Manchester United - Rashford (17’/1ºT, 21’/2ºT), Martial (19’/2ºT), Daniel James (35’/2ºT)
Com show de Rashford, United massacra Chelsea e estreia com o pé direito na Premier League
Foto: Divulgação/Manchester United

Com show de Rashford, United massacra Chelsea e estreia com o pé direito na Premier League

Em um jogo com amplo domínio do Chelsea no início da partida, o United soube aproveitar seus contra-ataques e abriu a porteira no primeiro jogo de Lampard sob o comando dos Blues

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Gabriel Andrea
Manchester UnitedDe Gea; Wan-Bissaka, Maguire, Lindelöf, Shaw; McTominay, Andreas Pereira; Lingard, Pogba, Martial; Rashford
Chelsea fcKepa; Azpilicueta, Christensen, Zouma, Emerson; Jorginho, Kovačić; Barkley, Mount, Pedro; Abraham
INCIDENCIASPartida válida pela primeira rodada da Premier League; Old Trafford, Manchester

A temporada da Premier League mal começou e já trouxe um Manchester United x Chelsea para mostrar o peso da liga mais famosa do mundo. O jogo proporcionou o encontro de dois ex-jogadores e lendas de cada clube, Ole Gunnar Solskjær por parte dos Red Devils e Frank Lampard por parte do Chelsea.

O United, que perdeu Lukaku, Herrera e Valencia entre os jogadores mais importantes do clube na última temporada que deixaram o clube, teve o reforço de peso de Maguire e Wan-Bissaka - para duas posições que vinham sendo grandes lacunas da equipe no passado - e se reforçou justamente onde mais necessitava para a temporada 2019/2020.

O Chelsea, que teve um transfer ban para a atual temporada e pôde apenas se contentar com as compras por antecipação de Kovacic e Pulisic, ainda teve o retorno de Abraham, que foi emprestado na última temporada. Foi o mesmo caso de Mason Mount, meia que também esteve fora do clube após mais de dois anos emprestado.

Para dentro de campo, Solskjaer levou seus dois novos reforços e ainda duas novidades em relação à temporada passada: McTominay e Andreas Pereira. O time visitante, pela primeira vez comandado por Lampard, teve Mount, Kovacic e Abraham - as três novidades da equipe, juntamente com Zouma (outro que retornou de um empréstimo) - no campo de ataque da equipe.

PRIMEIRO TEMPO

O Chelsea começou a partida de forma bem mais aguda que a equipe mandante. Logo no quinto minuto de partida, Abraham carimbou a trave esquerda de De Gea e já deu o primeiro susto no torcedor da casa. O United respondeu em seguida, com Martial, após o erro de Zouma em uma troca de passes dentro da grande área. O atacante francês, entretanto, pegou fraco na bola, que sobrou tranquila para Kepa.

Aos 16 minutos de partida, Anthony Taylor marcou a penalidade máxima de Zouma em Rashford, que vinha em velocidade pelo lado esquerdo do campo. O próprio camisa 10 foi para a bola e abriu o placar para o time de Manchester, que vinha pior naquele momento da partida, com menos posse de bola e predomínio ofensivo.

De aí em diante o Chelsea voltou a assumir as rédeas do jogo. Aos 34’, Barkley chutou forte e viu a bola passar a centímetros da trave direita do goleiro do Manchester United. Minutos depois, o próprio meia inglês exigiu do goleiro espanhol uma defesa espetacular com os pés. E a “festa” do Chelsea continuava, desta vez com o quase sempre livre Emerson Palmieri, que acertou a junção do travessão com a trave direita do United.

Com muitos gols perdidos, o Chelsea não conseguiu o empate no placar e saiu com a desvantagem momentânea para o vestiário do Old Trafford. O United, por sua vez, contou com a sorte das bolas na trave e em direção a De Gea e aproveitou o pênalti que teve a seu favor para sair em vantagem mínima rumo ao segundo tempo da partida.

SEGUNDO TEMPO

Os 45 minutos finais começaram de forma bem mais equilibrada. Pedro foi o primeiro a dar a iniciativa pelo lado dos Blues, com um chute potente de fora da área. Os Devils deram a resposta rondando a área do Chelsea por quase cinco minutos e não deixando o time visitante respirar. Como o equilíbrio seguia persistindo, Emerson deu outra paulada de média distância e forçou mais uma boa intervenção de De Gea.

Zouma, que vinha fazendo uma partida desastrosa pelo lado esquerdo da defesa da equipe londrina, vinha sendo uma presa fácil para Lingard, jogador do United que vinha caindo mais naquele espaço durante a partida. Do outro lado, Mount e Abraham forçavam Maguire a provar o porquê de ter sido contratado pelo preço que os Devils precisaram gastar para contar com o ex-Leicester.

Na marca dos 20 minutos do segundo tempo, depois de um contra-ataque rápido puxado por Rashford, Andreas foi aberto pela direita e serviu Martial, que fez o segundo do United no jogo. O “mais novo” camisa 9 do time vermelho de Manchester vinha dando as caras em uma posição em que não jogava há muito tempo.

Dois minutos depois, após um passe extraordinário de Pogba, Rashford saiu cara-a-cara com Kepa e chutou firme para fazer o 3 a 0. Foram dois gols em pouco mais de 120 segundos em Old Trafford.

Se para uma equipe os contra-ataques vinham funcionando de forma precisa, para os Blues a situação não era a mesma. Pedro e Mount quase sempre acabavam não escolhendo as melhores opções neste tipo de jogada e o time não tinha segmento nas jogadas em velocidade. Para dar mais gás ainda e acelerar sua equipe, Solskjaer optou por sacar Andreas Pereira e colocar em campo o veloz Daniel James, que fez sua estreia em Old Trafford. Kante, ainda sem o físico ideal, entrou no lugar de Jorginho e favoreceu o setor defensivo do Chelsea.

Mas a tarde era do Manchester United. Pogba fez uma jogada individual com muita velocidade, deu um bom passe para Daniel James que, com uma boa dose de sorte, chutou cruzado e viu a bola entrar no fundo das redes com um desvio. 4 a 0 e muita vontade por parte do United. Os minutos finais de jogos foram simplesmente “para cumprir” tabela. 

Com muita propriedade, os Red Devils já foram para o topo do campeonato logo na primeira rodada e se juntam aos Big-Six ganhadores nesta rodada inicial.

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