Venezuela não é "coitada" e está forte para uma boa campanha
Foto: divulgação / Conmebol

O empate sem gols com a Seleção Brasileira teve um gosto muito especial para a Venezuela. Os comandados por Rafael Dudamel fizeram uma partida consistente e demonstraram uma certa consciência nos toques de bola em meio às limitações. Com isso, o time venezuelano chega à última rodada da primeira fase podendo depender apenas das suas próprias forças para conseguir a classificação.

Além da projeção para a competição, faremos uma análise tática em cima do desempenho da seleção venezuelana no confronto desta noite. A Vinotinto conseguiu armar um esquema defensivo capaz de neutralizar a criação de jogadas do Brasil e ainda teve oportunidades de balançar as redes.

Pressão combatida

Quando a bola rolou, aconteceu o que era esperado: ataque contra defesa. A Seleção Brasileira buscava um gol no início e encontrou uma Venezuela confusa defensivamente no começo do jogo. David Neres teve duas chances pela esquerda, mas pecou na finalização. Restou a Rafael Dudamel orientar a equipe para corrigir o posicionamento.

A ideia inicial de ir a campo no esquema 4-1-4-1 foi substituída pelo 5-4-1. A partir da correção tática, a Venezuela passou a impedir progressões do ataque brasileiro, começou a aparecer no jogo e quase abriu o placar com Rondón, que subiu mais que Marquinhos para aproveitar o cruzamento de Herrera, mas a cabeçada passou à direita de Alisson.

Mesmo sofrendo um gol anulado, a ótima atuação defensiva da Venezuela e falta de repertório ofensivo da Seleção Brasileira resultaram em vaias das arquibancadas no apito final do primeiro tempo. Os torcedores criticaram duramente o técnico Tite na saída para o intervalo.

Segurança e gols anulados

O panorama da partida não mudou na etapa final. Pressionado, o Brasil foi para cima da Venezuela, mas esbarrou na forte marcação da defesa adversária. Gabriel Jesus e Firmino ainda marcaram, mas os gols foram devidamente anulados pelo árbitro de vídeo.

Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

A Vinotinto ainda demonstrou consciência na troca de passes quando tinha a posse de bola. Enquanto os jogadores venezuelanos buscavam um espaço para incomodar a equipe da casa, a torcida brasileira gritou "olé!" nas arquibancadas como forma de elogio aos comandados por Rafael Dudamel.

Grata coincidência

A Venezuela sofreu cinco gols em duas partidas pela Copa América. Entretanto, em todas as vezes em que o goleiro Fariñez viu sua rede balançar o VAR interviu para anular o lance. Com isso, a Vinotinto mantém grande possibilidade de classificação às quartas de finais da competição.

Panorama para a última rodada

Neste momento, a Venezuela ocupa a terceira posição do Grupo A, com 2 pontos. Caso vença a Bolívia no próximo sábado (22), às 16h, no estádio Mineirão, a Seleção Venezuelana pode carimbar o seu passaporte para a segunda fase da Copa América sem depender de outros resultados. Isso porque, simultaneamente, Brasil e Peru entram em campo na Arena Corinthians.

Em caso de vitória brasileira, a Venezuela garante a vaga dependendo com um simples triunfo sobre a última colocada da chave. Se o confronto terminar empatado, a equipe de Rafael Dudamel terá que vencer a Bolívia por três ou mais gols de diferença para não precisar acompanhar os resultados dos outros grupos e torcer para ser a melhor terceira colocada da competição.

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