Com 87 anos, José Maria Marin será solto pela Justiça dos EUA por estar em risco devido à Covid-19
Foto: Reprodução / CBF

Nesta segunda-feira (30), a Justiça dos Estados Unidos decretou a soltura do ex-dirigente de futebol brasileiro José Maria Marin, que está preso no país norte-americano. Devido à chegada da pandemia do novo coronavírus aos EUA, Marin agora 'está em risco' por ser idosos, principal faixa etária que a Covid-19 faz vítima.

No pedido em que o brasileiro encaminhou à Justiça local, seus advogados citaram a idade elevada de 87 anos com principal motivo para a soltura parcial de Marin. Outros fatores que entraram no pedido foram: situação de estrangeiro não-violento, saúde em deterioração e cumprimento de 80% da pena.

Mesmo com a soltura decretada, o ex-dirigente vai ficar mais alguns dias na prisão em Allenwood, na Pensilvânia, até que todo o processo burocrático de saída seja finalizado.

"Queremos que ele volte ao Brasil, onde tem mais recursos para cuidar da saúde e para estar perto do conforto da família. Estamos muito contentes com o resultado da negociação", disse o advogado brasileiro, Júlio Barbosa, que atua nos EUA com advogados estadunidense de Marin.

Vale lembrar que em 2017, um júri popular dos Estados Unidos condenou Marin por cometer seis crimes, entre eles organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraude bancária. Todas as ilegalidades estão relacionadas a campeonatos de futebol e foram cometidas entre 2012 e 2015, período em que Marin era presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). E de acordo com o júri e a promotoria, Marin recebeu US$ 6,5 milhões em propina de empresas de marketing esportivo para ter contratos com elas.

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