Callum Hudson-Odoi resvalado em Rose, a bola tocou nas luvas de Gazzaniga antes de bater no travessão. Outro momento de bastante perigo do time azul em Wembley.

 

SEGUNDO TEMPO

A volta do jogo foi igualmente agitada quanto toda a primeira etapa. Os minutos iniciais foram todos do Chelsea, que fazia uma forte pressão no time da casa. Aos 6 minutos do segundo tempo, Harry Kane chutou para uma excelente defesa de mão trocada de Kepa. Apenas dois miinutos depois, foi a vez do Chelsea dar o bote com Eden Hazard, que tentou de longe e obrigou o goleiro argentino Gazzaniga a fazer uma boa defesa. No lance seguinte, foi Kante quem tentou de longe e forçou o goleiro a fazer outra ótima interceptação. O Chelsea simplesmente não dava trégua ao Tottenham. Foram 10 minutos de absoluta pressão.

No escanteio cobrado por Hazard, no minuto 58 de jogo, Barkley tocou de cabeça e a bola sobrou livre para o zagueiro Christensen pegar mal e mandar longe do gol do Tottenham, possivelmente na melhor chance do Chelsea no jogo. E o jogo seguiu nas mãos dos Blues, que dominavam totalmente as ações da partida.

O segundo tempo do Tottenham vinha sendo bem pragmático. Mauricio Pochettino não vinha conseguindo extraír o máximo de sua equipe nos último 45 minutos de jogo. Hazard acionou o ataque do Chelsea em duas oportunidades consecutivas, quando chegou dentro da área mas não conseguiu servir aos atacantes no momento do passe final. A partida começou a ficar bastante truncada dentro de campo. O time de Sarri se doava completamente em busca do empate, o que fez com que subissem seus volantes e a todo tempo um Kante e Jorginho figuravam dentro da área. Mas nada parecia suficiente para vencer a boa defesa do Tottenham.

O ataque do Chelsea deixou muito a desejar, pouco conseguindo produzir. Os minutos finais ilustraram isso bem, já que os zagueiros foram todos para a área em busca de um gol a qualquer custo nos acréscimos, mas sem sucesso.

Com a vitória, o Tottenham fez seu dever de casa em Wembley e agora terá apenas que se contentar com um empate fora de casa para avançar para mais uma final de Copa da Liga Inglesa.

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