PSG inova e anuncia primeiro plano de sócio-torcedor de um clube europeu no Brasil
Foto: Sidney Bovy (COO MyParis Brasil), Maxwell (embaixador do PSG no Brasil e sócio-torcedor 01) e Michel Cardoso (CEO MyParis Brasil) (Foto:Luca Tremonti)

Nesta terça-feira (22), o Paris Saint-Germain (FRA), em uma coletiva de imprensa no Rio de Janeiro anunciou o primeiro plano de sócio-torcedor de um clube europeu no Brasil: o MyParis Brasil.

Com a presença de Maxwell, ex-jogador do PSG, um dos maiores vencedores da história do futebol, embaixador do clube no país, e primeiro sócio honorário do programa, Michel Cardoso, CEO do MyParis Brasil e Sidney Bovy, COO do MyParis Brasil, o projeto foi apresentado.

O programa oferece dois planos: O Verde & Amarelo, por R$ 9,90/mês, e o Vermelho & Azul, por R$ 49,90/mês.  O primeiro oferece benefícios aqui no Brasil como o acesso a PSG TV (jogos inteiros, treinos e conteúdos exclusivos sobre os brasileiros do PSG), o clube de vantagens do programa no país e o sorteio de brindes exclusivos. O sócio Verde & Amarelo, também, tem direito a comprar experiências na França após abertura de venda para o plano Vermelho & Azul (prioridade dois).

Já no plano Vermelho & Azul, além dos mesmos benefícios do plano Verde & Amarelo, os membros tem prioridade um na compra de experiências e a possibilidade de comprar até três vagas por experiência de uma só vez. Na programação de viagens, os sócios ganharão obrigatoriamente descontos nas lojas oficiais do Paris Saint-Germain na França, poderão fazer tour no estádio Parc des Princes e assistir aos jogos em um setor premium. Michel Cardoso explicou qual propósito dos planos lançados.

"O principal objetivo do programa é gerar experiência para os fãs brasileiros. Tanto no Brasil, quanto na França. A maior delas é o PSG Tour em Paris. O pacote inclui assistir um jogo do Paris Saint-Germain no Parc Des Princes e as crianças brasileiras poderão entrar em campo com os jogadores."

Com a criação desse programa, o clube busca aumentar a força de sua marca no Brasil. A história do clube parisiense sempre foi ligada ao país por meio das atuações de grandes craques brasileiros como Raí, Leonardo, Valdo, Ronaldinho Gaúcho, Dani Alves e Maxwell. 

O lateral esquerdo, primeiro sócio honorário do programa, é o terceiro maior vencedor da história do futebol, na frente de nomes como Cristiano Ronaldo e Messi, e atingiu essa marca com a camisa azul e vermelha.

Por enxergar através da PSG Academy a relação com os brasileiros de fidelizar mais de 4 mil alunos pelo Brasil inteiro, entendeu que era a hora de se aproximar ainda mais do povo brasileiro e gerar experiência para os torcedores do país e como falou Sydney Bovy.

"O Paris Saint-Germain sempre teve uma boa relação com o futebol brasileiro e isso ficou ainda mais forte nos últimos quatro anos, através do desenvolvimento da PSG Academy no Brasil. Hoje a nossa família conta mais de 4.000 alunos pelo país. Esse sucesso incentivou o PSG a trazer o programa MyParis para o Brasil."

Perguntas e respostas da coletiva

Qual o ranking de popularidade do PSG aqui no Brasil?

"De fato as redes sociais são muito fortes no Brasil, as quatro maiores (Twitter, Instagram, Facebook e Youtube) com uma população de mais de 8,3 milhões de brasileiros fãs do PSG nessas quatro redes sociais. O total é de 72 milhões no mundo, ou seja, uns 12% de brasileiros. Aumentou muito de uns anos pra cá. Uma prova clara é que de um lado o clube tá se fortalecendo na paisagem do futebol mundial, mas também a marca em sí, que é isso que aqui se trata, essa marca cresceu muito. Então gerou cada vez mais fãs e continua crescendo muito.", disse Sydney Bovy, COO do MyParis Brasil

Por que a escolha do Brasil como primeiro país a receber o programa de sócio-torcedor fora da França?

"Porque, primeiro pela ligação com o país (França), isso eu nem sei explicar de onde vem, mas vem de longe, sempre foi o caso. Jogadores  brasileiros também tem um carinho pelo clube quando eles passaram por lá. Maxwell é um exemplo muito bom disso. Segundo motivo, o potencial econômico do projeto e, obviamente, pelo sucesso da Academy o clube sentiu a necessidade de propor mais coisas", explicou Sidney Bovy

Quando começou a ideia do sócio-torcedor e como atingir um número tão grande de sócios-torcedores, como de alguns times brasileiros?

"De fato, pra gente aqui do Brasil, conhecendo melhor e tendo a experiência no mercado e vendo esse lado de fã se desenvolver cada vez mais nas crianças e nas famílias também, que sempre vão para as escolinhas com uma camisa do PSG, uma coisa do PSG, essas coisas mostram o potencial da marca e o interesse do público para essa marca. Então foi um processo natural. A chegada do Neymar também teve uma importância grande nesse sentido, de ter reforçado muito a marca aqui no mercado brasileiro. Então, obviamente, quando mercado é forte e tem potencial tem que se investir nesse tipo de projeto", falou Sidney Bovy

"Eu entendo que o programa do PSG, MyParis Brasil, quando chega aqui e se coloca uma proposta e engajamento para fãs brasileiros, ele age muito mais em forma de parceria de clubes brasileiros do que tentar tomar um lugar de um torcedor do clube. A gente entende até por algumas ações estratégicas, que primeiro, um torcedor brasileiro não vai deixar de ir ao estádio, comprar a camisa oficial do clube, por ser um fã do PSG, mas ele pode sim se programar e planejar uma viagem para ver jogos e viver experiência máxima lá, em Paris, ou participar de jogos aqui, eventos no Brasil, tá em contato com a comunidade e isso aí pra gente é muito importante. Eu não enxergo como uma concorrência, até porque existe a possibilidade da gente fazer eventos de levar fãs do programa para poder  jogar em estádios, em arenas, e a gente sabe que isso é feito se tiver um contato em parceria com o departamento de marketing dos clubes, com departamento de marketing das arenas e até enxergo o programa como uma forma de fomentar negócio com o futebol brasileiro. A gente chega pra poder estar junto", completa Michel Cardoso, CEO do MyParis Brasil

Qual a diferença em relação ao plano de sócio-torcedor dos clubes brasileiros, já que o PSG é um clube de fora e teria que se adequar as especificidades brasileiras?

"A gente fez muitos comparativos, até porque entendo que o formato, a proposta do programa é diferente. A partir do momento que o principal benefício hoje pro sócio-torcedor brasileiro é exercer o seu direito de compra e aquisição de ingresso para ida ao estádio, hoje é muito concentrado nos polos aonde o time vai jogar. No meu caso pude trabalhar em times de massa como Fluminense e Vasco e poder atuar em mais experiências fora do Rio de Janeiro. A proposta do MyParis é completamente diferente porque a gente não vai estar focado em abrir o estádio, encher o estádio pra poder exercer o principal benefício do programa. A gente vem pra poder gerar experiência para o torcedor brasileiro, poder atuar em diferentes áreas do Brasil, poder identificar quem são esses torcedores que querem consumir e viver realmente essa experiência. A nossa prioridade não é abrir estádio e levar o torcedor para encher", explica Michel Cardoso

É positivo ou negativo pensar que existem muitas crianças, jovem torcedores que um dia podem torcer pra times europeus e não torcer pra clubes brasileiros?

"Eu não vejo positivo num jovem, mas não vejo nem muito real um jovem deixar de torcer para um clube brasileiro. Aqui os pais acho que não permitem que o filho torça pra outro clube (de fora) - tom de brincadeira. A paixão muito grande do país, as crianças crescem jogando, elas se identificam sempre com um clube, seguem esse clube, mas elas hoje muito cedo começam a torcer para os jogadores que tão na Europa, então acabam seguindo esses jogadores por onde eles passam. Hoje nós (PSG) temos grandes atletas e acaba aumentando muito o interesse desses jovens. Então não vejo muito real eles deixarem de seguir clubes brasileiros porque é amor, é paixão muito forte aqui (Brasil), mas também não deixando de seguir jogadores que jogam na Europa", comentou o ex-jogador e ídolo do PSG, Maxwell

A criança/atleta ao entrar na Academy já vai ser sócio-torcedor do clube?

"Sim. Com todo esse histórico da Academy, a gente decidiu contemplar todos os alunos com o plano Verde & Amarelo, onde eles vão ter o acesso direto a toda informação do clube, PSG TV, leis de resgatar os pontos e, também, poder resgatar as experiências depois do plano Vermelho & Azul", disse Michel Cardoso

Como vai ser a feita a divulgação do sócio-torcedor MyParis Brasil?

"Vamos ter algumas coisas nas mídias oficiais do clube, tem a plataforma da PSG Academy que hoje comunica bastante diretamente com essa comunidade dos alunos e outras parcerias também que a gente vai buscar. Pra gente faz todo sentido também aproximar parceiros, marcas e poder fazer a divulgação do programa e poder entregar algum tipo de experiência. Então, estamos totalmente abertos pra poder buscar a divulgação também em parceria com algumas marcas", explicou Michel Cardoso

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