Tévez diz que qualquer jogador pode ficar até um ano sem salários e se põe à disposição do governo
Foto: Reprodução / Boca Juniors

Atacante experiente, com passagens por gigantes europeus como Manchester United e Juventus, Carlos Tévez hoje atua com a camisa do Boca Juniors e nesta quinta-feira (02) foi um tão contundente em sua opinião. Em meio aos acordos salariais que os clubes têm feito com jogadores durante a pandemia do novo coronavírus, o argentino disse que qualquer jogador pode abrir mão de seus salários por até um ano.

Tévez fez a afirmação numa entrevista ao canal América TV dizendo que o auto valor dos vencimentos dos jogadores não são tão importantes quanto a rotina do trabalhador mais humilde dos clubes, que recebem uma quantia, muitas vezes, a cerca do salário mínimo.

"Qualquer jogador pode viver seis meses ou um ano sem cobrar ou com salário mínimo. Não se pode comparar com gente que vive a cada dia que tem que sair às 6 horas da manhã e voltar às 7 horas da noite para comer no outro dia. Temos que ajudar e ir até os necessitados. É fácil falar da minha casa, sem sair dela, sabendo que tenho comida para meus filhos? Isso é o mais preocupante. Eu trato de estar com as pessoas do meu bairro", disse Carlitos.

O camisa 10 xeneize ainda se colocou à disposição para poder ajudar o povo argentino de alguma forma e também disse que ficaria feliz em ser mais útil de forma prática e não ficar apenas em casa.

"Me coloco à disposição do governo e do clube para ajudar. Não gosto de fantasiar sobre muitas coisas, porque quando se ajuda é do coração. Não é para estar em um vídeo [...] Eu me coloco à disposição do clube, mesmo que isso signifique entregar mercadorias em uma mesa", afirmou Carlitos, sugerindo entregar comida no bairro La Boca, onde fica o Boca Juniors.

"Em vez de ir para o treinamento pela manhã, pode ser obrigado a fazer coisas para as pessoas. Por exemplo, ir às cozinhas de sopa em La Boca. Eu ficaria feliz em ir. Eu sei que a minha família está bem. Estar com estas pessoas vai nos tornar muito mais fortes. É aí que começa o grande exemplo", concluiu Carlos Tévez.

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