Uma seleção ágil, mas inexperiente: o Japão na Copa América 2019
(Foto: Reprodução / Conmebol)

Goleada por 4 a 0. Assim foi a derrota do Japão em sua estreia na Copa América 2019. O placar tão elástico não foi condizente com o que realmente os japoneses apresentaram no Morumbi, na noite da última segunda-feira (17).

Nos primeiros 15 minutos de jogo, a seleção treinada por Hajime Moriyasu incomodou bastante a defesa do Chile. Os Samurais jogam no 3-5-2, prezando bastante pelo domínio do meio de campo. O grande "mente pensante" da meiuca nipônica é o camisa 7 Gaku Shibasaki. Todas as bolas passam pelo jogador de 27 anos, do Getafe-ESP. "Shiba", como é apelidado pela torcida, tem a característica de acelerar e esfriar o ritmo de sua seleção — e faz isso com maestria.

Um pouco mais à frente, com a responsabilidade de ser agudo, o recém-contratado pelo Real Madrid, Takefusa Kubo, é um dos vários jogadores ágeis do Japão. Com a bola sempre próxima aos pés, ele consegue se livrar da marcação forte, mas ainda falta desenvolver sua percepção de passe.

A dupla de ataque dos asiáticos também é ligeira: Daizen Maeda e Ayase Ueda. Os dois sempre são auxiliados nas ações ofensivas pelo camisa 10 Nakajima e pelo próprio Kubo, o número 21.

Contra o Chile, apenas os 15 minutos iniciais da primeira etapa foram de incômodo ao latinos. Tanto que dos três chutes a gol durante todo o duelo, dois foram nesse período de tempo. Após isso, foram mais sete chutes nipônicos na partida— um a gol. Outro momento que o Japão conseguiu apertar o ritmo foi no começo do segundo tempo. 

Defesa que deixa a desejar

Se o setor ofensivo é de tirar o chapéu, a defesa não atua na mesma medida. O trio de zagueiro ainda parece ser ineficiente, pois dá espaços em momentos cruciais do jogo, como em cruzamentos e escanteios. Naomichi Ueda, Nakayama e Tomiyasu precisam evoluir muito para colocarem a seleção japonesa entre as que desempenham um bom futebol equilibrado. Volantes, Hara e Sugioka são outros que ainda cedem espaços na entrada da área, dando liberdade para os armadores adversários pensar jogadas.

Agilidade e inexperiência 

A seleção japonesa é bastante ágil e ligeira. Do meio campo para frente, pode causar perigo a muitas outras equipes desta Copa América — principalmente ao Equador. O principal jogador nipônico é, sem dúvidas, o camisa 7 Shibasaki. Ele sendo marcado de perto as chances de um bom jogo do Japão são reduzidas drasticamente.

Contudo, por ser uma equipe com média de idade em 22 anos, falta muita experiência para saber quando travar o jogo a fim de esfriar o ritmo adversário. Apesar que esta Copa América, para o Japão, serve de preparação aos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio.

Dessa forma, já somando uma derrota, a seleção japonesa tem poucas possibilidades de ficar entre as duas primeira do Grupo C, já que é muito difícil bater de frente com o forte Uruguai. Entretanto, uma classificação às quartas pode ser cobiçada ficando entre os dois melhores terceiros caso vença o Equador, na última rodada, no Mineirão.

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