Com dose de sorte e muita intensidade, Manchester United bate Brighton e sobe na tabela
Foto - Divulgação: Manchester United  / Twitter 

Visando encontrar o caminho das vitórias dentro de sua casa pela Premier League, o Manchester United recebeu o embalado Brighton para tentar figurar novamente entre os 10 primeiros colocados na liga. Os Devils vinham de uma derrota fora de casa para o Bournemouth, por 1 a 0, enquanto o Brighton vinha de uma convincente vitória sobre o Norwich, na frente de seu torcedor, por 2 a 0.

Para conseguir os três pontos, o pressionado Ole Gunnar Solskjær novamente teria que lidar com um time com vários desfalques - principalmente os de Pogba, Matic e Shaw - para convencer o torcedor do United, que mais uma vez garantiu um Old Trafford bem cheio. Brandon Williams foi o substituto do suspenso Young, que vinha substituindo o machucado Shaw, o que seria a grande oportunidade para o garoto mostrar trabalho para o treinador norueguês. Os brasileiros Fred e Andreas Pereira ganharam novas chances entre os 11 iniciais do Manchester e tentariam ajudar os embalados Martial, Rashford e James para chegar à vitória.

Do lado do Brighton, que vive uma ótima fase, o jovem Graham Potter teria em mãos um simples, porém decente time para encarar o United fora de casa. Propper e Dunk são os dois pilares do time. O experiente Murray foi escolhido para figurar no banco de reservas e acabou substituído´pelo garoto Aaron Connolly.

PRIMEIRA ETAPA

O início de partida foi bem truncado. Os dois times se estudavam e analisavam a melhor maneira para infiltrar na defesa adversária. O Brighton deu todos os indícios de que “usaria e abusaria” dos contra-ataques, enquanto os Red Devils tentariam as jogadas pelo lado do campo e o cruzamento para o gigante Maguirre e seus altos atacantes.

As primeira grandes chances do time mandante apareceram com Rashford. Na primeira oportunidade, o atacante partiu em velocidade pela direita, tentou servir Martial e viu Dunk evitando aquele que poderia ser um toque sutil do atacante francês para o gol. Na segunda oportunidade, aos 15 minutos, Rashford costurou por dentro da zaga adversária e chutou firme, nas mãos do goleiro.

E o gol do United foi aparecer apenas um minuto mais tarde. Andreas fez a jogada de forma individual, foi desarmado e Martial sobrou com a bola; em seguida, o atacante voltou o passe para Pereira, que chutou de canhota e viu o zagueiro Stephens desviar direto em direção ao gol, para o desespero do goleiro Ryan. O tento saiu exatamente no melhor momento do time na partida.

Aos 18', aproveitando o total embalo da equipe, Propper marcou contra e o United fez seu segundo gol após a trapalhada de Ryan na grande área depois da jogada de bola parada. McTominay foi fundamental na jogada, já que o volante foi quem tocou para o gol na primeira oportunidade e forçou o rebote mal deixado pelo goleiro do Brighton.

O jogo ficou completamente nas mãos do Manchester United depois do segundo gol e Solskjær por diversas vezes pediu calma a seus jogadores no momento de embalo de sua equipe. O Brighton até tentou voltar para a partida, mas parecia perdido em campo e permaneceu dominado durante os primeiros 45 minutos de jogo.

Connolly quase diminuiu no fim da primeira etapa de cabeça, porém tirou demais da meta de De Gea e viu a bola sair por pouco. Do lado oposto, Rashford estava pronto para empurrar para o gol de cabeça após o cruzamento de James, não fosse a excelente interceptação de Dunk. No último minuto, Andreas Pereira ainda tentou de muito longe e forçou Ryan a praticar uma ótima defesa e espalmar para o lado.

Os times voltaram para o intervalo e o sentimento acabou sendo de que poderia caber mais gols para o United no primeiro tempo. Mesmo com dois gols contra, o time da casa construiu jogadas ofensivas com muito mais efetividade e encarou sem medo um Brighton completamente acuado.

SEGUNDA ETAPA

Para jogar um segundo tempo de igual para igual contra um United inspirado, Graham Potter fez duas mudanças que mudaram completamente o esqueleto do time para os 45 minutos finais. O meia Solly March entrou na vaga do amarelado Montoya para subir a primeira linha da equipe e Aaron Connolly deu lugar ao experiente Glenn Murray. O United retornou a campo sem alterações.

O Brighton voltou ao gramado com uma variação tática bem diferente da que vinha fazendo na primeira etapa. Murray conseguiu fazer justamente o pivô que faltou aos comandados de Graham Potter na primeira etapa. Do lado do United, os Devils seguiam com a habitual pressão que vinham fazendo.

Aos 62’, quase Maupay diminuiu, não fosse a defesa de De Gea com os pés. Um minuto mais tarde, Dunk subiu muito e fez o primeiro do Brighton na partida, depois de um bom escanteio cobrado por Pascal Groß. Mas o gol incomodou o Manchester United, que foi para frente com tudo. Fred enfiou uma ótima bola para Anthony Martial, que deu um toque para trás e viu Rashford chutar no ângulo para marcar o terceiro da equipe da casa, aos 65’ de jogo. Foi uma resposta e tanto por parte dos Devils.

A resposta só não foi maior e imediata porque Rashford perdeu um gol absolutamente inacreditável depois de Daniel James construir uma bela jogada para direita e colocar o atacante sozinho para marcar. Mas o United seguiu a “unhas e dentes” a fim de chegar ao quarto gol e liquidar o jogo. Brandon Williams avançou até a entrada da área, chutou firme com a perna direita e exigiu uma belíssima defesa por parte de Ryan, aos 75’.

O United segurou a partida até os minutos finais e garantiu os três pontos na frente de mais de 74 mil espectadores. Após um primeiro tempo de muita sorte e dois gols contra, os Red Devils “acordaram” após o gol do Brighton e voltaram a colocar o pé no acelerador, liquidando o resultado.

Com a vitória, o Manchester United chegou momentaneamente à sétima colocação, com 16 pontos ganhos. A próxima partida dos Devils será contra o Sheffield United, fora de casa. O Brighton se “empacou” com seus 15 pontos e foi ultrapassado pelo próprio United, regredindo à 11ª colocação. Na próxima partida pegam simplesmente o Liverpool dentro de casa.

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