Visando 2022, Catar aproveita Copa América para ganhar experiência
Foto: Divulgação/Catar

A Copa América 2019 chegou ao fim para a seleção do Catar, que perdeu para a Argentina no domingo (23), por 2 a 0, gols de Lautaro Martínez e Sergio Agüero. Com isso, o time comandado pelo técnico Félix Sánchez terminou na última colocação do Grupo B com apenas um ponto conquistado, onde não tem chances de classificação para a próxima fase da competição, mesmo na vaga do segundo pior 3° colocado.

O Catar passa por um grande desenvolvimento no futebol, escolheu o técnico espanhol Félix Sánchez em 2017, que treinou Lionel Messi nas categorias de base do Barcelona para fazer o trabalho de preparação para a Copa do Mundo de 2022, quando a equipe jogará em casa. 

A equipe catariana vinha de vários vexames na Copa da Ásia nos últimos anos. Em 1996, nem se classificou, 2000 caiu nas quartas de finais, 2004 e 2007, caiu na primeira fase, em 2011, quando jogou em casa, foi eliminado nas quartas, na edição de 2015, caiu na primeira fase. No primeiro grande teste do novo treinador, o Catar foi campeão da Copa da Ásia pela primeira vez em 2019, vencendo o poderoso Japão na grande final.

O segundo grande teste para a equipe foi a Copa América, onde foi convidada pela CONMEBOL, já que a competição necessitava de equipes para completar os grupos. Por ser a última competição desse calibre antes da Copa de 2022, a equipe trouxe os melhores jogadores para participar.

O primeiro duelo foi contra o Paraguai, onde os paraguaios saíram na frente e fizeram 2 a 0, mesmo a equipe de Félix Sánchez jogando melhor durante boa parte do jogo. No final, Almoez Ali e Rodrigo Rojas, contra, fizeram os gols e empataram a partida. O resultado final de ter mais chances criadas e mais posse de bola, animou o treinador espanhol.

Divulgação/Copa América
Divulgação/Copa América

O segundo jogo foi contra a Colômbia, onde o Catar demostrou seus pontos fracos. A equipe comandada por James Rodríguez dominou, mas sofreu para fazer o único gol da partida, que aconteceu somente aos 41 minutos da segunda etapa. O goleiro Saad Al Sheeb foi o grande destaque do time e um dos maiores da partida, o ponto positivo foi o lado defensivo, que teve bons números de interceptações e cortes. 

Foto: Divulgação/Catar
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No último jogo da competição, contra os Hermanos, o time chegou com chances claras de garantir uma vaga na próxima fase da competição, bastava apenas uma vitória simples, porém, por ter mais elenco e uma pressão muito maior pelo resultado final, a Argentina conquistou os três pontos e consequentemente, a vaga para a próxima fase.

Divulgação/Catar
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Muito se esperava do Catar sendo atropelado por todos no grupo, mas o resultado final foi muito diferente, o Paraguai por pouco não perdeu, a Colômbia teve imensa dificuldade de furar o bloqueio e a Argentina por ter um elenco muito superior, venceu, mas não com grande futebol apresentado.

Por ser um trabalho ainda no começo, era muito aceitável uma oscilação em alguns momentos dos jogos, além de ter dificuldade em certos pontos, como criação de jogadas, o Catar terminou a Copa América sendo o terceiro no grupo que mais criou chances, foram quatro no total, atrás de Colômbia que ganhou os três jogos e Argentina, com cinco grandes chances. 

Outro lado positivo da equipe foi a posse de bola. Com média de 300 passes certos por jogo, a equipe foi a sexta no ranking no quesito. 45% foi a média de posse de bola da equipe na competição. 

Existe um trabalho sendo feito, que prioriza a posse de bola, visando o Barcelona do técnico espanhol Pep Guardiola. Em resultados concretos, a Copa América pode não ter ajudado muito o Catar, mas no desenvolvimento do plano de jogo e dos atletas, além da experiência em grandes jogos, isso aconteceu muito bem. Até a Copa de 2022, a equipe não enfrentará adversários dos níveis de Colômbia, Argentina e Paraguai em jogos oficiais.

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