Ex-Santos, Gustavo Cazonatti não vê diferença entre trabalhos e infraestrutura da Europa
Foto: Divulgação/Mafra

Por mais que estejamos em pleno século XXI, todos sabem que a maior parte dos clubes brasileiros vive grande batalha diária para conseguir sair das algemas do século passado. Falta de infraestrutura ou profissionais desqualificados responsáveis por gerir a carreira de atletas de futebol  são características quase que normativas no vasto território brasileiro. 

Mas, mesmo com esta realidade, existem clubes espalhados pelo país que são considerados paraísos  do futebol. Tanto por suas qualidades de trabalho apresentadas quanto pelas condições que apresentam para seus atletas, estes locais são, naturalmente, considerados como o Olimpo para atletas em formação e profissionais em atividade.

Na restrita lista de locais considerados com condições ideais para trabalho e para prática de futebol, um deles chama atenção não só pelo que faz no futebol profissional mas por ser o grande berço de craques do futebol: o Santos Futebol Clube. Pelé, Robinho, Giovanni, Neymar...Não são poucos os Meninos da Vila que saem da baixada santista, sobem a serra a São Paulo e embarcam do Aeroporto Internacional de Guarulhos para o Mundo. 

Dentro desta vasta gama de atletas e jóias que são lapidadas na baixada santista esta Gustavo Cazonatti, jovem de 23 anos que fez o movimento de evolução das categorias de base para o profissional no clube da Vila Belmiro. 

Nascido em Florianópolis, Santa Catarina, o atleta já está no seu segundo clube desde que chegou na Europa. Vestiu as cores  azuis e amarelas do Real Sport Clube nas temporadas 2017-18 e 2018-19 e hoje veste o verde e amarelo do CD Mafra. Na sua terceira temporada no velho continente, Cazonatti não vê muita diferença entre os trabalhos táticos e técnicos realizados no Santos em relação aos que tem contato em Portugal. 

“Vim muito jovem para Portugal e achava que iria ser difícil a adaptação mas me surpreendi quando vi muita semelhança no trabalho que faziam com o que eu já tinha feito na base e no profissional do Santos. É pau a pau com os times de Portugal. Alguns trabalhos de bola, trabalhos táticos  em campos reduzidos com poucos toques de bola em que tínhamos que trabalhar e acelerar a bola no último terço de campo. Na base era assim e quando subi pro profissional com o Dorival foi a mesma coisa’’, comentou o meia que atualmente está no Mafra. 

Entretanto, o atleta ressalta que não é apenas o aprimoramento técnico e tático do futebol que fecham o ciclo de bom trabalho. A infraestrutura também interfere diretamente no que se refere às condições de trabalhar e isso também não destoa para o lado português na comparação entre Santos e Mafra ou Santos e Real Sport Clube.

“Graças a Deus nunca tive nenhuma (séria) que precisasse ficar muito tempo no DM (Departamento Médico), mas quando você é jogador às vezes tem uns algum problema ou precisa passar por lá para regenerar algum músculo que não esteja 100% fisicamente e a infraestrutura que tinha lá era muito boa. Primeiro mundo. Cheguei no Santos vindo do Rio Claro e na primeira vez que passei pelo Centro de Treinamento do clube para conhecê-lo fiquei abismado. Pensava: É coisa de Europa”, analisou. 

Nome frequente nas convocações do técnico do Mafra Seabra, Gustavo acha que essa passagem pela Europa de dois anos e meio o transformou em outro jogador do que era quando estava no Brasil. 

“Evolui muito desde que cheguei aqui. Tenho outra visão de jogo e noção de tempo de jogo. Vir para o futebol europeu foi algo que me fez evoluir muito como meio campista. Hoje consigo armar o jogo e enxergar as linhas de marcação com muito mais facilidade do que quando estava no Brasil. Fica bem mais fácil quebrá-las. Claro que o aprimoramento também ajuda muito. Quando você está defendendo e pensa como defensor consegue desempenhar muito mais fácil as atividades quando tá atacando, concluiu.

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