Jogadores que homenagearam George Floyd podem ser punidos pela Federação Alemã
Marcus Thuram foi um dos atletas estadunidense (Foto: Divulgação/Bundesliga)

Jogadores da Bundesliga homenagearam George Floyd, homem preto executado por asfixia por um policial branco em Minneapolis, nos Estados Unidos. A homenagem, porém, pode ser punida pela Federação Alemã.

De acordo com o regulamento da Deutscher Fussball-Bund (DFB, entidade que coordena o Campeonato Alemão), o item que versa sobre o equipamento dos atletas, afirma que o uniforme "não pode ter slogans, mensagens ou imagens políticas, religiosas ou pessoais. Os jogadores não podem usar roupas íntimas com slogans, mensagens ou mensagens políticas, religiosas ou pessoais. Mostre imagens ou publicidade, com exceção do logotipo do fabricante. Slogans, mensagens ou imagens relacionadas a qualquer pessoa viva ou morta são, de qualquer forma, inadmissíveis".

Procurado pela revista Kicker, principal publicação esportiva alemã, sobre o caso, Anton Nachreiner, presidente do Comitê de Controle da DFB, não negou que os atletas podem ser punidos. "No decorrer dos próximos dias, a federação cuidará desses eventos e examinará os fatos", revelou.

Reações

Ao menos dois diretores reagiram às ameaças da DFB. Oliver Kahn, que assumirá o comando Bayern em breve, contemporizou. "É claro que essa é uma situação que não é permitida. Ainda assim, acho que os jogadores devem estar bem informados. Eles também devem expressar suas opiniões sobre diferentes questões sociais. Desejo que os jogadores assumam essa responsabilidade com mais frequência, porque todos sabemos qual o efeito que eles têm", afirmou à Kicker.

A reação mais contundente, porém, foi de Oliver Ruhnert, gerente de futebol do Union Berlin. O dirigente do clube, conhecido por estar intimamente ligado a questões sociais, questionou a moralidade da instituição que coordena o futebol na Alemanha.

"Se o comitê de controle investigar, então você deve perguntar se ainda temos os mesmos valores. Trata-se de uma questão global: o não ao racismo", disparou.

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